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UMA ESPERANÇA PARA SALVAR JACAREPAGUÁ

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Ainda há uma pequena esperança de salvar o autódromo de Jacarepaguá: a pista só será desativada depois que o novo autódromo for construído. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro recebeu recomendação do Ministério Público estadual (MP-RJ) pedindo a anulação da licença prévia concedida pelo órgão para o projeto de construção de um novo autódromo, em Deodoro, na zona oeste da cidade. A obra é crucial para que seja erguido o principal espaço dos Jogos Olímpicos de 2016: o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (também na zona oeste), que vai receber as disputas de 14 modalidades.

O Parque vai ser construído onde hoje funciona o autódromo de Jacarepaguá. Em 2007, União, Estado, Município e Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) assinaram acordo garantindo que o espaço só será desativado após a conclusão da nova pista, em Deodoro. Segundo o MP-RJ, as obras do novo autódromo vão representar risco à área de Mata Atlântica do Morro do Camboatá, área onde ele será construído. Sem a pista nova, Jacarepaguá não poderá ser destruído.

O Inea confirmou que recebeu a recomendação do MP, mas o subsecretário executivo do Meio Ambiente, Luiz Firmino, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o documento ainda não foi atualizado. Ele informou que só deve se pronunciar sobre o caso da semana que vem. A recomendação do MP-RJ partiu de uma vistoria na área, que contou com a participação de representantes do ministério do Esporte e da CBA, além de Inea e secretaria municipal de Meio Ambiente.

A construção do Parque Olímpico vai ter início no próximo mês, quando o prefeito Eduardo Paes vai fazer o lançamento da pedra fundamental no começo de julho. Neste primeiro momento, as obras não vão impedir a disputa de provas no autódromo de Jacarepaguá.


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