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30 muscle cars desprezados, mas que hoje valem milhões (parte 2 de 3)…

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Isso vale para os Estados Unidos, não para o Brasil. Aqui nunca tivemos um muscle car sequer e o maior motor que já produzimos foi o Chrysler 318V8.. Mas durante o auge dos muscle cars, de 1964 a 1971, todos os fabricantes dos Estados Unidos tinham pelo menos um modelo desses em sua linha de produtos. Por exemplo, a GM fabricou 96.000 Pontiac GTO 1966 somente naquele ano. As montadoras de Detroit ofereciam inúmeras opções, níveis de acabamento e estilos de carroceria em seus modelos de muscle cars mais populares. Atualmente, o mercado de antigos acima da linha do Equador procura garimpar modelos raros, que um dia ninguém quis e hoje podem valer milhões.

PARTE 2

por Marcos Cesar Silva

No final dos anos 1960, Can-Am era uma série de corridas bastante popular nos Estados Unidos, apresentando protótipos com motores V8. A Chevrolet queria construir motores propositalmente para este campeonato, então eles produziram em 1969 um big block 427V8 todo em alumínio chamado ZL-1. Era um V8 de 7,0 litros, alta rotação e cerca de 550 cv com ajustes moderados. A Chevrolet produziu cerca de 200 desses motores. Embora a maioria deles tenha ido para equipes da Can-Am, eles instalaram 69 desses ZL-1 no COPO Camaro, vendendo-os para equipes de corrida de arrancada. E embora o Camaro ZL-1 parecesse o Camaro normal de 1969 por fora, ele era muito rápido; estava no limite de ser ilegal nas ruas. COPO significava “Central Office Purchase Order” (“Pedido de Compra do Escritório Central”).

O COPO Camaro era um veículo especial com baixos volumes de produção, inicialmente criado ao encontrar uma brecha para contornar as limitações que a GM impôs aos veículos de alto desempenho da Chevrolet. O resultado foi um carro potente e legalizada nas ruas, que superou todas as expectativas e se tornou um veículo cobiçado entre os colecionadores.

Um pouco de história

69 COPO Camaro

Lançado inicialmente em 1969 como ZL-1 COPO Camaro, o modelo fazia parte do sistema de encomendas especiais da Chevrolet, método utilizado pelos concessionários durante os anos 1960, que lhes permitiu criar veículos de alto desempenho que não estavam disponíveis em outros lugares.

COPO de papelada

As opções encontradas no COPO não estavam disponíveis para compra nas listas das concessionária. Algumas concessionárias criaram uma maneira de obter as opções que desejavam no Camaro: usaram códigos de pedido específicos para receber carros com características especiais.

Em vez de fazer um pedido de Camaros usando a planilha “Opção de Produção Regular”, usada pelas concessionárias para atualizações de desempenho e estilo, uma concessionária começou a encomendar Camaro usando o “Pedido de Compra do Escritório Central” (daí o nome COPO), que geralmente era reservado para adicionar alterações às frotas públicas.

A General Motors determinou que o motor do Camaro não podia exceder 400 pol3 em um veículo de passageiros. Mas em 1969, algumas concessionárias, especificamente a Yenko Chevrolet, procuravam carros mais potentes; a Fred Gibb Chevrolet também buscou uma opção igualmente potente para corridas. Ambas encontraram no COPO uma maneira de ultrapassar os limites da montadora.

Don Yenko, da Yenko Chevrolet, era dono de uma concessionária em Cannonsburg, Pensilvânia, e fez o pedido de 201 Camaro conforme imaginava que deveriam ser construídos: com motores mais potentes. Nos anos anteriores, ele próprio havia encomendado vários Camaro e trocado os motores, mas em 1969 iniciou o programa COPO 9561, levando outras concessionárias que aderiram ao sistema de pedidos especiais a lançar o programa COPO 9560.

O COPO Camaro foi produzido em números limitados, usando as ordens especiais 9560 e 9561 de produção do Escritório Central.

O COPO 9561 era um cupê esportivo Camaro básico, convertido pela concessionária para incluir motor com bloco de ferro de 427V8 com 425 cv de potência. Exatos 1.015 COPO 9561 foram fabricados pela GM e entregues às concessionárias, incluindo 201 para a Yenko Chevrolet.

Já os COPO 9560 encomendados pela Gibb Chevrolet foram obtidos usando o sistema de pedidos especiais necessário para construir os modelos de alto desempenho. Foram 69 unidades do carro de corrida construídas em 1969. O COPO Camaro foi construído com um exótico motor 427V8 com bloco de alumínio com 425 cv de potência conhecido como ZL-1.

