Bye bye, Putin: Renault vende Lada e sai da Rússia

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Segue o estrago provocado por Vladimir Putin. O Grupo Renault vendeu a Renault Rússia e a sua participação na AvtoVAZ (dona da Lada), mas ficou com a opção de recomprar as ações no prazo de seis anos.

por Marcos Cesar Silva

Lada linha de produção

Dois meses depois de ter suspendido as suas atividades na Rússia, por conta da invasão da Ucrânia, o Grupo Renault oficializou a sua saída daquele país com a venda da Renault Rússia e da prcentagem que detinha da AvtoVAZ.

A Renault Rússia foi vendida ao governo de Moscou. Já os 67,69% que o Grupo Renault detinha da AvtoVAZ foram vendidos à NAMI (Instituto Central de Investigação e Desenvolvimento Automotivo e de Motores), uma organização estatal russa.

Quanto à AvtoVAZ —marca que detém a Lada e na qual a Renault tinha participação majoritária— o fabricante francês reservou uma opção de recompra para os próximos seis anos.

A decisão de sair da Rússia foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração do Grupo Renault.

Fica no ar se essa situação é um adeus ou um até logo. Sobre a saída da empresa da Rússia, Luca de Meo, o diretor executivo do Grupo Renault, afirmou que “hoje, tomamos uma decisão difícil, mas necessária; e estamos fazendo uma escolha responsável em relação aos nossos 45.000 funcionários na Rússia, preservando o desempenho do Grupo e a nossa capacidade de regressar ao país no futuro, num contexto diferente”.

Apesar da saída daquele país, de Meo revelou estar confiante “na capacidade do Grupo Renault para acelerar ainda mais a sua transformação e exceder os seus objetivos a médio prazo”. No plano “Renaulution” divulgado no ano passado, o Grupo Renault tinha grandes ambições para a Lada, agrupando-a com a Dacia numa nova unidade de negócio e que incluía uma nova geração do jipinho Niva para 2024 e a expansão da marca para o mercado europeu.

Agora, com a separação entre o Grupo Renault e a AvtoVAZ, o Lada Niva deverá manter-se em produção tal e qual o conhecemos desde o seu lançamento em 1977, e que chegou ao Brasil no início dos anos 1990.


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