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No capô: 16 mascotes que fizeram história

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Quando surgiram, no final dos anos 1800, todos os automóveis com motores de combustão e arrefecido a água tinham o radiador exposto. O circuito de liquido de arrefecimento era aberto e não-pressurizado, e dependia de controlar o ponto de ebulição da água para ser eficiente.


 
Numa outra fase, os fabricantes começaram a montar, na tampa do radiador, marcadores de temperatura a mercúrio, que tinham de ser visíveis pelo motorista. Com o passar dos anos e do avanço da tecnologia, estes mostradores passaram para o interior dos carros, onde estão até hoje, deixando livre um espaço que, pelos padrões da época, era importante e de enorme visibilidade. A personalização, pelo menos entre os construtores, logo começou, e assim nasceram os enfeites, chamados de mascotes de radiadores.
 
Algumas marcas usavam sempre a mesma figura, outras tinham mascotes específicos para alguns modelos, outras só usavam em modelos de mais prestígio. Havia ainda clientes que tinham o seu própria mascote, mas esta é outra história, tal a quantidade e variedade.

Os mascotes foram muito populares entre os anos 1920 e a década de 1950. A partir daí, entraram em vigor uma serie de normas de segurança que praticamente decretaram o final destes interessantes itens, com bem poucos sobrevivendo nos dias de hoje. Afinal, alguns são verdadeiras armas apontadas para os pedestres em caso de atropelamento.

AUTO&TÉCNICA traz uma seleção de 16 interessantes mascotes, algunss ainda atuais, outros que ficaram para a história:

1) Bentley

 O “B” alado foi utilizado pela primeira vez em 1919. O “B” simboliza a marca e, as asas, a velocidade que deu notoriedade à marca.
 

2) Bugatti 

O Elefante, criado por Rembrandt Bugatti, foi usado exclusivamente no Type 41, mais conhecido por Royale. Mesmo assim, ainda hoje é considerado um dos símbolos da marca.
 

3) Buick

“The Goddess” (“A Deusa”), dizem que simboliza a famosa dançarina Isadora Duncan, que faleceu em 1927. Não sabemos se é verdade, mas a figura aparece nua, envolta em uma echarpe, detalhe que lembra sua morte trágica. Na noite de 14 de setembro de 1927, em Nice, na França, Isadora era passageira no Amilcar CGSS de Benoît Falchetto e usava uma longa echarpe, pintada à mão, criada pelo artista russo Roman Chatov, presente dado por sua amiga Mary Desti. Mary ainda aconselhou que Isadora usasse um casaco, já que andaria em um carro conversível, mas Isadora queria usar apenas a echarpe. Num bizarro acidente, a longa echarpe, enrolada em seu pescoço, ficou presa nas rodas do veículo, puxando-a para fora do carro e quebrando seu pescoço. Isadora ainda foi levada ao hospital, mas chegou morta.
 

4) Cadillac 

“The Heron”, ou “a Garça”, não deve ser confundida com outro mascote, que veremos mais adiante. A Garça é um dos mascotes mais delicados já usado. A altura das asas chegava a 15 cm acima do capô do motor. Foi usado nos modelos LaSalle e Cadillac, como o célebre V16.
 

5) Hispano-Suiza 

“La Cigogne”. Depois da Primeira Guerra Mundial, foi adotado o símbolo da famosa “Esquadrilha das Cegonhas”, para a qual a Hispano fornecia os motores do SPAD, o famoso caça. Provavelmente o mascote mais elegante de todos os tempos.
 

6) Isotta-Fraschini 

“Spirit of Triumph”. Embora a Isotta não fosse a proprietária deste mascote, ele era montado nos automóveis da marca exportados para os Estados Unidos. Desenhada por F. Bazin, influenciou o desenho de muitos outros mascotes, como o utilizado pela Packard.
 

7) Jaguar

“The Leaping Cat”. Inicialmente produzido como um acessório, rapidamente de tornou obrigatório para qualquer Jaguar. Foi proibida na Europa nos anos de 1970, embora pudesse ser adquirido nos Estados Unidos e instalado posteriormente.
 

8) Mercedes-Benz 

Mais sóbrio, impossível. A “Estrela de três pontas” é talvez o mais conhecido e identificável de todos os mascotes. Cada ponta simboliza a presença da marca na terra, ar e água.
 

9) Packard

“Goddess of Speed”. A Deusa da Velocidade teve seu desenho influenciado pelo desenho de Bazin, adotado pela Isotta-Fraschini. O nome deste mascote explica tudo.

10) Peugeot

 

Jornal dos Clássicos - As 15 mascotes de automóveis mais emblemáticas

Utilizada no 403, era uma representação estilizada do símbolo da marca, o leão.
 

11) Pierce-Arrow 

 

 

Mascote 1933 Pierce-Arrow Twelve Convertible Coupe Roadster (1242)


“The Archer”. O Arqueiro, desenhado por Herbert Dawley em 1928, foi utilizado em outras versões mais estilizadas até 1938.
 

12) Pontiac

“Chief Pontiac” – Com inspiração na historia norte-americana, este mascote recebeu o nome do chefe índio Pontiac, da tribo de Ottawa. Várias versões foram produzidas de 1926 até 1955. Talvez o mascote mais marcante usada em carros norte-americanos.
 

13) Duesenberg 

O “Duesenbird” era um desenho Art Déco muito simples, mas eficaz, que projetava a velocidade nos carros mais exclusivos, caros e mais rápidos da era da Depressão, nos Estados Unidos.
 

14) Rolls-Royce 

“Spirit of Ecstasy” é o mais celebre de todos os mascotes. Dizem que foi inspirado na secretária de Lord Montagu, editor da revista “The Car Illustrated”. O desenho original foi modificado para ser usado pela Rolls-Royce, apesar de Henry Royce nunca ter aprovado por achar que não beneficiava em nada o produto final. Ele raramente era visto dirigindo um dos seus automóveis adornados com este mascote.
 

15) Voisin

“La Cocotte” – Para Gabriel Voisin, um homem com princípios de desenho racional, não faria qualquer sentido colocar uma ave em tamanho natural na tampa do radiador. No entanto, era inevitável. Mascotes eram a moda na época, e os proprietários colocavam todos os tipos de animais, santos e figuras mitológicas nos seus automóveis. Para evitar o pior, Voisin não teve alternativa senão fazer o seu próprio mascote. Os seus sentimentos por este ornamento estão bem refletidos no nome escolhido: nada tão poético como “Spirit of Ecstasy” mas sim “La Cocotte”. Palavra francesa para “frango” ou (sinônimo na época) “prostituta”. Esta pequena prostituta tinha cerca de 23 centímetros de altura (embora variassem em tamanho) e era feita de alguns pedaços de alumínio e rebites.

16 – TRI CHEVY

Os Chevrolet 1955, 1956 e 1957, conhecidos genericamente como Bel Air (que na verdade era a versão de luxo da série, composta ainda por 150 e 210), também traziam seus mascotes. Os de 1955 e 1956 -aviões estilizados- eram praticamente iguais; já em 1957, eram duas turbinas no capô, reflexo da obsessão dos americanos pelos temas aeroespaciais.


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