Além dos 201 pedidos da Yenko e dos 69 automóveis de corrida que foram lançados, a Chevrolet não produziu mais nenhum COPO Camaro até 2011, quando a Chevrolet apresentou seu carro-conceito COPO. Ele fez sua estreia no SEMA 2011. A resposta esmagadoramente positiva dos entusiastas e jornalistas especializados levou à decisão de produzir uma produção limitada.

COPO 2013

A Chevrolet decidiu fabricar o COPO Camaro e reintroduziu o veículo em 2012, 2013 e 2014, com a tiragem final em 2015. Naquele ano foram lançados 69 COPO Camaro,. número que celebrou os 69 veículos originais fabricados nos anos 1960.

COPO 2014

Ao contrário do modelo construído em 1969, as versões posteriores do COPO não são permitidas nas ruas. O COPO Camaro não pode ser registrado, licenciado ou dirigido em vias públicas ou rodovias, e marcou o primeiro carro de corrida especialmente desenvolvido pela Chevrolet. O COPO é o Camaro mais rápido fabricado.

Voltando ao carro de 1969, curiosamente a literatura oficial da Chevrolet de 1969 não menciona a opção ZL-1 para o Camaro. Mas se você fosse um piloto de dragster ou um revendedor de sucesso, saberia da existência dessa opção cara. É por isso que a Chevrolet construiu apenas 69 Camaro ZL-1. Era um carro só para os iniciados…

Em 1971, o Mustang recebeu outra reestilização, que seria a última da primeira geração. Mais uma vez, o carro era maior em tamanho e peso. Além disso, apresentava um novo visual e bitolas mais largas. Infelizmente, naqueles tempos as versões Boss 302 e Boss 429 desapareceram. Porém, o Grande e o Mach I permaneceram em linha, embora com potências mais baixas.

Mas houve uma versão interessante lançado em 1971, chamado Boss 351. Disponível por apenas um ano, o Mustang Boss 351 de 1971 foi um dos Mustang mais raros que a Ford produziu, porque a Ford fabricou apenas 1.800 deles. Ele era movido por uma versão altamente preparada do motor 351V8, com cerca de 330 cv. O Boss 351 era rápido, bonito e mais caro que a versão Mach 1 do mesmo ano modelo. Hoje, é um item de colecionador verdadeiramente caro.

A família Yenko abriu uma concessionária Chevrolet em Canonsburg, Pensilvânia, em 1949. No final dos anos 1950, quando Don Yenko administrava o negócio, a empresa voltou-se para o mercado de carros de alto desempenho. Eles começaram com uma série de Corvette preparados para competição, que Don correu e depois passaram para trabalhos de conversão completos baseados em vários modelos Chevrolet.

Com o lançamento do Camaro em 1967, Yenko começou a convertê-lo para 427V8, vendendo-os como “Yenko Super Cars”. Além de mais potência, faixas decorativas e uma longa lista de opcionais, Yenko ainda ofereceu garantia de fábrica, promovendo fortemente seus modelos. É por isso que aqueles Yenko Camaro foram a escolha mais popular em preparações personalizadas do 427V8, aplicadis nos SS regulares. Mas eles produziram esses Camaro 427 apenas por alguns anos. O número total de produção foi de cerca de 600, restando apenas algumas unidades.

O GSX estreou em 1970 com um “pacote” de adesivos decorativos bastante chamativos, algo que era incomum nos Buick. Além disso, estava disponível em duas cores, Saturn Yellow e Apollo White. O GSX vinha com spoiler dianteiro e aerofólio traseiro, capô com tomadas de ar funcionais e as clássicas rodas Rally. A potência era de 345 cv, a mesma de outros carros da GM. No entanto, como o Buick 455 era significativamente mais leve que o Chevelle 454 e o Plymouth Hemi 426, o GSX foi um vencedor em corridas de rua (ou rachas…) em toda a América.

Apesar das qualidades do GSX e dos numerosos elogios da imprensa automobilística, a Buick construiu menos de 700 deles. O “pacote” GSX adicionava US$ 1.100 ao preço de um GS 455 normal. Portanto, o preço mostrou ser muito caro para a maioria dos compradores. Embora a opção GSX estivesse disponível em 1971 e 1972, eles produziram esses modelos em números ainda menores.

No início dos anos 1970, a Ford tinha inúmeras versões de desempenho dos modelos Mustang e Shelby, mas elas ficaram desatualizadas. Assim, a procura dos seus carros não era tão grande como antes e os números de produção eram ainda menores.

No entanto, o Shelby GT500 1970 ainda era um fabuloso muscle car clássico que podia ser cupê ou conversível. Sob o capô estava o motor 428V8, que eles “avaliaram” conservadoramente em 335 cv. Isso no universo paralelo, pois estes motores realmente produziam mais de 400 cv de potência na vida real. No final, a Ford construiu apenas 789 modelos 1970.

