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RIP TATA Nano, o carro mais barato do mundo

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O carro mais barato do mundo acabou de desencarnar. O TATA Nano nasceu na Índia para tentar convencer as famílias menos afortunadas de que elas poderiam ter um carro por pouco mais do que o preço de uma simples motocicleta, para poder viajar com maior segurança protegido do frio e da chuva. A ideia era boa, embora a maioria do público-alvo não gostasse. Custava cerca de US$ 2,5 mil. Seu lançamento oficial ocorreu em 10 de janeiro de 2008, mas começou a ser vendido no dia 23 de março de 2009.

Aquela que deveria ter sido uma super-venda não alcançou as previsões por causa da imagem de veículo muito barato, que em vez de melhorar o status social só o fez piorar. Curiosamente, o Nano acabou nas garagens de muitas casas para atender as necessidades de segundo e até terceiro veículo da casa.

Durante anos, a TATA Motors tentou modificar a fórmula, adicionando mais equipamentos , melhorando sua aparência e até mesmo lançando séries especiais atraentes, mas em nenhum caso as unidades planejadas foram vendidas. A sua fabricação também não foi nada tranquila, com muitos funcionários reclamando de baixos salários.

Apesar de todas as coisas ruins que aconteceram ao redor do Nano, este carrinho urbano (motor traseiro de dois cilindros, bloco de alumínio, 623 cm3, 33 cv, quatro marchas e consumo médio de 22 km/litro) foi um carro mais ou menos lucrativo para a fábrica. Ou melhor, não deu prejuízo para o fabricante. A ideia de torná-lo barato era excelente, mas não deveriam ter sido feita economia tanto em segurança como em conforto, além de esquecer certos detalhes nas versões básicas que tornavam o Nano pouco mais do que invendável .

 

Existiram planos de trazer o TATA Nano para o Brasil ou mesmo Europa, embora durante os primeiros anos a possibilidade de lançar uma edição melhorada estivesse em estudo. Os custos necessários para adequá-lo às normas de segurança e eficiência de cada mercado, além da necessária melhoria na qualidade e equipamentos, inviabilizaram. Acabou exportado para outros países asiáticos, embora em nenhum caso foi um sucesso.

Uma coisa é certa: hoje seria um sucesso no Brasil. Ou mesmo serviria de base para um carrinho elétrico.

 


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