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Mazda: R360 Coupé comemora 60 anos

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Os 60 anos do primeiro automóvel da Mazda

A aposta do setor automotivo no lucro a qualquer custo e na mobilidade elétrica num futuro próximo é comum a todas as marcas que apostam em modelos mais eficientes. A Mazda não foge da aposta no futuro eletrificado, mas a marca não esqueceu seu passado en aproveitou para lembrar os 60 anos do seu primeiro modelo de passageiros, o R360 Coupé.

A Mazda é uma marca que desapareceu do Brasil ainda nos anos 1990 e, estranhamente, nunca pensou em se instalar aqui oficialmente. O pequeno R360, com estilo de um pequeno cupê, foi lançado há exatos 60 anos e foi produzido até 1966, estabelecendo no Japão uma nova referência entre os microcarros, superando toda a concorrência desde o primeiro dia que chegou às ruas. Além disso, este modelo definiu a personalidade da marca como construtora de veículos eficientes e, acima de tudo, divertidos de dirigir. Estão aí o Miata e o RX7 para provar isso.

Pouco conhecido fora do Japão, o Mazda R360 foi um sucesso no seu país de origem e, no dia lançamento, em maio de 1960, foram vendidas 4.500 unidades deste primeiro carro de passageiros da Mazda, proposta que até ao final daquele ano conquistaria quase 2/3 do crescente segmento denominado “kei car”, bem como mais de 15% do mercado total doméstico.

O R360 não foi o primeiro “kei car” (carros urbanos, de motor pequeno) do mercado, mas tornou-se imediatamente o mais popular, graças ao seu visual elegante, baixo peso, direção divertida e preço acessível. Ou seja, as mesmas características que definem os atuais modelos Mazda.

Diante dos modelos da concorrência com motor de dois tempos, o R360 destacou-se pela sua elevada eficiência, resultante do motor de quatro tempos mais silencioso e menos poluente, bem como mais econômico, confiável e simples de utilizar.

Com 360 cm3, este motor de V2 tinha potência máxima de 16 cv, o que parece nada, mas que era suficiente para os magérrimos 380 kg de peso do conjunto. A velocidade máxima de 90km/h estava adequada à sua classe, sendo mesmo até exagerada, tendo em conta o estado das estradas japonesas no início da década de 1960.

Ao limitar as dimensões dos veículos deste segmento “kei car” (3 m x 1,3 m), bem como a cilindrada dos motores (360 cm3), o governo japonês tinha como objetivo apoiar a sua indústria automotiva, incentivando a criação de modelos acessíveis ao grande público e, assim, atender a enorme procura por carros que começava a registrar-se por todo o país.

Para cumprir os objetivos, a Mazda centrou as atenções no equilíbrio dos fatores que podia controlar, como os critérios de concepção e o peso. Assim o motor do R360, intalado na traseira, contava com cabeçotes de alumínio e ligas de magnésio para a carcaça do câmbio e do cárter. O capô era também de alumínio, e a vigia traseira utilizava um tipo de plexiglass especialmente desenvolvido para ele.

Por sua vez, a estrutura do tipo monobloco apresentava diversas soluções com vista à redução do peso, bem como níveis de segurança passiva acima da média.

Apesar dos custos associados à inovadora engenharia e aos materiais utilizados, a eficiência de produção permitiu à Mazda propor o R360 a preços baixos, na época equivalente a US$ 900.

Desta forma o R360 ajudou a definir a filosofia de produção de automóveis da Mazda, única na indústria, tendo dominado o mercado “kei car” desde o dia em que foi lançado.


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