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Top 20: os muscle cars mais impressionantes da GM

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Embora a General Motors tenha desistido nos Estados Unidos todas as atividades do automobilismo em 1963 e não estivesse oficialmente apostando o mercado de carros de alto desempenho, a empresa apresentou alguns dos melhores e mais memoráveis ​​muscle cars já feitos. Na verdade, a GM até fez o primeiro muscle car, em 1949, quase por acaso. É por isso que AUTO&TÉCNICA fez a lista dos melhores muscle cars clássicos da empresa, onde lembramos de alguns dos modelos mais interessantes da Buick, Chevrolet, Oldsmobile e, especialmente, da Pontiac.

1. Oldsmobile Rocket 88
Para o modelo de 1949, a Oldsmobile apresentou duas coisas muito importantes -a série 88 e um novíssimo motor 303V8 chamado Rocket V8, ambos muito importantes na história da Oldsmobile. O modelo 88 era relativamente leve e compacto, e o Rocket V8 era considerado um motor excelente, com um carburador bijet  e 135 cv  de potência. A combinação de carroceria leve e motor potente na forma do Oldsmobile 88 1949 foi, indiscutivelmente, o primeiro muscle car de Detroit.

O Olds 88 1949 fez grande sucesso, não apenas com os clientes, mas também nas pistas de corrida. Venceu seis de nove corridas da NASCAR naquele ano e também se mostrou competitivo nas arrancadas. O carro foi o tema de uma das primeiras músicas de rock and roll já feitas, chamada “Rocket 88”, do Kings of Rhythm. Tudo isso faz com que este carro seja extremamente importante, não apenas na história automotiva, mas também na história do rock.

2. Chevrolet Bel Air “Fuelie”
Desde a introdução do lendário modelo Bel Air V8 1955, a Chevrolet melhorou a calibragem, aumentou a potência e criou carros mais rápidos. Mas, em 1957, a Chevy apresentou a opção de motor mais avançada de todos os fabricantes de carros americanos na época: equipado com injeção de combustível.

Oferecido como um “pacote” de desempenho para o Bel Air, o “Fuelie” consistia em um sistema de alimentação especial por injeção de combustível, que substituía os carburadores. O motor 283V8 tinha versões de até 270 cv, com escapamentos duplos, mas 283 cv com injeção de combustível. Apesar da pequena diferença de 13 cv, a opção de injeção de combustível forneceu mais potência e foi mais eficiente do que a alimentação por carburador.

3. Chevrolet Impala SS 409
O “pacote” SS (Super Sport) tem seu lugar na história dos muscle cars como um modelo muito importante, que popularizou o alto desempenho para o público em geral. Este foi um dos primeiros automóveis de alto desempenho que eram relativamente acessíveis e muito rápidos. Tudo começou quando a Chevrolet decidiu transformar seu motor 409 de caminhão para uso em carros de passeio, e descobriu que era muito potente e que poderia superar todos os outros carros nas ruas. Apenas com leves modificações no motor, ele poderia produzir até 409 cv, o suficiente para acelerar o Impala de zero a 100 km/h em seis segundos.

No momento, esse era o território do Corvette. Então, como uma novidade de meio do ano, a Chevrolet apresentou o “pacote” SS, que tinha assentos dianteiros separados, acessórios esportivos e outros detalhes, e veio com o motor 348V8 com 350 cv. No entanto, a opção mais interessante foi o 409V8 com 409 cv, se você optasse pelo quadrijet.
Curiosamente, a opção 409 estava disponível para todos os modelos de tamanho grande da Chevrolet em 1961, por isso era possível que este motor fosse instalado em sedãs e wagons simples. Hoje, como esperado, o Impala SS 409 1961 é um dos carros mais valiosos da história dos muscle cars da Chevrolet. O grupo Beach Boys gravou uma música chamada “409”…

4. Pontiac Catalina 421
Em 1962, a melhor arma da Pontiac era o Catalina, um cupê de duas portas, grande, que vinha de fábrica com o já potente motor 389V8. Os Catalina movidos com o 389 eram considerados carros fantásticos, com desempenho muito bom e, quando equipados com a famosa configuração “Three Power”, o Catalina 389 podia entregar 348 cv.

