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TESTE: VW Golf 1.0 TSi automático, quando tamanho é documento

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Lançado aqui no Brasil no final de 2016, quem dirigiu o Golf 1.0 TSI ficou impressionado, pela qualidade do conjunto e pelo bom desempenho do motor de apenas 1 litros. Mas faltava no lançamento câmbio automático, que não falta mais. Na metade deste ano, o modelo ganhou um facelift e a esperada transmissão automática. Com isso se tornou um dos melhores carros do mercado nacional.

fotos: Ricardo Caruso e Marcos Cesar Silva

Além do leve retoque no visual, o hatch produzido no Paraná ganhou o mesmo conjunto mecânico do Polo 1.0 TSI, com uma recalibração do motor. Além disso, passou a contar com maior número de itens de série desde a versão de entrada, o que naturalmente elevou um pouco seu preço.

AUTO&TÉCNICA avaliou o Comfortline, a versão de entrada da linha,  que custa R$ 91.790,00. Ele vem equipado com o eficiente motor 200 TSI (1.0 Turbo com injeção direta, de três cilindros em linha), com potência máxima de 128 cv a 5.500 rpm com etanol (e 116 cv abastecido com gasolina) e 20,4 mkgf de torque máximo, com gasolina ou etanol, já a partir de 2.000 rpm. Ele trabalha com o câmbio automático de seis marchas (a caixa AQ250-6F), que usa conversor de torque e tem a opção de trocas manuais pela alavanca ou pelas borboletas junto ao volante (shift pads).

Além do novo câmbio, o Golf 1.0 TSI ganhou uma leve reestilização, mudanças sutis que só serão notadas pelos fanáticos pelo carro.  Inclui novos para-choques, faróis com mudanças nos refletores e itens internos e luzes diurnas com LEDs. Na traseira, as lanternas continuam com LEDs, mas ostentando nova “assinatura” na iluminação. 

Por dentro, a boa novidade é a central multimídia Composition Media, de série, com tela touchscreen sensível de oito polegadas e App-Connect com  plataformas Android Auto e Apple CarPlay já integrados. Ficou mais equipado, e assim o Golf traz câmera traseira (embutida no logo traseiro), sete airbags, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, bloqueio eletrônico do diferencial EDS e XDS+, controle eletrônico de estabilidade (ESC), Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão (Automatic Post-Collision Braking System), ar-condicionado digital e direção elétrica, entre outros. Sensores de chuva e crepuscular e sistema “coming&leaving home”, retrovisor interno eletrocrômico, cruise control e rodas de liga-leve aro 16 com novo desenho também são itens de série.

 

Ao assumir o volante do Golf 1.0 TSI, não há a menor possibilidade de sentir saudade do motor 1.6. A central multimídia, tem acabamento em cinza escuro e o volante revestido em couro, de série, são outras novidades. O acabamento segue o padrão Volkswagen, correto e muito bem feito, que inclui cobertura emborrachado no painel, porta-objetos das portas revestido e  ergonomia impecável, com todos os comandos com acesso fácil e bem identificados. Não há do que reclamar.

O Golf 1.0 TSI automático é um carro muito bem acertado e equilibrado. Agradável de ser dirigido, o motor 1.0 turbo t quase 90% do torque (17,8 kgfm) disponível , sempre com disposição mesmo a baixas rotações. Nem parece que você está acelerando um 1.0 de três cilindros. A direção elétrica é bem calibrada e a configuração do câmbio toda certa. Acelera de zero a 100 km/h na casa dos 10,5 segundos e tem velocidade máxima de 192 km/h.

Marcas excelentes, que se repetem no consumo. Com etanol, o Golf TSI marcou 8,5 km/litro na cidade e 12 km/litro na estrada. 

Com preço de R$ 91.790, disancia-se do Polo 1.0 TSI Highline, que custa cerca de R$ 16 mil a menos. Por outro lado, qual carro é barato no Brasil. O conjunto motor 1.0 turbo/câmbio automático ficou perfeito no hatch. Anda mais e consome menos que o anterior 1.6, tem excelente dirigibilidade e invejável nível de equipamentos e segurança. É um daqueles carros que vale cada moeda investida.


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