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Sim, existiu o Peugeot 106 Electric. Em 1995…

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Em 2019 a Peugeot lançou uma nova geração do 208, e entre as versões oferecidas estava o elétrico e-208. O modelo foi recebido com grande pompa, mas quem conhecia a história da marca francesa lembrou que esta não era a primeira incursão moderna da marca entre os elétricos. Foi o momento de relembrar o pequeno 106 Electric (ou Electrique), lançado em 1995; do 106 Electric existiram duas variações com a marca Citroën: AX e Saxo. Naqueles tempos, carros elétricos eram apenas exibição de tecnologia, e não realidade como temos hoje. Mas o simpático carrinho, que ainda mantém uma boa quantidade de fãs pelo mundo, merece ter seu lugar na história do automóvel.

por Ricardo Caruso

Equipado com baterias de níquel-cádmio, o 106 Electric apresentava autonomia de 100 km (bem menos que os 340 km anunciados hoje pelo e-208…). Quanto à potência, ficava em 27 cv (o e-208 oferece 136 cv) enquanto a velocidade máxima não ia além dos 90 km/h (por isso esqueçam o tempo de aceleração de zero a 100 km/h).

Lançado em 1995 e comercializado até 2003, o 106 Electric foi oferecido em modelos de duas e quatro portas. Em 1996, a linha 106 ganhou uma reestilização (o Fase 2), e o Electric também foi modificado, mas nem isso ajudou as vendas. O 106 elétrico vendeu apenas 6400 unidades das 6500 fabricadas ao longo de oito anos (bem menos que as 100 mil carros que a PSA estimava vender).

Já o parente distante do 106 Electric, o e-208, se tornou um sucesso de vendas. Natural, pois eram tempos diferentes.

O carrinho foi vendido em vários países europeus, incluindo França, Bélgica, Holanda, Noruega e Reino Unido.

O trem de força elétrico foi desenvolvido e construído pela empresa de engenharia francesa Heuliez. O carro usava tecnologia de bateria de níquel-cádmio, como vimos antes, fabricada pela Saft Groupe S.A.

Apesar do alto preço do veículo -a Peugeot estimou a demanda em cerca de 15.000 a 20.000 Peugeot 106 Electric- as vendas foram realmente baixíssimas, um daqueles casos de “carro cert na hora errada” e a maioria foi comprada pelo governo francês. Mas o 106 Electric não viveu sozinho na sua época. A linha 106, dentro da PSA, deu origem também aos Citroën AX e Saxo, que da mesma forma foram eletrificados. O relativo fracasso do trio AX/Saxo/106 acaba atraindo, ainda hoje, a atenção de colecionadores. O mais raro dos três é certamente o AX, produzido apenas um ano e meio, com 690 exemplares, seguindo-se os 106, com 2270 exemplares, e por fim o Saxo, o mais vendido, com 3540 exemplares.


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