O GTX era um hot rod elegante, com todos opcionais de ponta, incluindo belos detalhes internos e externos. Mas só tinha um motor opcional, o poderoso 426V8 Hemi. O 440 Magnum era o motor padrão, mas se você quisesse o máximo em luxo musculoso da Plymouth, teria que optar pelo Hemi. No entanto, por ser significativamente mais caro do que o resto da linha de muscle cars da Mopar, o GTX não era popular, e por isso é muito raro hoje em dia.

No início dos anos 70, quando todos os muscle cars começaram a perder potência e torque, e a Plymouth programou descontinuar o GTX. Então, em 1971, eles interromperam a produção para evitar o carro que fosse uma vergonha para a memória de seus antecessores “cuspidores de fogo”. E é por isso que o GTX 1971 é o último de sua espécie, além de um fantástico e belíssimo muscle car.

A Ford queria vencer a Mopar nas provas de arrancada, então eles precisavam de uma arma adequada para a classe “Super Stock”. Tinha que ser algo compacto e leve, mas grande o suficiente para acomodar o grande motor 427V8 R Code. A Ford encontrou a solução na linha Fairlane. Em 1967, a Ford estreou o Fairlane 427 especialmente preparado.

Parecia ser o carro tradicional por fora, mas escondia muitos segredos. A principal característica era o motor 427V8 altamente preparado, avaliado em 425 cv. Ele também veio com painéis leves na carroceria e sistema de transmissão de alto desempenho. Embora o Fairlane 427 tenha provado ser um sucesso nas pistas, a Ford construiu apenas 57 deles. Hoje, é uma peça muito rara e procurada da história dos muscle cars.

Você pode estar se perguntando o que exatamente é o Chevelle Z16. Explicamos. Basicamente, é um Chevelle normal totalmente carregado com todos opcionais necessárias. Eles incluem um motor 396V8 com caixa de câmbio Muncie de quatro marchas e suspensão e equipamentos reforçados.

No entanto, mesmo alguns revendedores Chevrolet não sabiam que essa opção existia. Na verdade, a Chevrolet recusou-se a comercializar o Z16 por algum motivo. Isso fez deste Chevelle uma espécie de modelo secreto da marca. O Z16 era rápido, mas também caro para um Chevrolet, então eles fabricaram apenas 200 deles.

Impressionante é pouco. O Marauder (“Saqueador”) era um carro que a Ford imaginou como um cupê de luxo e tinha um desenho novo, com algumas características interessantes. O Mercury incluía faróis ocultos e uma frente enorme. Além disso, tinha a traseira inclinada com vidro traseiro côncavo. O Marauder era um carro grande e pesado, destinado a deliciosas viagens, e não para corridas de rua. No entanto, a Mercury precisava de algo para lutar contra o Pontiac Grand Prix e o Buick Riviera GS. Eles sabiam que precisavam atualizar o Marauder para especificações mais altas.

Então eles apresentaram o Marauder X100. Por trás do nome estranho estava um Marauder normal 1969, com motor 429V8 de 360 cv. Além disso, tinha bancos anatômicos, suspensão reforçada, acabamento da tampa traseira em black e saias nos pára-lamas de trás.

O desempenho era respeitável, mas ainda era um carro grande e pesado, então, em comparação com alguns modelos básicos, menores e mais leves, era significativamente mais lento. A linha Marauder era relativamente popular, mas o X100 não foi um best-seller. Em seus dois anos de produção, a Mercury produziu pouco mais de 8.000 deles.

Como a maioria sabe, Carroll Shelby começou a construir Mustang em 1965 como máquinas cuspidoras de fogo pelo escapamento. Ele trouxe à Ford o reconhecimento e as credenciais de desempenho que a marca precisava. Os carros responsáveis ​​por seu sucesso nas corridas foram aqueles 34 modelos “R” que a Ford produziu apenas em 1965. Ford os vendeu para pilotos e equipes de corrida em toda a América e no mundo. Mas esses carros não eram legais para uso nas ruas, e eram apenas destinados às corridas, algo que faziam extremamente bem. O GT350 R passou por inúmeras modificações, por isso ficou mais leve, mais rápido e mais desejado que o GT350 normal.

No entanto, a versão R era equipada com o mesmo 289V8 do Shelby GT350 normal, mas produzia cerca de 400 cv. O carro era leve e bem equilibrado, vencendo corridas na América, Europa e América do Sul. Como cada GT350 colecionou vitórias, cada modelo R é considerado uma peça preciosa da história do Mustang.

CONTINUA…


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