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Trazo C: o Nissan que quase foi um Dodge

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O Dodge Trazo C, resultado da colaboração entre Chrysler e Nissan, foi apresentado mas nunca foi vendido no Brasil ou em outro lugar. O carro foi mostrado discretamente no Salão de São Paulo de 2008, e na prática era o Nissan Tiida mexicano com novos emblemas. Mas ficou nisso, pois antes de seu lançamento oficial e chegada às concessionárias Dodge, na América do Sul, foi simplesmente cancelado.

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Os planos para o Dodge Trazo C foram elaborados em 2007, alguns meses antes da Chrysler mais uma vez pedir falência e mudar de dono, passando para o controle da Fiat. A marca italiana tinha outros tipos de produtos em seus planos (leia-se Jeep), mas não cogitava nenhuma aliança com a Nissan.

Além disso, a Daimler Chrysler nas mãos da Cerberus precisava de produtos acessíveis no mercado latino-americano. Na época, a Cerberus Capital Management of New York, fundo de investimentos especializado na reestruturação de empresas com problemas, não tinha recursos nem experiência para desenvolvê-los , mas com a entrada da Fiat no jogo em 2009, tudo mudou.

Em 2006, a Chrysler chegou ao fundo do poço e vendeu no México os Hyundai Accent, Atos e H100 -acredite- com a marca Dodge: Dodge Attitude ou Verna by Dodge, Atos by Dodge e Dodge H100 respectivamente, comercializados nas concessionárias Chrysler/Dodge.

Se há um aspecto em que a Fiat não precisa de ajuda, é exatamente no desenvolvimento de carros econômicos. Por isso, logo em seguida à aquisição do Grupo, o projeto Trazo C -recém iniciado- acabou desaparecendo antes de se materializar. A Chrysler podia acessar, se tivesse interesse, a ampla gama de compactos e sub-compactos Fiat feitos no Brasil e Argentina, além de tecnologias, plataformas, motores e até linhas de montagem.

A notícia de que a Nissan mexicana não iria mais produzir o Dodge Trazo C foi um revés para a Chrysler, porque naturalmente os volumes de produção que seriam altos, foram significativamente reduzidos. Já as concessionárias da Nissan nos países da América do Sul onde o Tiida era vendido viram o cancelamento do Trazo C por parte da Dodge com alívio, porque eles não teriam um carro idêntico ao deles competindo pelos mesmos clientes mas com uma marca mais tradicional.

Oga Mendonça
A apresentação no Salão de São Paulo, há 12 anos.

O Dodge Trazo C tinha o mesmo motor de 1.8 flex de 4 cilindros com 126 cv do Tiida, com caixas de câmbio manual de seis velocidades ou de quatro marchas automática manuais, e se destacava por seu amplo espaço interno e excelente acerto de suspensão, que o colocava no nível dos sedãs maiores e mais caros.

A primeira geração do Nissan Tiida sedã foi fabricada de 2004 a 2012, e vendida no Brasil. Depois foi substituído pelo Versa, sepultando de vez a história do Nissan que quase foi um Doge…


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