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11 muscle cars do tempo em que “homens eram homens e carros eram carros”

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Best Muscle Cars - Badass Facts About American Muscle Cars

Sem mimimi, estamos falando de numa época onde feio, muito feio, era fumar. Os mais fortes entenderão… As décadas de 1960 e 1970 deram origem ao cenário dos muscle cars, verdadeiro passatempo americano adorado por aqueles que gostam de aprender sobre as diferentes especificações dos carros e um hobby para colecionadores que podem pagar. Esta era de potência exagerada, motores V8 e gasolina barata criou alguns dos mais raros e icônicos muscle cars, com motores gigantes e desperdício de torque que o mundo nunca mais viu.

por Ricardo Caruso

Hoje, alguns muscle cars podem ser encontrados nos mercados americano e canadense por preços relativamente acessíveis, embora provavelmente precisem de muito carinho e de um lar aconchegante. Modelos de condição impecável são outra história; entre os muscle cars mais caros já vendidos estão um Corvette L88 1967 L88 conversível, Hemi Cuda 1971 conversível de quatro marchas, um Chevrolet Corvette Coupé L88 1967 e um Shelby Cobra CSX2000 1962, vendidos por US$ 3,2 milhões, US$ 3,5 milhões, US$ 3,85 milhões, e incríveis US$ 13,75 milhões, respectivamente.

As emissões e outras regulamentações domaram os muscle cars na década de 1980, mas essas maravilhas, mesmo envelhecidas, ainda contam algumas histórias surpreendentes, bem como números de potência e torque que deixam muitos salivando feito o Cão de Pavlov.

1. Plymouth Barracuda 1966

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O Barracuda é um carro de passeio do tipo “durão”, com capacidade de acelerar de zero a 100 km/h em menos de 10 segundos, graças ao seu motor de 235 cv. Embora existam alguns muscle cars de primeira geração que são difíceis de conseguir hoje em dia, o Barracuda de 1966 não é um deles.

A Hemmings relata que o Barracuda de primeira geração pode ser obtido “com relativa facilidade”. Os Barracuda têm uma aparência distinta, graças aos seus desenhos pesados ​​e baixos e à enorme janela traseira, que confere um aspecto futurista a este clássico.

Barracuda de primeira geração eram versões modificadas do Plymouth Valiant -às vezes eram até chamados de Valiant Barracuda- e tinham motores mais fracos (pelo menos para um muscle car) que funcionavam com menos de 150 cv.

Nota rápida: Há grande diferença entre um Barracuda e um ‘Cuda, com o último sendo mais um carro de alto desempenho. O ‘Cuda apareceu pela primeira vez em 1969 e se apresentava com um motor de 330 cv.

2. Shelby GT350 1966

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O legendário Mustang Shelby GT350 1965 era um carro de alto desempenho. Na verdade, alguns compradores naquele primeiro ano acharam que esses carros eram um pouco pesados ​​demais e, ao mesmo tempo, a Shelby estava com foco no corte de custos. Assim, em 1966, Shelby substituiu, excluiu ou tornou opcionais alguns dos recursos de alto desempenho característicos do carro, como os amortecedores Koni ajustáveis, o capô de fibra de vidro, saídas de escapamento laterais (e ruidosas) e aquele diferencial traseiro Detroit Locker com bloqueio total.

Nota rápida: Mas se você pesquisou bem, havia a opção de supercharger Paxton disponível para 1966. O foi disponibilizado para aumentar a produção de 306 cv do 289V8 em 46 %. Isso provavelmente parece pouco generoso, mas era excelente na época. Mas o supercharger custava quase um quarto do preço original do carro, e por isso apenas 12 clientes se mostraram dispostos a pagar.

3. Ford Mustang Shelby GT500 1968

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Os primeiros dois anos dos Mustang de Carroll Shelby são os mais desejáveis ​​para muitos puristas do modelo. Os GT 350 de 1965 e 1966 eram leves, de estilo simples e perfeitos para trabalhos em pista. Mas os carros posteriores -de 1967 e 1968- ofereceram mais diversão sob o capô e foram carros preferidos de quem queria vencer corridas de arrancada.

