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Chana, Pinto, Kona, Picasso… Que nome feio foi esse?

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Hoje os carros são, na maioria dos casos, globais. Mas os nomes não, e em vários casos causam constrangimento. O que é bonitinho num mercado pode ser um palavrão em outro. A mais recente vítima disso foi  o último SUV compacto da Hyundai, que em Portugal mudou de um obsceno Kona para um mais aceitável Kauai. Isso faz lembrar outros casos.

Da China à América Latina, AUTO&TÉCNICA relembra alguns exemplos de como é difícil batizar um automóvel, num mercado onde as nuances linguísticas contrariam e podem arruinar as decisões do marketing global.

HYUNDAI KONA


Em Portugal, o mais recente SUV compacto da Hyundai mudou de nome, de Kona para Kauai. Para evitar piadas prontas e referências ao orgão sexual. feminino.

FORD PINTO


Aqui no Brasil, Pinto não é apenas o filho da galinha. É expressão corrente para o órgão sexual masculino. Produzido, entre 1971 e 1980, o Ford Pinto foi um dos carros mais vendidos nos Estados Unidos, onde Pinto é o nome de uma raça de cavalos. No Brasil, o Maverick receberia esse nome, mas alguma alma iluminada da Ford impediu isso.

 

MAZDA LAPUTA


Apesar da resistência de alguns mercado sul-americanos, a Mazda manteve o nome. E o modelo, uma pequena minivan produzida entre 1999 e 2006 fez algum sucesso. “Laputa é perfeito para o uso diário, fácil de estacionar e manobrar na cidade, além de conveniente e confiável no campo”, anunciava a publicidade da Mazda, dando margem a bizarras interpretações. A ilha de Laputa, que significa “Ilha Voadora”, é citada no livro “Viagens de Gulliver”. 

TOYOTA MR2


Em francês, a sigla MR2 soa a “emmerdeur”, o que significa chato e maçante, para não dizer recoberto de fezes…. Pouco adequado a um pequeno esportivo com que a marca japonesa pretendia mudar a sua imagem demasiada conservadora na Europa e chegar a um público mais jovem. A solução adotada foi simples, com a amputação do número “2” da sigla. Assim, na França, o Toyota enlameado passou a se chamar Toyota MR.

OPEL ASCONA


De novo cona em ação. Com piadas óbvias por causa de “as cona”, também precisou mudar de nome em Portuga. Foi comercializado como Opel 1604 e Opel 1904, conforme o motor fosse 1.6 ou 1.9. No Brasil, sua evolução atendia por Monza…

MITSUBISHI PAJERO


Bastante conhecida no Brasil. Em espanhol, Pajero é o homem que se masturba, razão pelo que o SUV da marca mudou de nome para Montero. O curioso é que o nome original atingia mercados sul-americanos, onde fora o Brasil, quase toda população se exprime em castelhano, pois o “leopardus pajeros” são os gatos selvagens dos pampas argentinas, na região da Patagonia. Já Montero significa “caçador da montanha”.

GAYLORD GLADIATOR


Traduzindo para inglês, literalmente Senhor Gay Gladiador. Esportivo com aparência de tubarão, o Gaylord Gladiator é dos anos 1950 e resultou do sonho de dois irmãos americanos que se propunham construir o automóvel esportivo mais luxuoso e confortável do mundo. E foi de fato um modelo bastante exclusivo, já que foram apenas produzidas três unidades. Ser conhecido como “Gay Lord” não ajudou certamente a popularizar o belo veículo entre os machões norte-americanos.

LANCIA MARICA


Mais um nome “afasta-macho”. Apresentado pela empresa italiana em 1969, ostentava um desenho bastante elegante e esportivo. Mas o significado de seu nome, em português e castelhano, remetia para os medrosos e homossexuais masculinos. Não daria certo.

FIAT SPORTING


Em Portugal, para evitar fanatismos clubísticos, as versões Sporting do Fiat Punto e Fiat Seicento, perderam as três últimas letras e se tornaram Sport,para não serem associados com o Sporting. Rebatizados como Punto e Seicento Sport, deixou de afastar torcedores de outros times. Aqui tivemos o SP-2, referência a São Paulo. A cidade, não o time.

MERCEDES-BENZ VITO


O furgão comercial da Mercedes teve de mudar de nome na Suécia, onde Vito se refere ao órgão sexual feminino.

CHANA


Nome de uma marca chinesa que fabrica veículos comerciais leves, teve de mudar de nome aqui no Brasil, passando a se chamar Changan. É que chana (ou xana) tinha o mesmo problema que o Hyundai Kona teria em Portugal.

KIA PICANTO


A associação do seu nome com um termo usado para designar o orgão sexual masculino sempre foi motivo da chacota aqui no mercado brasileiro Apesar das brincadeiras, o Picanto mostrou que tamanho não é documento (sem trocadilho).

CITRÖEN PICASSO


Batizados para honrar a memória do genial pintor espanhol, as minivans da marca francesa foram fabricadas e vendidas no Brasil, mudando de nome depois para C3, C4 e Xsara. É que picasso também remete para um orgão sexual masculino avantajado, e esse nome associado ao modelo aumentava ainda mais o potencial para todo o tipo de trocadilhos. Mais ou menos o que aconteceria com o Chevrolet Epica…

HONDA FITTA


Fitta era o nome originalmente pensado para o pequeno Honda Fit (ou Jazz, em alguns mercados). O rebatismo justificou-se na Europa, por causa dos mercados escandinavos, onde fitta é o nome que se dá ao órgão sexual feminino. Até porque, a campanha de lançamento se revelou terreno fértil para piadas, ao anunciar o modelo como “pequeno por fora, mas grande por dentro”… Nos Estados Unidos e Brasil, onde as línguas deram outro sentido ao nome original, o pequeno Honda Fit manteve alguma ligação com o nome inicialmente pensado, agora em versão  abreviada de “fitness”..


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