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Stellantis venderá elétricos da chinesa Leapmotor

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A Stellantis está finalizando o processo de formação de uma parceria estratégica ampla com a Leapmotor, empresa chinesa de veículos elétricos que foi criada em 2015 e, no ano passado, vendeu aproximadamente 111.000 veículos em seu país. Em um acordo anunciado recentemente, a Stellantis investirá US$ 1,7 bilhões para comprar uma participação de 20% na Leapmotor. Esta mudança tornará a Stellantis uma das principais acionistas da Leapmotor, ao lado do Shanghai Electric Group e da Sequoia Capital.

por Marcos Cesar Silva

A Stellantis e a Leapmotor também formarão a joint venture Leapmotor International, da qual a Stellantis terá 51% de participação. A joint venture será responsável pela exportação e venda, bem como produção de veículos Leapmotor fora da China. As primeiras exportações estão previstas para o segundo semestre de 2024, com a Europa apontada como primeiro destino; o Brasil poderá ser contemplado.

Entre os primeiros modelos a serem exportados estará o Leapmotor C10, SUV elétrico que estreou em setembro no Salão de Munique. A Stellantis e a Leapmotor disseram que continuam abertas a explorar mais sinergias, o que pode levar ao compartilhamento de plataformas e ao desenvolvimento conjunto de modelos, semelhante ao acordo entre o Grupo Volkswagen e a chinesa Xpeng, anunciado em julho.

Ao anunciar o acordo com a Leapmotor, o chefão da Stellantis, Carlos Tavares, disse esperar que a consolidação entre as marcas chinesas de veículos elétricos aumente nos próximos anos e que apenas um “punhado de players eficientes e ágeis” passará a dominar o mercado chinês, um dos quais é a Leapmotor. Tavares também alertou no início deste ano que as montadoras europeias, em particular, enfrentam um duro desafio das montadoras chinesas devido aos custos de produção mais baixos na China. Ao contrário dos Estados Unidos, a Europa não impõe tarifas elevadas sobre carros fabricados na China.

As montadoras estrangeiras também estão perdendo participação de mercado na China -que antes dominavam- principalmente devido à falta de ofertas de veículos elétricos. As montadoras chinesas responderam por 53% das vendas na China no primeiro semestre de 2023, de acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.


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