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Mustang 60 anos: confira os mais raros

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O Ford Mustang não é apenas um carro.O Mustang é um ícone cultural, reconhecido em todo o mundo e um dos maiores símbolos da indústria automobilística dos Estados Unidos. É também um símbolo de resiliência e um dos únicos carros compactos que ainda existe naquele mercado. Os milhões de fãs do Mustang em todo o mundo podem ficar tranquilos, pois o futuro do seu carro favorito está garantido; os executivos da Ford disseram que sempre haverá um Mustang. Seria bom se GM tivesse pensado assim sobre o Camaro…

por Ricardo Caruso

No entanto, embora a história dos seus modelos e versões mais populares seja bem conhecida, o que podemos dizer dos Mustang esquecidos? Existem muitos desses carros, obscuros, alguns feitos pela própria Ford e outros pela Shelby, dos quais poucos se lembram. Então, venha relembrar com AUTO&TÉCNICA alguns Mustang raros e pouco celebrados, que são menos conhecidos mas parte integrante da lenda.

O conceito Mustang I foi um grande sucesso quando foi apresentado em 1962 como um veículo conceitual totalmente funcional. Esta foi a primeira vez que o nome Mustang foi usado oficialmente na Ford. Desde o início ficou claro que o público adorou o nome. A conexão com a mitologia do Velho Oeste e seus cavalos selvagens foi uma grande jogada de marketing. O nome poderia remeter ainda aos famosos aviões North American P51 Mustang, da II Guerra, mas não foi, pois nesse caso o símbolo do carro seria um avião, e não o cavalinho. Bom lembrar que o nome Mustang não foi criação da Ford, pois um carro chamado Mustang foi apresentado bem antes, pela Mustang Engineering Corporation, de Renton, Washington, em 1948, e de alguma forma a Ford se apossou dele.

Carro-conceito Ford Mustang Roadster

O Mustang I era um roadster com motor V4 montado na traseira e carroceria em forma de cunha feita de alumínio. A ideia original por trás do conceito era desenvolver um pequeno carro esportivo que pudesse competir com as importações europeias, como o Triumph TR3. Ainda assim, apesar da reação favorável do público, a Ford decidiu seguir outro caminho.

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O Mustang mal havia começado a chegar aos clientes em 1964, quando a Ford decidiu promover o primeiro de muitos modelos e versões exclusivas. Ele foi escolhido para ser o pace car da lendária “500 Milhas de Indianapolis” em 1964. A Ford sentiu que esta era a oportunidade perfeita para promover ainda mais o carro, que estava fazendo estrondoso sucesso..

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Então eles lançaram uma edição especial “Pace Car” para venda em concessionárias selecionadas. Um total de 190 cupês e 35 conversíveis receberam o tratamento “Pace Car”, que incluía motor 260V8 e adesivos “Official Pace Car” nas portas. Infelizmente, poucos desses “Pace Car” originais sobreviveram até os dias de hoje, já que muitos foram tratados como Mustang comuns.

Shelby GT350r

Produzido apenas em 1965 e vendido a concessionários e equipes de corrida em toda a América e no mundo, o Shelby GT 350R era um carro de corrida puro. Eles não eram legais para uso nas ruas e eram utilizados ​​apenas para competições, o que faziam excepcionalmente bem.

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A versão R era movida pelo mesmo motor 289V8 do Shelby GT350 normal, mas tinha quase 400 cv e inúmeras modificações para corrida. O carro provou ser extremamente rápido, vencendo corridas na América do Norte, Europa e América do Sul. Apenas 34 foram feitos, então quem quiser um desses exemplares precisará de uma fortuna para hoje colocar um na garagem.

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Muitos dirão que o primeiro ano dos conversíveis Shelby Mustang foi 1968, mas isso é apenas parcialmente verdade. Em 1968, Shelby ofereceu versões conversíveis para venda ao público em geral como opção de produção regular. Mas os primeiros conversíveis construídos pelo próprio Shelby foram produzidos em 1966 como um projeto secreto.

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No final de 1966, Shelby produziu uma tiragem limitada de seis conversíveis GT350 e os deu a familiares e amigos. Esta foi uma edição comemorativa para celebrar o sucesso do GT350 e o protótipo para potencial produção de conversíveis.

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O primeiro Mustang “muscle” real foi fabricado de 1965 a 1967 e foi chamado de “289 HiPo” ou “K-Code Mustang”. O 289 HiPo era o 289V8 de 271 cv com melhorias em relação ao motor padrão. Estava disponível em todos os três estilos de carroceria como uma opção rara.

