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A lista negra de quem não pode comprar uma Ferrari

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Se existe no mundo uma marca de automóveis que desconhece a palavra “crise”, essa marca é a Ferrari. De propósito, eles sempre fabricam menos carros do que os encomendados, e assim sua produção anual sempre está toda vendida. Por isso, os italianos podem se dar a diversos luxos, inclusive negar vendas a clientes que, digamos, não são dignos de sentar o traseiro numa Ferrari. Assim, não basta ter boa conta no banco para ter uma Ferrari na garagem, é preciso ter bom comportamento e respeito com seus carros. As marcas de automóveis têm na gestão da imagem um desafio, e não querem correr o risco de que a sua reputação caia. Isso sim pode ser nocivo, e prejudicar o futuro do seu negócio, bem como as vendas. No caso específico da Ferrari, os seus veículos podem custar centenas de milhares de dólares e os potenciais clientes não costumam ter problemas financeiros mas costumam ser bastante exigentes, é por isso uma má imagem pode afetar sua reputação e ser um erro difícil de ser contornado.

por Ricardo Caruso

Em Maranello, há dois tipos de listas: uma para os clientes VIP, que são mimados com todo o tipo de atenção, que pode até incluir a entrega pessoal dos carros como cortesia. E por outro lado, existe a temida “lista negra” na qual encontramos os nomes daqueles cujo comportamento pode ser altamente prejudicial para a imagem da marca. Seja por irresponsabilidade na condução ou atitudes politicamente incorretas, a verdade é que não são bem-vindos. Apesar da identidade desses seus membros ser mantida em segredo, há casos que se tornaram evidentes. Confira alguns desses clientes indesejáveis:

Justin Bieber – no caso do cantor canadense, a atitude irresponsável tem sido o principal motivo para a marca italiana o considerar um mau exemplo. Há alguns anos, dirigiu a sua Ferrari 458 tão bêbado, que esqueceu onde a havia estacionado, e passou semanas à procura do veículo, mesmo pensando que pudesse ter sido roubado. Além disso, fez várias modificações em outros modelos que possui que os italianos consideraram de mau gosto e vulgares, autênticas heresias, pelo que decidiram não vender mais carros para ele.

Nicholas Cage – O ator teve um conflito com a marca quando comprou uma Ferrari Enzo. Após um curto período de tempo, decidiu vender o carro devido a problemas financeiros. O problema foi que o fez por um preço muito inferior ao que lhe tinha custado, gesto que a marca não gostou muito.

Floyd Mayweather – Se o exemplo de Bieber foi algo pontual, com o pugilista aconteceu o contrário. É considerado um mau exemplo tanto pelo seu estilo de vida vulgar como pelo seu comportamento.

50 Cent – No caso do rapper americano, há dois motivos para levaram a Ferrari a dispensá-lo como cliente. Por um lado, a gravação de alguns vídeos onde aparece limpando sua Ferrari com champanhe, por outro algumas críticas à marca nas redes sociais, sobretudo por meio do Instagram; as declarações em questão referiam-se a um de seus carros, quando na realidade o problema residia no seu absoluto desconhecimento do funcionamento do carro.

Tyga – O rapper é uma espécie de Belo, pela fama que tem de não pagar as contas. Normalmente, costuma adquirir os veículos por meio de locação e, depois, “esquece” de pagar pelo aluguel, como aconteceu em 2012 com uma Ferrari 458 Spider.

Chris Harris – O digital influencer da área de automóveis (categoria onde milita uma série interminável de débeis mentais), Chris Harris, cuja aparição no programa “Top Gear” o catapultou para a fama, está proibido sequer de entrar no prédio da Ferrari, devido a uma matéria que publicou chamada “How Ferrari Spins”. O “jornalista” mencionou que a empresa otimizava seus modelos para testes de imprensa, acusação que incomodou a marca. Foi banido também do programa e de outras mídias. Não chega a ser um sujeito famoso, mas esse caso foi exemplar.

Deadmau5 – O cantor Joel Tomas Zimmerman, o “Deadmau5” (que soa como “deadmouse”, ou rato morto…), teve um desentendimento com a marca em 2013 que, desde então, o proibiu de adquirir qualquer dos seus carros. A culpa está na forma como personalizou sua Ferrari 458 Spider, que foi decorada com a imagem do desenho animado “Nyam Cat”, e foi dado ao veículo o nome de Purrari. Um detalhe que a marca italiana não perdoou e exigiu que o carro fosse devolvido ao seu estado original. Perante a negativa do artista, foi imposto a ele a recusa de futuras vendas.


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