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Lembra da BRM? Ela ressuscitou seu primeiro F-1, o P15 V16 1951

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Anunciado como parte das comemorações dos 70 anos da empresa, a histórica British Racing Motors (BRM) acaba de apresentar o primeiro de apenas três P15, trazido direto dos anos 1950. O monoposto de Fórmula 1 surge todo recuperado, não só com o famoso motor V16, mas também com um chassi original que nunca foi usado.

por Marcos Cesar Silva

Fundada em 1945, a British Racing Motors (BRM) era um pequeno fabricante de automóveis, criada com o propósito de correr na Fórmula 1. Competição em que acabou disputando 197 GPs, entre 1951 e 1977, tendo terminado sua carreira com 17 vitórias, um Campeonato Mundial de Construtores, conquistado em 1962, mesmo ano em que Graham Hill, ao volante de um carro da marca, foi Campeão Mundial de Pilotos.

Teve como principais pilotos Graham Hill, Jackie Stewart, Maurice Trintignant, Pedro Rodriguez, Jo Siffert, Chris Amon, John Surtees, Jo Bonnier, Niki Lauda, Jean-Pierre Beltoise e Clay Regazzoni (abaixo), entre outros. 

F1 Nostalgia - Clay Regazzoni (BRM) 1973. | Facebook

Procurando eternizar estes tempos de glória, a atual direção da BRM, hoje em dia nas mãos de John Owen, filho do então principal responsável pela equipe de Fórmula 1 do, Sir Alfred Owen, decidiu ressuscitar um dos carros que marcou a história da marca, o P15, assim como o seu famoso motor V16. Foram produzidas apenas três unidades, com chassis originais, fabricados na década de 1950 mas que não foram utilizados.

John Owen e o primeiro BRM P15 V16 F1 ressuscitado
John Owen e o primeiro BRM P15 V16 F1 ressuscitado.

Aliás -e para que se perceba a importância do momento- é bom destacar que este é o primeiro carro fabricado pela BRM, de 1951. Tendo, inclusive, sido criado com base em projetos originais desenhados no período do Pós-Guerra, além de ser composto por mais de 36.000 peças, todas elas projetadas uma a uma.

De resto, o famoso motor 1.5V16, com a impressionante potência de 599 cv; em termos de rotações por minuto, o motor consegue atingir as 12.000 rpm. Só ele tem mais de 4.000 componentes, muitos dos quais foram fabricados manualmente. Foi reconstruído pela equipe da empresa britânica especializada na preparação e recuperação de carros clássicos de competição, a “Hall & Hall” e, recentemente, testado na pista de Blyton Park, em Lincolnshire, perto da localidade de Bourne, onde a BRM foi fundada.

“Ouvir aquele motor V16 urrando novamente, depois de tantos anos, foi um momento incrível e um sonho que se tornou realidade”, comentou John Owen, considerando ser esta “uma homenagem à tremenda habilidade, persistência e atenção aos detalhes, da equipe de engenharia da ‘Hall & Hall’”. O carro foi uma das atrações do recente “Goodwood Revival”.

Um momento histórico, com os dois BRM à frente, na partida para a corrida de Goodwood de 1953. Foto: BRM
Um momento histórico, com os dois BRM à frente, na largada para a corrida de Goodwood de 1953.

Já da parte da “Hall & Hall”, Rick Hall, que foi também no passado, um dos engenheiros da equipe de Fórmula 1 da BRM, assumiu que “esta tem sido uma jornada incrível para todos nós na `’Hall & Hall”. Acrescentando que “temos trabalhado em estreita colaboração com a BRM, desde que entrei para a equipe, no final de 1972, sendo que precisávamos de cada pedacinho dessa experiência para dar vida novamente a este carro de corrida realmente incrível. Demorou dois anos, desde o projeto original até ao ‘shakedown’, mas é impossível fazer atalhos quando estamos trabalhar com o nível de qualidade, detalhes e autenticidade que precisávamos”.

“Com o primeiro dos três novos V16 agora terminado, vamos voltar a nossa atenção para os restantes dois números de chassis”, continuou, garantindo que, “com todos os obstáculos técnicos já superados e com segurança, estamos totalmente confiantes de que podemos criar um carro de Fórmula 1 dos anos 1950 verdadeiramente magnífico, novo, historicamente autêntico, mas também totalmente pilotável”.

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Acima, o P207, de 1977: seu último carro de Fórmula 1. No ano seguinte a marca testou o belíssimo P230 (abaixo), muito parecido com a Lotus 79, radical em termos de tecnologia de carro-asa e efeito-solo, mas que não chegou a competir.

“Com o primeiro dos três novos Mk1 V16 agora terminado, vamos voltar a nossa atenção para os restantes dois números de chassis”, continuou, garantindo, no entanto, que, “com todos os obstáculos técnicos já superados e com segurança, estamos totalmente confiantes de que podemos criar um carro de Fórmula 1 dos anos 50 verdadeiramente magnífico, novo, historicamente autêntico, mas também totalmente pilotável.”


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