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Em 1967, seu último ano, a Ford produziu apenas 50 conversíveis com motores 289V8 HiPo. A maioria estava equipada com transmissão manual, mas 16 deles tinham transmissão automática.

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Este Shelby GT500 exclusivo foi produzido como uma espécie de laboratório móvel para mostrar as possibilidades da plataforma Mustang. Ele tinha o mesmo motor de corrida do GT 40 que foi vencedor de Le Mans e foi produzido em um único exemplar.

Carro de continuação Ford Shelby Gt500 Super Snake 1967 100652430

Havia planos para uma produção limitada deste carro, mas o preço proposto era superior a US$ 8.000, uma quantia enorme no final dos anos 1960. É uma pena, já que ele era capaz de atingir 273 km/h, algo inédito no final daquela década.

Ela Country Mustang

O Ski Country Special de 1967 apresentou alguns detalhes que seduziram os clientes. Esta versão específica foi projetada para revendedores do Colorado e regiões de vendas perto de Denver, e seu tema principal eram esportes de inverno. O carro era disponível em vermelho Aspen, azul Vail, turquesa Winterpark, verde Loveland e amarelo Breckenridge. Claro, havia um conjunto de adesivos e letreiros para identificar esses carros como Ski Country Special.

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Mas o interessante é que esses carros chegaram às lojas preparados para o inverno. Cada Ski Country Special era equipado com diferencial de deslizamento limitado, essencial para dirigir em condições difíceis; pneus traseiros de inverno e porta-esquis na tampa do porta-malas conjugado com bagageiro. Era tudo o que você precisava para um fim de semana de esqui no Colorado.

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Após quase 50 anos de buscas, no início de 2018 o famoso Shelby Lil Red foi encontrado aos pedaços no Texas. Conhecido apenas por alguns entusiastas, o Lil Red era um protótipo Shelby há muito tempo perdido e uma peça que faltava no quebra-cabeça da história do carro.

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Este era um modelo notchback exclusivo de 1967, equipado com peças experimentais e motor 428V8 superalimentado. O carro foi utilizado para o desenvolvimento do famoso “pacote” California Special. No entanto, no final dos anos 1960, simplesmente desapareceu. Todos pensaram que estava destruído, mas sobreviveu e acabou sendo restaurado, voltando aos seus tempos de glória.

Especial Mustang Indy Pacesetter 1967

Em 1967, a Ford esperava que o Mustang fosse escolhido novamente para ser o carro oficial da Indy 500, como aconteceu por três anos. Mas no entanto as negociações falharam e isso não aconteceu. A Ford ofereceu então no mercado um modelo especial batizado de Indy Pacesetter.

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Ele se apresentava na cor branca e com faixas decorativas azuis, mas o resto do equipamento era igual aos Mustang normais. Os especialistas do Mustang afirmam que este modelo foi limitado às vendas na cidade de Indianapolis. Hoje, existem apenas alguns poucos exemplares conhecidos.

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O lendário motor 428 Cobra Jet (CJ) foi lançado em 1968 e a Ford imediatamente o colocou no Mustang. O Mustang 428 CJ foi lançado no meio do ano destinado a corridas de arrancada, por isso foi vendido em números modestos.

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Além de 50 fastbacks com motores CJ e outras versões, a Ford ofereceu o Cobra Jet no modelo conversível. Apenas 34 carros foram fabricados, o que os torna um dos modelos Cobra Jet mais raros já produzidos.

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O Mustang teve sua terceira remodelação em 1969 e cresceu em tamanho. A nova carroceria era mais volumosa, mas a distância entre-eixos permaneceu inalterada. Todos os três estilos de carroceria estavam presentes no “pacote” GT.

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Como esperado, a maioria dos motores CJfoi instalada em cupês de teto rígido, mas 122 pessoas encomendaram os poderosos Cobra Jet e Super Cobra Jet em conversíveis. O mais raro é o Super Cobra Jet com código Q e sem o “pacote” GT, com transmissão manual. Apenas cinco dessas preciosidades foram construídas.

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Esta versão especial está entre as mais famosas e procuradas pelos colecionadores de Mustang. O California Special foi lançado em 1968 como um modelo exclusivo para os revendedores da California, para ajudar a aumentar as vendas do Mustang carro. A Ford fez do California Special um modelo mais sofisticado. O CS só podia ser adquirido com motores V8 e o nível de equipamentos era alto. Ele também apresentava uma traseira diferente. O CS tinha teto de vinil, adesivos nas laterais e tomadas de ar laterais falsas.

