Sim, existiu um Porsche Abarth. E quase deu certo…

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Nem só de Fiat viveu a Abarth. Em setembro de 1959, a Porsche juntou-se a Carlo Abarth para criar -inicialmente- uma série de 20 carros de competição baseados no 356B. O resultado foi o 356 Carrera Abarth GTL, pronto para enfrentar os rivais nas provas da categoria GT.

por Ricardo Caruso

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Mais leve que o modelo que lhe servia de base e com uma carroceria diferente, desenhada e produzida na Itália, o “Porsche-Abarth” usava os motores de quatro cilindros, boxer, 1.600 cm3, com potências de 128 cv a 135 cv, e também 2.0, com potências de 155 cv a 180 cv.

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Inicialmente, o famoso estúdio milanês, Zagato, tinha sido sondado para fazer uma carroceria nova e leve para o “Porsche à italiana”. No entanto, essa colaboração nunca se concretizou, o que levou à busca por um novo designer, Franco Scaglione, ex-Bertone e criador de carros como a Lamborghini 350 GTV. Seria Scaglione quem projetaria a nova carroceria, contratando a fabricação com uma pequena construtora de Turim, a Carrozzeria Rocco Motto, mas sua contribuição para o projeto foi apenas passageira, já que ele só havia construído as três primeiros carrocerias quando a produção cessou em Motto.

Isso levaria a uma rápida mudança, com a produção indo para um pequeno construtor de ônibus, também de Turim, neste caso Viarengo & Filipponi, que teve se virar para completar as últimas 18 carrocerias, feitos inteiramente de alumínio.

Apesar do 356 Carrera Abarth GTL ter feito sucesso nas provas que disputou, a Porsche decidiu cancelar o contrato com a Abarth depois que os primeiros 20 carros e um protótipo ficaram prontos. A razão para a desistência foi simples: a falta de qualidade dos primeiros protótipos e os atrasos iniciais acabaram por incomodar a Porsche e levar ao divórcio.


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