TOYOTA ETIOS XLS 1.5 SEDAN: 10 PRÓS E SEIS CONTRAS

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Em geral, os sedãs são carros associados à beleza e luxo, enquanto os hatchs ficam com a aura de esportivos. Isso com carros médios e grandes, pois entre os pequenos é bem diferente. Nesse segmento, os consumidores são atraídos mais pelo preço e espaço do que pelo estilo e projeto.

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Com o Toyota Etios não é diferente, e essa teoria vem sendo comprovada desde que o modelo foi lançado no Brasil. Para a marca, o objetivo é buscar compradores que usam mais o lado racional, localizados em mercados emergentes. Algo como oferecer um carro confiável, com bom espaço interno, preço acessível e o logo da Toyota assinando tudo isso. Se não é bonito, pouco importa. Isso sem considerar que beleza é algo bastante subjetivo.

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Deu certo na Índia, por exemplo, mas aqui no Brasil a lógica não trabalhou bem assim, em especial por conta do preço de lançamento de R$ 43.400, que colocou o Toyota sedã para brigar com novidades como Chevrolet Prisma e o Hyundai HB20S, por exemplo. Ou seja, de nada adiantou o bom conjunto mecânico ou o baixo consumo de combustível, que não fizeram os compradores abrirem mão do desenho ou do acabamento um pouco inferior, tomando como referência outros carros da marca.

MARKETING

Em marketing, todos sabem que as compras feitas sob efeito da emoção acontecem por impulso, e as racionais são orientadas por muitas contas e auxílio de calculadoras, e precisam de tempo para se estabilizarem. O Etios seguiu esse roteiro, pois a marca esperava vender quase 70 mil unidades nos primeiros três anos de Brasil. Ou seja, em torno de 6 mil unidades/mês (4 mil hatchs e 2 mil sedãs). Mas veio o susto: nos primeiros meses o sedã ficou abaixo disso, com cerca de 800 unidades/mês apenas. Mas a marca acordou, e em 2013 baixou o preço do carro e com isso aumentou a média de vendas do Etios sedã para quase 2.000 carros/mês, conforme o previsto originalmente.

Valeu -além do preço mais atraente- a propaganda boca a boca. Com o passar do tempo o carrinho ficou mais conhecido e suas qualidades começaram a aparecer e ser comentadas. “Ele é feinho, mas é bom”, ouve-se. E é isso mesmo. O Etios tem grande afinidade para uso no dia a dia, e as linhas pouco cuidadas escondem um excelente conjunto mecânico: anda bem, é econômico e tem boa estabilidade.

A lista de equipamentos de série é interessante, pois a versão testada por AUTO&TÉCNICA, a XLS 1.5, contava com os obrigatórios (a partir do ano que vem) freios ABS e airbag duplo, ar-condicionado, aviso sonoro de portas abertas, direção assistida, vidros e travas elétricos e  desembaçador traseiro. Sem contar o rádio/CD/MP3/USB, faróis de neblina e rodas de liga leve aro 15. É o “pacote” mínimo para atender o mercado e não mostrar inibição diante dos chineses recheados que estão chegando a todo momento.

REPAROS

E mais. O Toyota Etios sedã obteve a melhor pontuação entre todas as categorias, no mês de maio, no ranking “Car Group” do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), que compara veículos quanto à facilidade, rapidez e custo de reparo, em caso de colisão.

Para estabelecer o ranking, o Cesvi Brasil realiza um teste de colisão, dianteiro e traseiro, em todos os modelos do mesmo segmento. Após o crash test é realizado um reparo, seguido de uma avaliação individual de cada peça. Numa escala de 10 a 50, o modelo que conseguir o índice mais baixo é o melhor ranqueado. Na avaliação do mês de maio, o Toyota Etios atingiu 13 pontos.

O objetivo do Cesvi com essa análise é mostrar ao consumidor como comparar modelos antes de compra. Além disso, a tendência dos veículos melhores colocados é ter o valor de seguro mais vantajoso, considerando que o custo do reparo é usado como base para tarifação de preços das seguradoras.

Desta vez fugimos um pouco do nosso padrão de avaliações e apontamos 10 pontos favoráveis do carro e seis que menos agradaram. Confira.

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GOSTAMOS

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MOTOR – Excelente o motor 1.5 flex de até 96,5 cv de potência máxima e torque máximo de 13,9 mkgf a 3.100 rpm. Acelera de zero a 100 km/h em cerca de 13 segundos e é garantia de boas retomadas, acelerações corretas e casamento perfeito com o câmbio manual de cinco marchas.

