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Volkswagen assume uso de software fraudador também nos Audi

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Se o volante está reto, o resultado de emissões é um; se foi movido para um dos lados, é outro. O Grupo Volkswagen reconheceu que os carros da Audi equipados com transmissão automática têm software fraudulento, que compromete os dados nos testes de emissões de gases.

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A confirmação disso surge depois de que, há uma semana, o jornal alemão “Bild am Sonntag” noticiou que a California Air Resources Board (CARB) descobriu, no verão passado, um dispositivo que fraudava os resultados de emissões em modelos com transmissão automática da Audi.

O dispositivo -que não é o mesmo utilizado para a manipulação dos dados dos veículos diesel- teria sido usado em modelos a gasolina e diesel comercializados tanto nos Estados Unidos como em outros mercados, equipados com  determinado modelo de transmissão automática. Caso o volante se mantivesse reto, o dispositivo assumia que estava em condições de testes em laboratório e ativava um modo de gerenciamento para baixas emissões de dióxido de carbono. Se, no entanto, o volante girasse mais de 15 graus, o dispositivo passava ao modo “normal” deixando de controlar as emissões de poluentes.

“Programas de software adaptativos podem levar a resultados incorretos e não reproduzíveis quando os veículos são testados”, afirmou a Volkswagen num email citado pelo “Automotive News”. “A Audi já explicou os antecedentes técnicos dos programas de software adaptativos à Autoridade Federal de Veículos Automotores, a KBA e disponibilizou todas as informações técnicas”, afirmou ainda a Volkswagen.

Não se sabe ainda como essa fraude atinge os carros da Audi comercializados no Brasil e nem quais providências serão tomadas pela marca.

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