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Top 5: aerofólios realmente exagerados

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A aerodinâmica é importante, aliás, sempre foi ao longo dos muitos anos da indústria automobilística. Ainda mais depois de 1934, quando a Chrysler, com o Airflow, levou o assunto a sério. 

Quando bem aplicados, os conceitos da aerodinâmica ajudam a melhorar desempenho e reduzir consumo. Se no passado as coisas eram um pouco empíricas, hoje tudo é diferente, graças à aplicação da informática no desenvolvimento e testes de componentes.

Seja como for, há algumas soluções realmente impressionantes na história do automóvel, como a busca pela maior aderência no eixo traseiro, que ainda leva muitas marcas a cometerem alguns excessos…

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No primeiro lugar dos aerofólios mais estranhos está o Koenigsegg Agera. Além do seu estilo muito particular, o superesportivo sueco está equipado com uma asa traseira estranhíssima. Com 1360 quilogramas de peso e 1360 cv de potência, extraídos do motor 5.0V8 biturbo, é necessário grande apoio para manter a traseira mais ou menos controlada. A forma da asa traseira permite gerar 610 kg de força descendente a 260 km/h, que chega a 830 kg quando o Agera chega aos 440 km/h, a sua velocidade máxima. 
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No segundo lugar fica o Dodge Charger Daytona, carro dos anos 1960, época especial para os carros norte-americanos. Em 1969, a Dodge lançou este carro equipado com motor 7.2V8 para ser homologado para as pistas, e para conseguir manter a traseira quieta era necessário usar esta asa ostensiva.

O terceiro lugar vai para o Mercedes 190E 2.5-16 Evo 2, um sedã que abandonou o adjetivo “discreto” para se tornar um radical carro de competição. As necessidades de homologação forçaram a Mercedes a colocar na tampa do porta-malas esta volumosa asa traseira, que se repetiu depois nos modelos de DTM. Bom lembrar que debaixo do capô estava um motor 2.5 de quatro cilindros preparado pela Cosworth, com 235 cv. 

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O celebrado Ford Escort RS Cosworth surge no quarto lugar graças à sua asa traseira tipo “prateleira”. Produzido a partir de 1992 como base para o carro que iria competir ao longo de vários anos no Mundial de Rali, estava equipado com tração integral, motor 2.0 turbo preparado pela Cosworth e 220 cv. A enorme asa em forma de prateleira era complementada por outra no alto do vidro traseiro, mas como era muito grande precisou de receber um pilar de suporte, dando-lhe a forma final que causa estranheza.

Finalmente, o Plymouth Road Runner Superbird, o carro do “Bep Beep”, irmão do Dodge Daytona. Fabricado a partir de 1970, tinha um desenho comum com uma asa traseira verdadeiramente gigantesca. O Superbird foi um dos primeiros carros norte-americanos desenhados no túnel de vento. Equipado com motor 7.0 ou 7.2V8, foi preparado para competir na Nascar. Chegava aos 320 km/h e o sucesso foi imediato, pois venceu oito corridas até ser proibido de competir no final do seu ano de estréia, 1970…


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