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Embora o California Special tenha vendido 4.325 exemplares, ele não atingiu sua meta de vendas. No final de 1968, os modelos CS ainda estavam encalhados nas concessionária. Os lojistas da Califórnia contataram os revendedores Ford do Colorado com o pedido de assumir os carros não vendidos. Foi assim que nasceu o modelo High Country Special Mustang 1968, e então 251 modelos ex-California Specials tornaram-se carros do Colorado.

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Durante o apogeu do Mustang, Ford e Shelby trabalharam arduamente para explorar as possibilidades da plataforma e da engenharia do Mustang, produzindo vários protótipos interessantes. Um dos mais populares foi o “Green Hornet” (ou “Vespa Verde”) de 1968. Apresentava características inovadoras como um 390V8 equipado com injeção mecânica de combustível, freios a disco exclusivos e suspensão traseira independente.

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Com esse conjunto, o Green Hornet era um carro eficiente e com comportamento melhor do que qualquer outro esportivo concorrente. Infelizmente, o custo de produção e aplicação desses recursos era muito alto, então Ford e Shelby decidiram optar por uma tecnologia mais convencional. Além disso, o “Green Hornet” é hoje um dos Mustang antigos mais caros do mercado, pois uma oferta de US$ 1,8 milhões não foi suficiente para faze-lo mudar de mãos.

Em 1969, havia uma versão em particular interessante e rara chamada “E”. Era a abreviação de “Economy”; dá para imaginar um Mustang preocupado com consumo de gasolina? Esta versão especial apresentava o motor básico 250 de seis cilindros em linha, transmissão automática com um conversor de torque exclusivo e relação do eixo traseiro estranhamente longa.

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O Mustang E, assim preparado, era uma opção econômica e com excelente nível de consumo de combustível. Mas como surgiu no meio da moda dos muscle cars, ninguém prestou atenção nessa versão econômica. Todos estavam interessados ​​em modelos de alta potência e que consumiam gasolina aos borbotões. É por isso que se acredita que apenas 50 Mustang E foram produzidos.

MUSTANG QUARTER HORSE SHELBY

No final dos anos 1960, a Ford teve várias edições de alto desempenho bem-sucedidas do Mustang, mas mesmo assim a Shelby desenvolveu alguns de seus famosos protótipos para explorar ainda mais os limites do carro. Conhecidos como “Quarter Horse”, os protótipos de pré-produção construídos em 1969 apresentaram muitas sugestões de desenho interessantes ligadas aos Mustang Shelby e Boss.

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Esses carros tinham frente Shelby com traseira Mustang, motor Boss 429V8 e painel do Mercury Cougar. A ideia era produzir um Shelby GT 500 mais barato, mas a Ford encerrou o projeto em 1970.

O lindo Twister Special era uma versão exclusiva, projetada para a área de vendas dos concessionários de Kansas City e baseada no recém-lançado Ford Mustang Mach I. O Mach I era uma versão de melhor desempenho, que podia ser comprada com três possibilidades de motores –302, 351 e o poderoso 428 Cobra Jet, todos V8.

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Todos os carros tinham um adesivo de um tornado (típico dos usados em desenho animado) nos para-lamas traseiros. O número total de Mach I Twister Special produzidos foi de 100 carros. Alguns outros modelos da Ford, como o Torino, receberam o mesmo tratamento. Muito poucos Twister Special sobreviveram até hoje, então os colecionadores os procuram como loucos.

A Ford preparou uma versão especial chamada Sidewinder Special para fins promocionais na área de vendas de Oklahoma, baseada em um modelo 351V8 Sportsroof. Alguns especialistas afirmam que os Sidewinder foram baseados no modelo Mach I, mas isso nunca foi confirmado.

Especial Ford Mustang Sidewinder

A Ford construiu 40 carros em várias cores e todos vieram com um conjunto exclusivo de adesivos. Os revendedores aplicavam os adesivos antes da venda. O mais comum era o desenho da cobra colocado nos para-lamas traseiros. Hoje, os Sidewinder Special são muito raros.

Quando a Shelby introduziu a sua linha de Mustang muito potentes, os entusiastas europeus do modelo perceberam isso e rapidamente os carros se tornaram populares tanto no Velho Continente como nos Estados Unidos. Um dos primeiros concessionários Shelby por lá foi o piloto belga Claude Dubois.

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Depois que a produção desse Shelby foi interrompida em 1970, Dubois pediu à Shelby os direitos para produzir uma linha especial de Mustang europeus entre 1971/72, sob o nome Shelby. Apenas nove carros foram fabricados em dois anos, tornando o Shelby Europa um muscle car incrivelmente raro. A maioria recebeu motores 351V8, enquanto outros receberam o 429 Cobra Jet.