Pela primeira vez, o GT 500 Shelby de 1967 a 1968 veio com motor big block, 428V8 de 355 cv sob o capô . Os jornalistas e “testadores” se assustaram com a capacidade de aceleração. Os Shelby Mustang receberam mais entradas e saídas de ar e estilo mais chamativo. E a ainda mais rápida versão “KR” (King of the Road) estava disponível em 1968 também.

Nota rápida: Os Shelby Mustang 1967 usavam lanternas traseiras do Mercury Cougar, mas os modelos 1968 usavam as lanternas do Ford Thunderbird 1966.

4. Dodge Challenger SRT Hellcat Redeye

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Esta maravilha besta é o mais potente dos Dodge Challenger. O modelo base 2020 (na foto) custava cerca de US$ 70 mil, para começar a conversa. A Dodge lançou o Challenger originalmente em 1969, com o Hellcat sendo lançado muito mais tarde, em 2015.

O Redeye é um carro onde cabe o adjetivo “poderoso”, e pode percorrer 1/4 de milha (400 metros) em 10,8 segundos. E quando dizemos poderoso, queremos dizer poderoso mesmo; o Redeye é um carro pesado, com 2048 kg, mas ainda é capaz de colar você no banco graças ao seu motor de 797 cv. A melhor parte? Você desfila num carro com a aparência deslumbrante de um modelo clássico, com as comodidades e recursos modernos que tanto apreciamos.

Nota rápido: os Challenger continuam seduzindo os entusiastas de carros. Os modelos mais valiosos são os produzidos entre 1970 e 1974, alguns sendo vendidos com mais de seis dígitos de dólares. Nada mal para uma empresa que começou como fabricante de bicicletas.

5. Dodge Super Bee A12 1969 1/2

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O Super Bee era essencialmente uma versão de alto desempenho da Dodge. Em 1968, o Super Bee vinha de fábrica com o 383V8 ou o legendário e monstruoso 426V8 Hemi. Mas na metade do ano do modelo de 1969, a Dodge disponibilizou o “Six-Pack” para o 440 (três carburadores bijet). Conhecido internamente como código de opção “A12”, ele usava capô de fibra de vidro pintado de preto fosco com um enorme “scoop” (tomada de ar) voltada para a frente. O A12 Super Bee tinha 390 cv e torque muito alto. 

Nota rápida: Os A12 Super Bee equipado com Six-Pack passaram pela montagem final em um fornecedor externo chamado Creative Industries, em Detroit. Os primeiros 100 foram construídos como 383 Coronet na Chrysler Assembly Plant e depois enviados para a Creative, para a instalação do motor 440 Six Pack, junto com alguns dos recursos específicos do A12. E os primeiros 100 desses big block foram equipados com coletores de admissão de alumínio Edelbrock. Depois, que os motores receberam o status de “produção regular”, e foram equipados na fábrica com coletores de admissão de alumínio fundido da própria Chrysler.

6. Corvette Baldwin-Motion Phase III GT 1969-1971

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A Baldwin Motion foi uma das primeiras preparadoras de Corvette, e os carros que a empresa criou foram legendários. Baldwin Chevrolet, um revendedor em Baldwin, Nova Iorque, entregaria novos Corvette para a oficina Joel Rosen Motion Performance mais adiante para modificações. A Motion construiria esses Corvette especiais de produção em série sob encomenda. No final de 1968, o sonho de Rosen era construir um novo, rápido e funcional GT esportivo americano.

O Phase III GT tinha desenho impressionante. Ele usava uma traseira fastback exclusiva, suspensão para alto desempenho e até 600 cv de potência máxima, vinda dos big blocks 427V8 big ou 454V8. 

Nota rápida: Quando o “pai” do Corvette, o engenheiro-chefe Zora Arkus-Duntov soube dessa operação, isso poderia ter sido uma má notícia para a Motion. Em vez disso, quando Duntov viu o GT pela primeira vez em seu lançamento no Salão de Nova Iorque de 1969, ele deu sua bênção à máquina. De acordo com Marty Schorr, que trabalhou de perto com Rosen nos carros, Duntov disse: “Gosto muito do seu Corvette, Joel. Infelizmente, não podemos fazer o que você faz”. Apenas 12 exemplares foram construídos entre 1969 e 1971.