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PAINEL – O ponto mais polêmico do Etios é o seu painel. Assimétrico e com os instrumentos posicionados ao centro, causa reações diversas: uns adoram, outros detestam. A Toyota já está reformulando o painel do modelo, que deve ser apresentado no ano que vem. Em todo caso, pelo menos foge do convencional.

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PORTA-MALAS – Com 562 litros de capacidade, o Etios sedã tem bom espaço para bagagem no porta-malas. Não dá para reclamar, pois está acima do que se espera para um carro de seu porte e compromisso.

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ESPAÇO TRASEIRO – Os bancos não são muito confortáveis, mas é preciso reconhecer que o espaço interno é bom, em especial na traseira. Dois adultos se acomodam bem, mas o terceiro é sacrificado, além de não contar com cinto de três pongos ou apoio de cabeça. O espaço para as pernas compensa.

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LIMPADOR – O limpador de pára-brisa de braço único, pantográfico, é uma boa solução, que apareceu por aqui nos primeiro Fiat Uno. Tem boa área de varredura e manutenção mais barata, pois em caso de troca basta substituir uma palheta apenas.

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INSTRUMENTOS – Os instrumentos são diferentes do que se conhece, mas de fácil leitura quando se acostuma com eles. Velocímetro e conta-giros tem bom tamanho e grafismo claro. Alguns acham a posição central estranha, mas pelo menos a marca tentou uma solução fora do normal.

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AR CONDICIONADO – O sistema de ar condiconado do Etios é eficiente, tanto para resfriar como para aquecer o interior. Apesar de manual –e não digital- é fácil de operar e tem comandos bem simples.

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SOM – Mais do que necessário, um bom sistema de som é fundamental no trânsito, seja para distrair, seja para ouvir noticiários. No Etios, o CD Player é do tipo 2 din, com capaciddade de ler MP3 e WMA. Além disso, tem entrada USB, fundamental nos dias de hoje para reprodutores de MP3. Não é um som potente ou sofisticado, mas suficiente.

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PORTA-LUVAS – O porta-luvas além do bom tamanho tem uma solução interessante, que é a tampa incorporando a saída de ar direita. Mas é preciso ressaltar que não há regulagem de altura no banco do motorista e que os cintos de segurança dianteiros são fixos.

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ABERTURAS INTERNAS – O Etios tem um recurso que muitas carros nacionais ou mesmo importados mais caros não tem, que é a simples abertura interna da tampa do porta-malas e do bocal de reabastecimento. Os dois botões, junto ao assoalho, parecem –e são frágeis- mas é uma solução que ajuda.

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NÃO GOSTAMOS

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DESENHO – O ponto mais crítico do Etios é mesmo seu desenho. Menos no hatch e mais no sedã. O carro foi desenhado para o mercado indiano e outros emergentes, onde as exigências são diferentes das do Brasil. E no desenho pouco feliz do sedã, salva-se de leve a lateral e a traseira, mas a dianteira não tem escapatória.

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MARCADOR DE COMBUSTÍVEL – Talvez o pior detalhe do Etios seja o marcador de combustível, que incorpora o odômetro. Muito pequeno e de difícil leitura, é um componente fácil de ser revisto. Se dobrasse de tamanho, já facilitaria a vida de muitos motoristas.

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ABERTURA DO CAPÔ – A abertura do capô do Etos é feita por um botão do lado esquerdo do painel. Frágil e duro de operar, também é um item fácil de ser revisto.

MACACO – O macaco do Etios vai alojado sob o assento do banco do motorista. Está mais protegido de gatunos do que no porta-malas, mas também é uma fonte de ruídos e exige certa ginástica para ser acessado ou alojado de volta. A idéia foi boa, mas a execução nem tanto.

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ESPELHO MANUAL – O Etios não tem espelhos com ajustes elétricos, por razões de custo. Parece bobagem, mas é um ítem de conforto cada vez mais presennte nos carros, evitando contorcionismos do motorista para ajustar os retrovisores.

CHAVE - A chave traz comando de abertura das portas, mas ao travar ou destravar a buzina toca num volume alto, que incomoda. Além disso, para ter acesso ao porta-malas antes de entrar no carro é preciso destravá-lo pela chave e apertar um botão na tampa traseira.

 

 

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