Classic Cars

Ferrari 250 GT Coupe 1960: rara e quase perdida

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“Barn Find das galáxias”. Sim, eles existem. Um bom exemplo disso você vai conhecer a seguir. A Pinin Farina, que lá nos anos 1950 era assim grafado, produziu entre 1958 e 1960 exatos 353 exemplares da Ferrari 250 GT Coupe, sendo este o primeiro modelo que representava a expansão da Ferrari, o carro com maior produção até então e feito com a ajuda da encarroçadora italiana. Essa colaboração direta e próxima, entre a Pinin Farina e a Ferrari durou décadas.

por Marcos Cesar Silva


No último ano de produção (1960), a 250 GT recebeu alguns melhoramentos importantes, sendo conhecida como Serie II. Trazia freios a disco para melhorar a capacidade de frenagem e, em nível estético, a grade foi modificada e as lanternas traseiras trocadas.


Como não poderia deixar de ser, estavam todos equipados com o motor “Colombo” V12, neste caso o Tipo 128, de 3,0 litros de cilindrada, três carburadores Weber 36DCZ3 e potência máxima de 240 cv. Acoplado ao motor estava uma caixa de câmbio manual de quatro velocidades, que manda a potência para as rodas traseiras.

O motor Ferrari Colombo era um V12 a 60 graus, movido a gasolina, arrefecido a água e carburado, projetado por Gioacchino Colombo e produzido em inúmeras aplicações pela marca italiana entre 1947 e 1988. O primeiro motor caseiro da fabricante, seu sucessor direto, foi o Lampredi V12, que sobreviveu até 1959.

Colombo, que já havia projetado motores Alfa Romeo para Enzo Ferrari, colocou os cilindros a 90 mm de distância, permitindo uma expansão significativa quando necessário. Os deslocamentos variaram desde os 1.497 cm3 de estreia (1,5 litros) que impulsionou a 125S, até as unidades de 4.943 cm3(4,9 litros) na 412 de 1986. Atualizações significativas foram feitas em 1963 para a série 330, apresentando um bloco redesenhado com espaçamento de cilindros mais largo, de 94 mm.

Enzo Ferrari sempre admirou os motores V12 da Packard, Auto Union e Alfa Romeo (onde foi aplicado por muito tempo), mas seu primeiro carro, o Auto Avio Costruzioni 815, de1940, usava um motor Fiat derivado do oito cilindros em linha. O desenvolvimento do motor V12 Colombo continuou muito tempo depois de Colombo ter sido substituído por Aurelio Lampredi como projetista de motores da empresa. Embora o Lampredi V12 tenha sido um impulso para a empresa, foi o motor de Colombo que levou a Ferrari para o destaque dos automóveis de alto desempenho durante as décadas de 1950 e 1960.


Presente nesta matéria está um desses 353 raros exemplares, sendo um pouco mais especial do que os demais, pois além de ser do último ano de produção foi adquirido novo por Carlo Abarth e recebido a placa TO 316142. Em 1966 este automóvel foi levado para os Estados Unidos e, por uma razão qualquer perdida na história, passou os últimos 52 anos fechado numa garagem. E agora foi encontrado Atualmente está à venda no eBay por US$ 367.500. Uma pechincha, já que esse modelo restaurado e em plena forma pode chegar fácil a US$ 1,5 milhão.

O protótipo, de 1956.

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