7. AMX/3 1969

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O AMX/3 era um exótico modelo com motor central incrivelmente interessante. Seu desenvolvimento foi um esforço colaborativo internacional entre uma equipe da AMC, liderada por Dick Teague (chefe de desenho), a ItalDesign, o engenheiro italiano Giotto Bizzarrini e até mesmo alguns trabalhos foram feitos pela BMW. O carro esportivo era movido por um motor AMC 390V8 de 340 cv, com câmbio manual de quatro velocidades. Ele podia acelerar de zero a 100 km/h em pouco mais de 5 segundos e chegar a 274 km/h, números saudáveis ainda hoje.

Mas o esportivo nunca chegou oficialmente aos concessionários da AMC, em parte por causa do alto custo. Teria exigido preço sugerido de US$ 15.000, apenas alguns milhares de dólares a menos do Lamborghini Miura.

Nota rápida: Seis protótipos deste carro foram construídos (além de um sétimo montado parcialmente) e alguns deles acabaram em garagens privadas. Esses AMX/3 sobreviventes parecem mais carros de produção do que protótipos. E um deles foi vendido em um leilão em 2017 por quase US$ 900.000.

8. Chevrolet Corvette 1984

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A terceira geração do Corvette, teve vida incrivelmente longa: 1968 a 1982. Então, quando chegou a hora da GM lançar a próxima geração do Corvette, a C4, houve uma especulação violenta sobre o carro. Alguns previram que ele usaria motor central, como um exótico carro italiano. E outros pensaram que poderia usar motor rotativo, como o da Mazda.

No final das contas, o próximo Corvette não foi radical. Ele ainda tinha um motor Chevrolet V8 small block na frente, tracionando as rodas traseiras. Naquele primeiro ano, produzia magros 205 cv. Mas depois de uma mudança para o novo sistema de injeção de combustível, a potência aumentou e, com ela, o desempenho. Cinco anos depois, a Chevrolet estreou o primeiro Corvette de alto desempenho desde 1960: o ZR-1 de 375 cv.

Nota rápida: Não há produção do Corvette em 1983. Embora 1982 tenha sido o último ano para o Corvette de terceira geração, a Chevrolet decidiu esperar até o ano-modelo de 1984 para lançar o carro totalmente novo. Porque? Algumas fontes afirmam que regulamentações de emissões mais rígidas exigiram mais tempo para o desenvolvimento. Outros dizem que as falhas de qualidade na fábrica foram o verdadeiro motivo. Tudo o que sabemos é que todos os protótipos do Corvette de 1983 foram destruídos, exceto um: um carro branco que hoje mora no Museu Nacional do Corvette em Bowling Green, Kentucky.

9. Dodge Charger Daytona 1969

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Aqui a conversa fica séria. O Dodge Daytona 1969 e seu “irmão” Plymouth Superbird 1970 são, indiscutivelmente, os veículos mais radicais a emergir da história dos muscle cars. Mas o Daytona, como o nome pode sugerir, não foi projetado para rachas de rua. Ele foi construído para vencer corridas da Nascar nas “speedways”.

Para aumentar a velocidade máxima, os engenheiros da Chrysler levaram o Charger ao túnel de vento. As modificações aerodinâmicas do Dodge incluíram uma asa traseira de quase 60 cm de altura, uma janela traseira niveladacom a carroceria e um “nariz” bem longo e inclinado. Os resultados foram impressionantes. A versão de corrida do Daytona se tornou o primeiro carro da história da Nascar a bater os 320 km/h. Imagine, um “Dojão” não tão diferente tecnicamente dos fabricados aqui, a 320 km/h!!! Depois de várias vitórias dos Dodge em 1969 e algumas dos Plymouth em 1970, a politicagem entrou em ação e o novo livrinho de regras da Nascar simplesmente baniu esses carros. Os carros de produção, que para homologação vinham embalando um bog block 440 ou o legendário 426 Hemi, são carros de colecionadores muito procurados hoje e rendem mais de U$ 300.000 em leilões.

