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Ex-chefão da Audi admite participação da marca no “Dieselgate”

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Vergonha tem nome, sobrenome e marca. O ex-CEO da Audi, Rupert Stadler, finalmente reconheceu que permitiu que veículos modificados ilegalmente (em outras palavas, adulterados) permanecessem à venda no mercado, mesmo depois de saber da aplicação de dispositivos fraudadores, na trapaça que ficou mundialmente conhecida como “Dieselgate”.

por Ricardo Caruso

Há quatro anos, o ex-chefão da Audi -outrora respeitável marca dos quatro anéis- Rupert Stadler, anda pela vida com uma grande nuvem negra pairando sobre ele. Não a nuvem de fumaça ilegal de diesel gerada pelos carros da Audi, mas aquele tipo de nuvem que domina seus pesadelos e pensamentos quando você sabe que pode ser enviado para a prisão por até 10 aniversários.

Mas essa nuvem está começando a se dissipar. Esta semana, Stadler finalmente afirmou a um tribunal alemão que admite seu papel no escândalo de emissões do “Dieselgate”, tendo sido acusado de fraude em julho de 2019. Stadler já havia feito um acordo com a justiça alemã no início deste ano, que significava que ele escaparia dos 10 anos de xilindró com uma pena de “prisão suspensa” de 1,5 a 2 anos, em vez de tempo de prisão merecido e adequado, se confirmasse -por meio de confissão- uma acusação de fraude por negligência.

E a admissão oficial feita agora significa que Stadler está perto de conseguir deixar o pavor da cadeia para trás e seguir em frente. O ex-chefão da Audi sempre negou todas as irregularidades, mas agora reconhece que permitiu que veículos que haviam sido adulterados com o uso ade dispositivos de fraude de emissões permanecessem à venda, mesmo tendo conhecimento do que estava acontecendo.

 Shucks, You Got Me: Ex-chefe da Audi Rupert Stadler finalmente admite papel no escândalo de emissões do Dieselgate

Os promotores alemães afirmam que Stadler sabia do golpe em setembro de 2015, e possivelmente muito antes, mas fechou os olhos, o que significa que os carros modificados ilegalmente ainda estavam sendo vendidos em 2018. Isso enganou a legislação de diversos países e compradores, além de causar danos irreparáveis ao meio ambiente.

O veredicto é esperado para junho próximo e deve resultar em Stadler ser capaz de sair livre do tribunal livre de incomodas algemas, embora ele não escape de todas as formas de punição. Além de receber uma “pena suspensa”, o que obviamente significa que ele terá um histórico criminal que pode afetar sua capacidade de trabalhar em outras empresas, Stadler já passou quatro meses em prisão preventiva e provavelmente será atingido com uma multa de US$ 1,2 milhões.

O colega de Stadler, o ex-chefão da Volkswagen Martin Winterkorn, também deveria ser julgado por seu papel no escândalo do “Dieselgate”, mas o caso foi pausado devido a sua saúde debilitada. O “Dieselgate” custou ao Grupo VW mais de US$ 30 bilhões em multas e acordos. Fora a vergonha…


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