Mas para aqueles que queriam mais, a Pontiac ofereceu  motor 421V8 com dois carburadores quadrijets e 405 cv. Esses carros realmente eram verdadeiros modelos de corrida e se tornaram ótima base para os pilotos da Pontiac do início dos anos 1960, que dominaram o campeonato NHRA nos primeiros dias.

5. Oldsmobile Jetfire
O Oldsmobile Jetfire é um modelo muito importante para a história do automóvel, mas que infelizmente nunca recebeu o respeito que merecia. Este foi o primeiro carro de passageiros com compressor junto com o Chevrolet Corvair Monza. No entanto, o sistema da Oldsmobile era muito mais complexo e eficiente do que o da Chevrolet e merece uma análise mais detalhada.

No início dos anos 1960, a Oldsmobile era conhecida como uma empresa inovadora que nunca teve medo de introduzir novos sistemas em seus carros. Naquela época, as várias divisões da GM competiam entre si, tentando apresentar algo novo e melhor que os concorrentes. A Oldsmobile decidiu turbinar seus produtos com a nova tecnologia que queria aperfeiçoar.

Os engenheiros pegaram o compacto modelo F-85 e mantiveram seu pequeno motor 215V8 de 185 cv, e deu-lhe um sistema totalmente novo de alimentação, que incluía um turbocompressor Garett e um tanque especial chamado “Turbo Rocket Fuel” que consistia em água destilada. metanol e uma mistura de inibidor de corrosão que era injetada na mistura ar/combustível para evitar a detonação.

Isso era necessário, pois naqueles dias os turbocompressores eram muito primitivos e propensos à detonação ou pré-ignição, o que poderia arruinar o motor. Para os padrões daqueles tempos, o Jetfire V8 era tecnologia de ponta e, inicialmente, o mercado estava muito interessado. O novo V8 tinha 215 cv, ou 1 cv por polegada cúbica, tornando-o um dos melhores carros de alto desempenho do mercado. Com o tempo de 8 segundos na aceleração de zero a 100 km/h, era quase tão rápido quanto o Corvette.

No entanto, o Jetfire teve problemas desde o início e podemos afirmar com segurança que a maioria dos problemas estava relacionada com o proprietário. As pessoas elogiaram a entrega de potência e torque do novo modelo Jetfire, mas eles não estavam acostumados a procedimentos operacionais exigidos por um motor turbo. Por exemplo, a maioria dos proprietários esquecia de encher o tanque “Turbo Rocket Fuel” com água destilada, metanol e inibidor de corrosão, o que causava perda de potência e até quebras do motor a longo prazo. Rapidamente, o Jetfire ganhou reputação muito ruim, apesar dos elogios da imprensa especializadas.

Depois de apenas dois anos e cerca de 10.000 exemplares produzidos, a Oldsmobile decidiu aposentar a tecnologia do carro e do turbocompressor. O Jetfire foi logo esquecido e apenas alguns entusiastas se lembram dos potntes Oldsmobile de 1962 e 1963.

6. Pontiac Tempest GTO
No início dos anos 1960, a Pontiac teve muito sucesso nas pistas de arrancada por toda a América e, pouco a pouco, o quesito desempenho se tornou poderosa ferramenta de marketing, pois a nova geração de compradores queria carros potentes e rápidos. A Pontiac queria capitalizar seu sucesso, mas a GM estava relutante em investir em um carro esportivo construído do zero, e todos os seus modelos de produção eram veículos grandes e pesados. No entanto, um jovem engenheiro chamado John Z. DeLorean teve uma ideia genial. Instalou um 396V8 -grande e potente- em uma carroceria de duas portas leve, do médio Tempest, e assim criou uma máquina de desempenho assustador de maneira fácil e barata.

O resultado foi o Tempest GTO, como era chamado, uma opção do Tempest. Por apenas US $ 295 a mais, os compradores obteriam um 396V8 de alto desempenho, com 325 cv, no formato Tri-Power, ou 348 cv. Transmissão manual, emblemas GTO e escapamentos duplos faziam parte do “pacote”.

Como o carro era leve, o Tempest GTO teve desempenho bastante convincente e, em 1964, era um dos carros americanos mais rápidos do mercado. Mesmo os donos do Corvette não estavam a salvo dos Tempest GTOs, que estavam à espreita em semáforos de todo os Estados Unidos.

