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Tiger Tank, o Tucker esquecido

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Preston Tucker, o visionário que desenvolveu o Tucker 1948, construiu um veículo blindado, que se distinguia dos restantes da época por ser bastante rápido. Tudo começou em 1937, quando Tucker estava se recuperando de uma operação de apendicite, e, ao ler nos jornais notícias sobre uma possível guerra na Europa, que se viria a tornar realidade em 1939. Nasceu assim o hoje pouco conhecido Tucker Tiger Tank, também conhecido por Tucker Combat Car.

O Tucker Tiger Tank estava equipado com uma torre giratória de 360 graus, patenteada pelo próprio Preston e batizada de “Tucker Turret”; faróis ajustáveis individualmente protegidos por vidro à prova de bala, podendo iluminar 1,6 km e, o maior luxo de todos, ar condicionado.

Tucker levou a sua ideia ao exército norte-americano, mas eles não aceitaram. Apesar de recusarem o seu projeto, ficaram com a patente da torre. Este não foi o primeiro veículo militar com torre totalmente giratória, esta inovação pertence ao compacto Renault FT-17, mas não funcionava eletricamente. Tucker foi buscar a ideia da torre giratória elétrica aos bombardeiros americanos. Uma das grandes vantagens da torre elaborada por Tucker era que tinha elevação de 75 graus, podendo atingir aviões a partir do chão, muito melhor que as armas antiaéreas estacionárias.

O governo americano escondeu a patente de Tucker e muitas outras que estavam sendo desenvolvidas em completo segredo. Começaram a ser produzidas por outras empresas várias torres idênticas à desenvolvida por Tucker, mas nenhuma levava o seu nome, fazendo com que ele processasse alguns fabricantes.

O seu veículo de combate não teve a aprovação do exército americano, porque, segundo consta, era demasiado rápido, pois na época o governo entendia que estes veículos não deveriam ultrapassar os 56 km/h de velocidade. O protótipo de Tucker atingia mais de 180 km/h em estrada plana e 125 km/h em terra, com peso superior a 4,5 toneladas. O motor 7.8V12, de origem Packard, tinha 175 cv, tendo sido preparado por Harry Arminius Miller. Este motor equipou os Packard Twelve de 1935 a 1939.

Para facilitar as reparações no campo de batalha, o radiador poderia ser substituído por seções e era à prova de bala, assim como o capô que abria facilmente para permitir acesso ao motor. As janelas poderiam ser trocadas muito facilmente, em poucos segundos. Aberturas no compartimento do motor, faziam com que o descongelamento do vidro fosse mais rápido e eficaz. A chapa blindada da carroceria, com 14 mm de espessura, era soldada e não rebitada, como acontecia nos veículos da época. Os painéis que ficam por baixo do modelo foram projetados para desviar as explosões para longe do veículo.

Podia atingir uma inclinação de 45 graus, continuando estável. Cada roda poderia ser freada individualmente. Havia também duas possibilidades, para além das rodas tradicionais, com rodagem duplo na traseira ou lagartas da Caterpillar. A tração poderia ser traseira ou integral. Os pneus eram à prova de bala e aguentavam tiros de até calibre 50.

A torre rodava completamente em 4,6 segundos, bastante bom em comparação com os 15 segundos da torre do M4 Sherman. Poderia também disparar 2820 tiros por minuto, com as três metralhadoras da American Armament de 37mm montada na torre e as duas laterais de .30.

Infelizmente, segundo consta, o protótipo não chegou até os nossos dias, ficando somente a memória desta interessante máquina de guerra. Num vídeo de demonstração, na parte final Tucker diz que tem vários exemplares prontos para serem entregues, mostrando uma imagem com mais de 10 unidades, não se sabendo se eram reais.


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