O terceiro e último redesenho do Mustang de primeira geração apareceu em 1971. A maioria das versões de desempenho continuou no ano de 1971. No entanto, as pessoas gravitaram em torno do modelo Sportsroof, e não do cupê formal ou do Grandé.

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É por isso que a Ford produziu apenas 11 cupês com um novo motor 429 Cobra Jet e transmissão de quatro velocidades. É precisamente isso que torna o carro tão valioso hoje.

Em 1971, o Mustang recebeu outra remodelação completa, que seria a última da primeira geração. O carro cresceu em tamanho e apresentava um visual novo e mais impressionante, com as bitolas muito mais largas. As versões Boss 302 e Boss 429 desapareceram, mas o Grandé e o Mach I permaneceram, embora com classificações de potência mais baixas. No entanto, houve um modelo interessante lançado em 1971, o Boss 351.

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Feito por apenas um ano, o Mustang Boss 351 de 1971 foi um dos Mustang de linha mais raros já produzidos, com apenas 1.800 exemplares fabricados. Tinha uma versão altamente preparada do motor 351V8 com cerca de 330 cv. Era mais rápido e mais caro que a versão Mach 1 do mesmo ano. Por isso hoje é um verdadeiro item de colecionador.

Em 1972, a Ford descontinuou os Mustang Boss 351 e o Cobra Jet, enquanto os modelos Shelby já haviam sido eliminados dois anos antes. No entanto, os compradores do Mustang de alto desempenho não tiveram escolha e a Ford ofereceu a versão HO, onde HO significava “High Output”.

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Ele apresentava desempenho avaliado em 275 cv de potência máxima, o que era alto para os padrões do início dos anos 1970. No final, a Ford fabricou apenas cerca de 60 destes, nos três estilos de carroceria.

Em 1972, a Ford estreou a versão especial Sprint para os Mustang, Maverick e Pinto. Os carros apresentavam pintura branca com decoração “patriótica” em azul, branco e vermelho. A mesma combinação de cores continuou no interior.

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O Sprint estava disponível com todos os motores e todas as versões do Mustang, sendo o conversível o mais raro, com apenas 50 unidades fabricadas. Outro detalhe interessante foi o logotipo da equipe olímpica dos Estados Unidos aplicado nos para-lamas traseiros, enquanto o painel traseiro era pintado de azul entre as lanternas.

Poucas pessoas sabem o que é o Mustang Monroe Handler. Explicamos: no final dos anos 1970, o Mustang (o “Mustanguinho”) era uma vergonha em termos de desempenho e potência. Era lento, feio e pouco potente. No entanto, a revista “Hot Rod Magazine” achou que por trás de toda essa penitência havia um carro de ótimo desempenho. Então, com a ajuda de Monroe, eles construíram o Handler, o único Mustang II com desempenho realmente entusiasmante.

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Graças a uma longa lista de modificações, o Handler tinha motor de 400 cv, suspensão de corrida e extensas modificações na carroceria. Embora concebido como um show car, o Handler provou que o Mustang II tinha algum potencial. Logo depois, produziram kits para venda ao público em geral.

Este carro impressionante foi construído com a ajuda da equipe McLaren. A ideia por trás do projeto era pegar o motor turbo de 2,3 litros do Mustang normal (o mesmo motor usado aqui no Maverick) e transformá-lo em um monstro das corridas de rua. A McLaren e a Ford fizeram isso instalando no carro motor turbo bem ajustado com 190 cv de potência, um número significativo para a época.

O resultado é bom desempenho, dinâmica de direção excelente e preço alto. Ele foi colocado à venda por US$ 25.000, o que era aproximadamente três vezes o preço de um exemplar normal na época. Desnecessário dizer que, apesar de todos os novos recursos instalados no M81, foi um carro difícil de vender, quase impossível, e apenas 10 unidades foram comercializadas antes do projeto ser cancelado.

Em 1984, o Mustang comemorou seu 20º aniversário e a Ford lançou uma edição especial chamada GT350. O carro estava disponível como cupê ou conversível, podendo ser equipado com qualquer dos motores do mercado, mas com vários recursos exclusivos, na cor branca e com faixas idênticas às do Shelby GT350 1965/1966. A produção foi limitada a apenas 5.260 peças, que venderam rapidamente.