Nota rápida: As modificações aerodinâmicas do Daytona feitas nos Charger padrão ajudaram a reduzir o coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx) para 0,28, número excelente mesmo para os padrões atuais. Mas aquela enorme asa traseira realmente precisava ser tão alta para maximizar a força descendente da traseira? Segundo a lenda, não. O motivo da altura exagerada da asa era para que a tampa do porta-malas dos carros de produção pudesse passar por baixo dela e abrir totalmente. Será mesmo?

10. Pontiac Firebird Trans Am 1978

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No final dos anos 1970, o desempenho dos muscle cars era apenas uma mera lembrança do que tinha sido anos antes. Os mais recentes controles de emissões, combinados com os altos preços da gasolina e custos estratosféricos de seguro, fizeram com que a maioria das montadoras reduzisse severamente os “cavalos” de potência dos motores.

Mas não nos Pontiac. O Trans-Am tinha conquistando uma nova onda de popularidade desde seu papel no filme “Smokey and the Bandit” (no Brasil, “Agarra-me se puderes”). Para o ano-modelo 1978, a Pontiac aumentou a empolgação ao aumentar a potência de seu Trans Am de 200 para 220 cv. A marca também desenvolveu um “pacote” chamado WS6, que adicionou uma suspensão com ajuste esportivo, rodas mais largas (de 8 polegadas”, pneus especiais e direção mais rápida. O resultado foi um Pontiac Trans-Am realmente mais rápido e melhor de dirigir do que o Chevrolet Corvette.

Nota rápida: o teto targa em “T” (o T-Top) do Pontiac, que se tornou opcional em 1976, era o mais próximo que um comprador poderia chegar de um Trans Am conversível. Esses painéis removíveis do teto foram inicialmente feitas pela Hurst, e eram conhecidas como Hurst Hatch. O problema é que eles deixavam entrar água (sério???). Isso levou a Pontiac a desenvolver seus próprios T-tops dentro da divisão de carrocerias Fisher da GM, e lançar a opção no meio do ano-modelo de 1978. Portanto, alguns Firebirds 1978 têm Hurst T-tops e outros têm unidades Fisher. Você pode notar a diferença porque os painéis de vidro da Fisher são maiores do que os da Hurst Hatch.

11. Pontiac GTO “The Judge” 1969

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A Pontiac era dona da cenário dos carros musculosos no início dos anos 1960. Na verdade, o Pontiac GTO 1964 é amplamente considerado o primeiro da série. Mas, em 1968, aquele carro tinha muitos concorrentes. O pensamento dentro da Pontiac era fazer uma versão mais barata do GTO, com motor menor de 350 polegadas cúbicas, chamado ET (de “Extended Time”, “tempo decorrido”) um termo usado em corridas de arrancada.

O chefão da Pontiac, John DeLorean, não gostou da ideia. Para ele, nenhum GTO poderia ter um motor tão pequeno. Em vez disso, a equipe construiu um carro um degrau acima do GTO regular. O próprio DeLorean deu ao carro o nome de uma esquete popular do programa de TV “Rowan and Martin’s Laugh-In”, “The Judge”, ou “O Juíz”. O Judge apresentava o motor Ram Air III de 360 ​​cv padrão, mas os compradores também podiam optar pelo Ram Air IV de 370 cv. Os mais raros de todos foram os conversíveis GTO Judge Ram Air IV, pois apenas cinco foram construídos em 1969.

Nota rápida:O comercial de TV original para o Judge apresentava a banda de rock “Paul Revere and The Raiders”, cantando sobre o GTO em um lago seco. De acordo com o livro “Pontiac Pizazz”, de Jim Wangers e Art Fitzpatrick, o vocalista, Mark Lindsay, era um apaixonado pelo Judge, e então escreveu uma música sobre isso. Wangers afirma que este comercial é considerado um dos primeiros vídeos-clips do rock.


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