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VW AMAROK 2013: OITO MARCHAS POR R$ 135,9 MIL

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Amarok: oito marchas e 180 cv para 2012.

 Quando a Amarok, segunda pickup média da Volkswagen, foi lançada no mercado nacional, em abril de 2010, chegou para estabelecer novos padrões de tecnologia e inovação em seu segmento. Não foi um sucesso de vendas, e agora, a pickup Volkswagen passa a contar com transmissão automática de oito marchas.

A própria Volkswagen não se lembra, mas existiu uma outra pickup média da marca, a VW Taro. Feita em parceria com a Toyota entre fevereiro de 1989 e março de 1997, era produzida na Alemanha e no Japão, onde levava o nome de Toyota Hiro. Estranhamente, afirma que a Amarok é sua primeira pickup nesse segmento. E isso sem contar a Kombi pickup.

VW Taro 1991: pickup média da Volkswagen.

Kombi: também esquecida…

Com o novo sistema de transmissão, a Amarok tem bom nível de conforto de rodagem, principalmente para os usuários que a utilizam na cidade. O novo câmbio também funciona bem no fora de estrada e permite nível de consumo abaixo da mesma versão equipada com câmbio manual.

Pioneira

A Amarok é a primeira pickup com câmbio automático de sua classe a contar com oito marchas. Isso permitiu aos engenheiros da Volkswagen ampliar a distância entre as relações da primeira e da oitava velocidades em relação às transmissões automáticas convencionais. Graças a isto, o motor TDI trabalha de forma ainda mais eficiente, sempre dentro do regime de rotações ideal, de modo mais econômico e ágil.

Nada de mudanças externas.

A oitava marcha foi configurada como “overdrive”, desmultiplicada, para operar com o motor em rotação reduzida sempre que as condições de terreno e aceleração permitirem, economizando combustível. A primeira marcha foi calculada para esforços acima do normal, como no uso off-road, para arrancar com carga em subidas íngremes ou quando o veículo é usado para reboque. Como na versão manual, a Amarok com transmissão automática de oito marchas e tração 4MOTION proporciona alto desempenho na utilização todo-terreno, mas suas características dispensam a necessidade de engrenagens de redução.

Conforto

A utilização do motor em baixa rotação contribui para reduzir o ruído e as vibrações dentro da cabine, elevando o conforto dos ocupantes, quase no mesmo nível de um automóvel de luxo. Para isolar o trem de força da melhor forma possível, a Amarok utiliza conversores de torque aperfeiçoados, com coxins especialmente calibrados.

Cara, pickup VW custa mais de R$ 135 mil.

Além do modo convencional de troca automática de marchas em “Drive” (D), a transmissão automática também pode trabalhar no modo esportivo (S), no qual as mudanças de marchas são feitas em rotações mais altas, resultando em aceleração mais rápida. A transmissão automática da Amarok também permite a troca de marchas manual, de modo sequencial, proporcionando maior controle para aqueles que querem ter o domínio total do veículo em estradas sinuosas ou em situações “off-road”.

A transmissão automática de oito velocidades foi desenvolvida levando em consideração à eficiência, conforto e velocidade de engate. As mudanças de marchas são praticamente imperceptíveis, feitas sem interrupção da tração. Apesar de sua complexidade, a nova transmissão tem baixo peso, contribuindo para menor consumo de combustível, e mantém a confiabilidade.

Maior potência

A chegada da nova transmissão automática coincide com a estreia do novo motor 2.0 biturbo TDI, com 180 cv de potência máxima e torque máximo de 42,8 mkgfm. Com o câmbio automático e tração 4MOTION, a Amarok vai de zero a 100 km/h em 10,9 segundos. A velocidade máxima é de 179 km/h, alcançada em sétima marcha (a oitava marcha é desmultiplicada).

Interior é luxuoso e confortável.

O aumento de potência do motor TDI biturbo se deve à atualização do software de controle e a alterações efetuadas nos turbocompressores. Nas versões com transmissão manual equipadas com o motor TDI biturbo, a potência também foi elevada de 163 cv para 180 cv. O torque permanece em 42,8 mkgf. Daí a Volkswagen chamar este motor de “novo” é um exagero.

Com o “novo” motor e o câmbio automático, a capacidade de reboque da Amarok –que é o que interessa numa pickup- aumentou para 2.860 kg (em subidas até 12%), bom valor em sua categoria. A motorização de 163 cv deixa de ser oferecida.

Novas versões

A nova transmissão automática é exclusividade da versão Highline, top de linha da Amarok, que passou a ter nove versões; a de entrada, equipada com motor diesel de uma turbina e 122 cv, passa a ser chamada de Amarok S, sendo oferecida com cabine simples ou dupla, com  tração 4×2 e 4×4 selecionável com reduzida.

Maior novidade é o câmbio de oito marchas.

A versão SE, anteriormente com venda restrita a frotistas, agora é disponibilizada também para compradores  particulares. A Amarok SE tem tração 4×4 com reduzida, também recebeu o motor de 180 cv e agora conta com parachoques dianteiro na cor da carroceria como item  de série, mas módulo elétrico e alarme keyless são opcionais.

Todas as versões da Amarok trazem  de série airbags frontais e freios ABS. A Amarok dispõe também, como  equipamento standard, da função off-road para o sistema ABS, que otimiza sua eficiência em estradas não pavimentadas, reduzindo as distâncias de frenagem.  As versões Highline e Trendline podem contar opcionalmente, com o sistema ESP (Programa  Eletrônico de Estabilidade), Controle Automático de Descida (HDC) e Assistente  para Partida em Subida (HSA). O ELD (bloqueio eletrônico do diferencial), que  contribui para a estabilidade do veículo, é de série em toda a linha.

Funcionalidade

Em todas as configurações, a Amarok  busca funcionalidade. Em seu projeto, os desenhistas da Volkswagen se  preocuparam em criar condições ideais para a utilização da pickup. Na traseira, o pára-choque tem ao centro um degrau rebaixado que facilita o acesso à caçamba, cuja tampa se abre a 90º, formando uma superfície plana contínua com o  assoalho da área de carga para facilitar as operações de carga e descarga.

Bonita e atual, Amarok vende pouco.

O interior da Amarok se alinha ao  carros da Volkswagen, com materiais agradáveis ao toque, conforto, ergonomia e  baixo nível de ruídos. Com um dos maiores habitáculos da sua classe, a Amarok  cabine dupla oferece tanto ao usuário profissional como a quem a utiliza como veículo de transporte e lazer um ambiente extremamente agradável.

Nas cabine dupla, as quatro portas  têm abertura ampla e os usuários contam com alças nas colunas A e B. Apesar do  porte do veículo, a altura dos bancos dianteiros é de 84 cm em relação ao solo. O interior também tem bom espaço para a cabeça e as pernas, auxiliado pela  distância entre-eixos, de 3.095 mm.

Conclusão

A VW Amarok não foi o sucesso que a  marca esperava. Pode ser pela falta de tradição nesse segmento, pode ser pela  sofisticação exagerada, pode ser pelo preço. A verdade é que em janeiro só foram emplacadas 786 unidades, e em fevereiro, 1442. Com isso ela fica na quinta posição no mercado brasileiro de pickups médias, perdendo para Chevrolet  S10, Toyota Hilux, Mitsubishi L200 e Ford Ranger.

A atualização mecânica e  as ofertas não vão colocar a Amarok em destaque, mas pelo menos farão o mercado lembrar que ela existe.  O nome é bom, o produto excelente, a tecnologia de ponta, mas ainda não emplacou. O preço é de R$ 135.900.

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