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No entanto, este carro revelou-se problemático para a Ford, pois imediatamente após o seu lançamento, Carroll Shelby, o homem por trás dos lendários Shelby Mustang, processou a Ford por uso não autorizado do nome “GT350”. Isso mostra a moral do ex-piloto e preparador de carros, que não se inibiu em levar seu maior cliente aos tribunais. A questão foi resolvida por fora e a Ford usou o nome GT350 bem depois, no ano de 2015.

Ninguém sabe realmente quantos Mustang com carroceria “Fox” (aqueles que parecem um Del Rey enfurecido) com código de acabamento 41X foram fabricados, o que é uma grande parte de seu apelo. Este 41X é possivelmente a versão mais rara da história do Mustang “Fox”.

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O 41X é o código de acabamento para modelos LX básicos, despojados, com motor 5.0V8 HO e caixa de câmbio manual. Quando o 5.0 HO se tornou disponível, os pilotos de arrancada sérios que queriam carros mais leves para usar nessas provas entraram em polvorosa. Então eles encomendaram seus modelos básicos com motores de última geração e sem equipamentos desnecessários. Os carros entregues desta forma receberam o código de acabamento 41X. Eles eram extremamente leves e usados ​​principalmente para corridas.

Embora todos notaram um aumento recente de preços no mercado americano, o Mustang Cobra com carroceria Fox passou despercebido ao radar dos colecionadores por um longo tempo. A maioria das pessoas o considerava apenas mais um dos Mustang Fox Body, mas o Cobra é mais do que isso. É um carro de desempenho adequado, que fica no limite entre um muscle car clássico e um cupê esportivo.

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Foi produzido por um ano apenas em 1993 e marcou o fim da geração Fox do Mustang. Sob o capô havia um motor HO de cinco litros. O tempo de zero a 100 km/h era pouca coisa acima dos cinco segundos, e o Cobra 1993 funcionava perfeitamente bem graças à suspensão recalibrada. A Ford produziu apenas 4.993 exemplares em 1993 e acelerou para que se tornassem uma espécie de Shelby GT350 do século XXI. Eles fabricaram apenas 107 modelos Cobra R, que era ilegal para uso em ruas e estradas, e você só poderia conseguir um se tivesse licença de piloto.

A história dos Mustang 7 Up é uma das passagens mais bizarras da longa história do pony car favorito da América. Em 1990, o fabricante de refrigerantes 7 Up fez um acordo com a Ford para comprar 30 conversíveis produzidos em edição especial, para usar como brinde em alguma ação publicitária.

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O negócio fracassou por razões desconhecidas, e a Ford ficou com os 30 carros encalhados e decidiu vendê-los como uma versão especial. A resposta foi boa e a fábrica decidiu produzir em torno de mais 4.000. Todos eram conversíveis LX verde-escuros com interiores brancos e motor 5.0V8.

As versões exclusivas dos Mustang modernos estão todas contabilizadas e não há muito a dizer sobre elas. No entanto, a maioria dos clientes precisa saber que a Ford ofereceu uma opção atraente de teto de vidro nos anos de 2009 e 2010. A opção, que acrescentava US$ 2.000 no preço final, estava disponível nos modelos V6 e V8.

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Mesmo que a opção dos Mustang com teto de vidro parecesse visualmente agradável e proporcionasse uma sensação arejada na cabine apertada, por algum motivo essa opção não era a preferida dos clientes. Apenas cerca de 4.000 carros receberam esse tratamento. Hoje é muito raro ver um.

O Mustang sempre foi um carro que recebeu muitas modificações e serviu de base para impulsionar a indústria de reposição e acessórios de alto desempenho, muito rica nos Estados Unidos. A Ford não ofereceu o Shelby GT350 fora daquele país, mas ainda assim, depois de alguns anos, os fãs australianos puderam adquiriram sua versão de alto desempenho do Mustang. O Mustang R-Spec foi uma joint venture entre a Ford Austrália e uma empresa chamada Herrod Performance. A ideia por trás deste veículo era oferecer desempenho fantástico, mas legal para uso nas ruas.

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A lista de modificações era extensa. Mas o principal estava sob o capô, onde repousava um motor Coyote 5.0V8 com supercharger. O resultado era 700 cv de potência, número surpreendente para um veículo homologado para uso nas ruas e com garantia de fábrica. No entanto, modificar o motor não foi a única coisa que a Herrod Performance fez. O Mustang R-Spec recebeu novo para-choque dianteiro, vários detalhes externos, quatro cores exclusivas, extensas modificações na suspensão e freios Brembo com pinças de seis pistões. A Ford anunciou que apenas 500 seriam construídos, todos com volante à direita e apenas para o mercado australiano. Claro, tudo foi vendido em questão de semanas.


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