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Test Drive: Mercedes-Benz A250

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O mundo do automóvel está mudando, e hoje surfa na onda dos SUVs. Mas nem todos apreciam esse tipo de veículo, e por isso o Mercedes-Benz A250 até destoa. Não só por ser mais um belo produto da marca alemã Mercedes-Benz, uma das mais cobiçadas do planeta, mas também por ser hoje raro sobrevivente de um segmento que está com os dias contados: o dos hatchs médios. Não acredita? Então consulte os sites das montadoras para conferir que esse tipo de carroceria praticamente desapareceu. No Brasil, por exemplo, só restou o Chevrolet Cruze Sport6, raro remanescente, mas que é feito na Argentina…

por Ricardo Caruso

Na fatia de mercado dos carros de luxo, o Mercedes Classe A resiste, e mesmo repleto de qualidades, já se vê cercado de SUVs de todos os tipos e tamanhos, inclusive dentro da própria marca, e isso ameaça sua existência futura, inclusive no Brasil. Foi-se o tempo em que Mercedes era sinônimo de um sedã quatro portas na cor prata.

Para quem não lembra ou não viveu essa história, a Classe A (W198) começou sua trajetória em 1997, como o primeiro carro “popular” da marca e o primeiro Mercedes de tração dianteira. Em outubro de 1998 começou a ser apresentada no Brasil, com a criação da fábrica de Juiz de Fora (MG). Em 15 de agosto de 2005, a produção do Classe A brasileiro foi encerrada, com 63.402 exemplares fabricados desde 17 de fevereiro de 1999. Na sequência, o carro teve mais três gerações (W169, W176 e W177, que mostramos nessa avaliação).

Animada pelo motor 2.0 turbo de 224 cv de potência máxima e 35,7 mkgf de torque máximo, o A250 está disponível por R$ 320 mil. Não é barato, mas é um Mercedes-Benz, não decepciona e é um hatch luxuoso que oferece boas experiências ao volante.

Se o primeiro Classe A lá nos anos 1990 era um carro com muita personalidade e desenho próprio, praticamente um monovolume, passado todo esse tempo hoje ele é um hatch muito atraente. Suas linhas são atuais e elegantes, sem exageros.

Os três alemães top de linha (Mercedes, um pouco mais atrás BMW e, bem mais atrás, a Audi) seguem caminhos diferentes em termos de desenho. No Mercedes não há bizarrices ou excesso de vincos; a beleza da sobriedade dos Mercedes-Benz é o que seduz muitos compradores.

No carro avaliado, a bela cor azul metálica externa ganhava a companhia do interior com revestimentos claros, que deixa o ambiente claro, iluminado e arejado, com boa sensação de espaço.

O acabamento do A250 é muito bom, nada tão luxuoso como o dos carros maiores da marca, mas dentro da sua nproposta é impecável. Há bastante aplicação de couro e materiais de qualidade.

Encontrar a melhor posição para dirigir o A250 é tarefa fácil, por conta das regulagens elétricas para os bancos e os ajustes de inclinação e distância do volante. Enormes telas horizontais são o grupo de instrumentos e a central multimídia, como em outros modelos da marca, transmitindo ainda mais sensação de tecnologia para os ocupantes. Nota máxima para a ergonomia.

Quem vai atrás sofre um pouco, pois há menos espaço para pernas, ombros e cabeça, o que é natural por conta das dimensões do modelo. Mas dois adultos se acomodam sem problemas por ali.

Se até aqui tudo está bem com o A250, ao volante do pequeno Mercedes tudo melhora ainda mais. O desempenho agrada, e muito. Faz de zero a 100 km/h em 6,2 segundos, com folego e desenvoltura impressionantes para chegar à velocidade máxima de 240 km/h.

Com carroceria larga e baixa, o carro tem dirigibilidade e estabilidade exemplares, até mesmo esportivas. É um devorador de curvas, de alta e de baixa velocidade. As rodas são grandes, aro 18, calçadas com pneus 225/45. Grudam o carro no chão, mas acabam prejudicando um pouco o conforto, por conta das condições invariavelmente ruins das ruas e estradas do nosso abandonado Brasil. A tração continua dianteira e o câmbio é de dupla embreagem de sete marchas. As suspensões são McPherson na dianteira e multilink na traseira.

E vale a pena ter um na garagem? Sim, vale. Ao volante, o Mercedes-Benz A250 é no mínimo sedutor, tem bom desempenho e oferece otimo nível de tecnologia e sofisticação. Para melhorar, é um carro econômico: faz 9,7 km/litro na cidade e 14,4 km/litro de gasolina na estrada.

Como todos os produtos da marca, é um carro aspiracional, que apela para o emocional e não para o racional; comprar uma Mercedes nova sempre foi sinal de que se chegou ao sucesso profissional e pessoal. Sempre foi assim. Por R$ 320 mil é até possível comprar modelos maiores de outras marcas. Mas estamos falando de Mercedes-Benz…

Para quem precisa fazer contas para comprar um A250, não vale a pena queimar neurônios. Já para quem define a compra após acelerar o carro, aí a história muda. Raramente a compra de um carro dessa categoria é algo racional, e quem guiar um A250, vai sentir isso.

Ficha técnica Mercedes-Benz A250 

  • Motor: 2.0 Turbo a gasolina
  • Potência: 224 cv a 5.800 rpm
  • Torque: 35,7 mkgf a 1.800 rpm
  • Transmissão: Automatizada, sete marchas e dupla embreagem
  • Dimensões: 4,41 metros (comprimento) x 1,79 m (largura) x 1,44 m (altura)
  • Distância entre eixos: 2,72 m
  • Peso: 1.445 kg
  • Tanque de combustível: 43 litros
  • Consumo (gasolina): 9,7 km/l (cidade) / 14,4 km/l (estrada)
  • Porta-malas: 370 litros
  • Preço: R$ 320 mil

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