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Escândalo VW: ultimato na Califórnia e recall na Austrália

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A crise do Grupo Volkswagen está dando a volta ao mundo e já chegou à Austrália. A marca terá de fazer o recall de aproximadamente 100 mil carros equipados com motores a diesel naquele país, consequência da fraude adotada para fraudar os testes de emissão de poluentes.

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De acordo com o noticiado pela agência “Reuters”, mais de 60% das unidades que enfrentaram recall na Austrália são de veículos comerciais leves da Volkswagen; há ainda 5 mil carros da subsidiária tcheca Skoda envolvidos.

E não é só. Nos Estados Unidos as autoridades da Califórnia estabeleceram prazo até o próximo dia 20 de novembro para que a Volkswagen divulgue como vai reparar as unidades com motor a diesel envolvidas na fraude. A California um dos maiores mercados da Volkswagen nos Estados Unidos, e também de outras marcas que apostaram em motorizações alternativas, como híbridos, elétricos e diesel para se enquadrar nos índices de consumo e emissões exigidos. Com o escândalo, não só a imagem da Volkswagen está arrasada, mas de outros fabricantes suspeitos de também adotar a fraude.

Aturdida, a Volkswagen já havia anunciado que não iniciaria qualquer recall dos modelos antes de janeiro de 2016, prazo válido para os Estados Unidos e Europa, e que nos Estados Unidos o reparo dos carros não seriam terminados antes de 2017. Isso desagradou profundamente os membros da comissão que avalia a qualidade do ar na Califórnia. Para eles é inadmissível o que a Volkswagen fez, e mais inadmissível ainda continuar emitindo poluentes.

O ultimato vindo da California coincide com os 45 dias desde que o Grupo Volkswagen admitiu a fraude ligada aos seus motores a diesel e se comprometeu a fazer ajustes e a reparar danos a governos e consumidores. Além disso, a California já avisou que começará a avaliar também modelos da marca com motor a gasolina, para saber se esse ou outros dispositivos que fraudam índices de poluição estão instalado também nestas unidades. Caso positivo, poderá ser o fim das atividades da marca não só nos Estados Unidos, mas também em nível global.

Além da troca de seus executivos mais importantes, a Volkswagen admitiu que até 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo podem estar afetados pela fraude (cerca de 500 mil nos Estados Unidos) e que o total de gastos com reparos, indenizações e multas pode passar dos US$ 20 bilhões. Ainda a ser apurada a situação da pickup Amarok no Brasil e da Bosch, fornecedora do equipamento.


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