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US$ 70 milhões pelo carro mais caro da história

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Morra de inveja. Tudo indica que o colecionador norte-americano David MacNeil comprou esta Ferrari 250 GTO 1963 por aproximadamente US$ 70 milhões, tornando-a no carro mais caro de todos os tempos.

Isso mesmo, US$ 70 milhões -ou um número sete seguido de sete zeros- o equivalente a aproximadamente R$ 266 milhões é uma quantia considerável. Dava para comprar várias mansões ou então uma frota de 25 Bugatti Chiron (ao preço praticado na Europa)…

Mas David MacNeil, colecionador de automóveis e chefão da WeatherTech —empresa que vende acessórios para carros— decidiu gastar US$ 70 milhões num carro só. Como esse tipo de negócio é sempre nebuloso, ao se confirmar estará registrando um recorde absoluto:  carro mais caro de todos os tempos.

 Claro que o carro é bastante especial e justifica isso. Já é há muito tempo o clássico com os valores mais elevados na sua transação,  e trata-se da Ferrari mais reverenciada de todas, a 250 GTO.
Ferrari 250 GTO #4153 GT

 

Como se a Ferrari 250 GTO não fosse exclusiva por si só —apenas 39 unidades foram produzidas —, a unidade comprada por MacNeil, chassi número 4153 GT, de 1963, é um dos seus mais especiais exemplares, devido à sua história e estado.

Por incrível que pareça, apesar de ter competido duramente, esta 250 GTO nunca sofreu um acidente, e destaca-se de praticamente de todas as outras GTO sobreviventes pela sua pintura diferente, cinza com a faixa amarela; o vermelho é, claro, a cor mais comum.

O objetivo da 250 GTO era competir, e o currículo da 4153 GT é longo e especial nesse quesito. Correu, nos seus dois primeiros anos, pelas famosas equipas belgas Ecurie Francorchamps e Equipe National Belge, onde onde ganhou a faixa amarela.

Em 1963 terminou em quarto lugar na “24 Horas de Le Mans”, pilotada por Pierre Dumay e Léon Dernier, e ganhou a longa -com 10 dias de duração- “Tour de France” em 1964, com Lucien Bianchi e Georges Berger no seu comando. Entre 1964 e 1965 participou de 14 eventos, incluindo o GP de Angola.

Entre 1966 e 1969 esteve em Espanha, com Eugenio Baturone, o seu novo dono e piloto. Voltaria a surgir apenas no final da década de 1980, quando foi comprado pelo francês Henri Chambon, que correu com a 250 GTO numa série de provas históricas e ralis, e acabaria novamente sendo vendida em 1997, agora ao suiço Nicolaus Springer. Também competiu com o carro, incluindo duas participações no Goodwood Revival. Mas em 2000 mudou outra vez de dono.

Desta vez, foi para o alemão Herr Grohe, que pagou US$ 6,5 milhões pela 250 GTO, vendendo-o três anos depois ao compatriota Christian Glaesel, também piloto; especula-se que tenha sido o próprio Glaesel que a vender a David MacNeil pelos US$ 70 milhões.

 

 

Durante a década de 1990, esta Ferrari 250 GTO foi restaurado pela DK Engineering, especialista britânico em Ferrari, e ganhou a certificação Ferrari Classiche em 2012/2013. O chefão da DK Engineering, James Cottingham, não esteve envolvido na venda, mas ao ter conhecido em primeira mão o modelo, comentou: “Este é sem dúvida uma das melhores 250 GTO existentes em termos de história e originalidade. O seu período em competição é muito bom […] Nunca teve um acidente e mantém-se bastante original”.


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