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Quem lembra da SsangYong? Pois ela mostrou seu novo KG Mobility Torres EVX

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Se existe uma marca que morreu e renasceu incontáveis vezes no mercado brasileiro, esta marca é a sul-coreana Ssangyong. No momento ela está fora do mercado brasileiro há algum tempo e beirou a falência. Depois de confirmar que a Ssangyong Motor Company seria rebatizada KG Group, a empresa revelou mais detalhes da até então conhecida apenas como a versão elétrica do SsangYong Torres. É o KG Mobility Torres EVX, que está prestes a chegar às lojas e é o primeiro modelo de produção a receber o novo nome da montadora.

por Ricardo Caruso

O nome é estranho e SsangYong significa algo como “Dragões Gêmeos”. A SsangYong começou originalmente como duas empresas separadas; Ha Dong-hwan Motor Workshop (fundada em 1954) e Dongbang Motor Co (fundada em 1962). Em meados de 1963, as duas empresas se fundiram na Ha Dong-hwan Motor Co. Em 1964, a Hadonghwan Motor Company começou a construir jipes para o exército americano, bem como caminhões e ônibus para oi mercado interno. A partir de 1976, Hadonghwan produziu uma variedade de veículos para fins específicos. Depois de mudar seu nome para Dong-A Motor em 1977 e assumir o controle da Keohwa em 1984, foi adquirida pelo SsangYong Business Group em 1986. Entendeu? Nem nós…

O que é compreensível na história da menos badalada das marcas sul-coreanas são as eternas crises financeiras. Parece que sempre faltou dinheiro. Foi por isso que a Daewoo (leia-se General Motors) comprou a empresa em 1997 e a vendeu em 2000. E por isso a a acionista majoritário mudou da chinesa SAIC para a indiana Mahindra. Hoje, após enfrentar um sofrido processo de falência, a empresa foi repassada para o KG Group, empresa sul-coreana do ramo de aço e químicos, cheia de dinheiro. 

A qui no Brasil, a SsangYong colecionou três fracassadas passagens pelo mercado. De 1995 a 1998, seus carros eram importados por uma empresa com sede -acredite- em Barbados. De 2001 a 2015 a importação ficou com a Districar, que também tentou vender aqui Mahindra e Chana/Changan. E em 2017 tentou retornar ao Brasil controlada pela Venko Motors, que prometeu até mesmo assumir a manutenção dos modelos mais antigos. Mesmo com novos modelos, como Tivoli, XLV (de 7 lugares), Korando e Korando Sports, a marca de novo naufragou e desapareceu discretamente em 2019. Não que seus carros sejam ruins, são apenas mal vendidos.

Agora é hora de reencarnar mais uma vez, numa vida com menos pecados. Foi isso que mostrou no recente Salão Automóvel de Seul, junto com um grupo de modelos conceituais. A empresa sul-coreana mostrou novas imagens das mudanças estéticas introduzidas nas unidades de combustão convencionais e revelou novos detalhes do seu powertrain, superior ao aplicado no  SsangYong Korando e-Motion.

O KG Mobility EVX possui novos para-choques e rodas de liga leve projetadas especificamente para a versão eletrificada; bem como a grade fechada e faróis mais estreitos. A traseira apresenta grafismos por LEDs exclusivos para as lanternas traseiras. Ele mede 4.715 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e 1.725 mm de altura, classificando-se como um SUV médio.

Por dentro, a digitalização é a protagonista. Encontramos duas telas de 12,3 polegadas montadas em um único painel, como se fossem dois tablets lado a lado. Os bancos e painel são revestidos de material que imita couro e existem detalhes de madeira no painel e console. Esta configuração também é diferente da já conhecida no SsangYong Torres convencional. Tem mais espaço para os passageiros e até 839 litros de capacidade no porta-malas.

Sob o capô, o KG Mobility Torres EVX vem equipado com um único motor elétrico, montado na dianteira. Tem 204 cv de potência, um pouco mais potente que o Korando e-Motion. A bateria de fosfato de ferro de lítio (LFP) de 73,4 kWh vem da gigante chinesa BYD.

Oferece 500 km de autonomia, de acordo com estimativas. O configurador da marca mostra apenas duas versões de equipamentos, ambas com o mesmo sistema de propulsão e bateria. A única diferença é o volume de equipamento e o preço. Com o mercado brasileiro em crise, não existe nenhuma possibilidade nem a longo prazo da marca tentar sua quarta investida no nosso País.


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