7. Buick Riviera GS
O Buick Riviera foi apresentado em 1963 e, de imediato, se tornou um dos carros mais interessantes do mercado americano na época. A combinação de estilo elegante e moderno, interior sofisticado e um potente motor Buick fez do Riviera um best-seller instantâneo e o primeiro verdadeiro concorrente do Ford Thunderbird. Mas a Buick queria mais, e assim a empresa apresentou o Riviera Gran Sport (ou GS) em 1965.

O carro apresentava suspensão recalibrada, motor 425V8 e uma série de outras melhorias. Nesta versão, o Rivera era um automóvel de classe mundial, com 360 cv e tempos de aceleração de 0-100 km/h em 7,9 segundos, melhor do que a maioria dos carros esportivos do mercado. O Riviera, como modelo,, permaneceu em produção até 1993, mas as três primeiras gerações, especialmente as versões GS, continuaram sendo as mais procuradas, como alguns dos melhores muscle cars de luxo já produzidos em Detroit.

8. Chevrolet Chevelle Z16
O que exatamente é o Chevelle Z16? Basicamente, é um Chevelle normal, mas totalmente carregado com todas as opções para alo desempenho, como motor 396V8 com caixa de câmbio Muncie de quatro marchas e suspensão reforçada. Mesmo alguns concessionários não sabiam que esta opção existia, e a Chevrolet recusou-se a comercializar o Z16 por algum motivo, fazendo com que este tipo de Chevelle se tornasse muito raro.

9. Pontiac Catalina 2 + 2
Em meados dos anos 1960, o Pontiac GTO era o carro dos sonhos de quem gostava de acelerar, já que estava na vanguarda do novo e excitante movimento dos muscle cars. Com seu ótimo desempenho, motor potente e belo estilo, o GTO era o carro perfeito para aquele momento. Mas, não foi a única máquina de desempenho das galáxias vinda da Pontiac e, em 1965, havia outro exemplo de muscle car puro na forma do Catalina 2 + 2. Por trás desse nome estranho escondia-se um modelo Catalina, disponível como cupê ou conversível, mas com um toque de desempenho esportivo.

O Catalina era um modelo médio que vendia bem, mas na forma 2 + 2, foi transformado num verdadeiro Gran Turismo, com interior de luxo e motor que cuspia fogo. Como a Catalina era um modelo de médio para grande, era elegível para motores com mais de 400 pol3, de acordo com as regras da GM da época. Isto significou que o Catalina 2 + 2 era equipado com o famoso 421V8 e, se você quisesse, poderia adquirir o sistema de admissão Tri-Power, o mesmo do GTO, que elevava a potência para 376 cv.

Mas não era só. Os compradores poderiam encomendar diferenciais  com diferentes relações e autoblocante, direção e freios recalibrados, tornando o Catalina 2 + 2 num carro muito bem equipado, mas também muito caro. O topo da linha 2 + 2 custava mais de US $ 4.000, uma quantia considerável e muito mais caro que o GTO, similarmente equipado, por exemplo. No entanto, a Pontiac produziu cerca de 11.000 desses em 1965, dos quais apenas cerca de 200 conversíveis.

10. Oldsmobile 442 W30
Introduzido em 1964, o 4-4-2 (ou 442, de quádruplo carburador, quatro marchas e duas saídas de escapamento) recebeu uma atualização leve para o ano-modelo 1966 e mais 5 cv, o que significava que o 400V8 produzia 350 cv de potência. Estes números colocaram o Oldsmobile entre os mais potentes muscle cars de Detroit na época. Mas o modelo mais interessante foi o W-30.

Se você optasse pelo W-30, receberia um ram air system, sistema de indução forçada de ar, com tubos que iam do pára-choque dianteiro até os carburadores, cabeçotes especiais e algumas outras opções de perfomance. É claro que, sendo um pouco conservador, a Oldsmobile não colocou adesivos ou letreiros chamativos gráficos no carro, então o W-30, que era significativamente mais rápido que o modelo normal, parecia o mesmo. Mesmo que o preço do “pacote” W-30 não fosse alto, as pessoas de alguma forma ignoraram esse modelo e só fizeram 54 encomendas dele. Esta é uma porcentagem muito pequena dentro dos mais de 20.000 442 construídos para  1966.

11. Chevrolet Camaro Z/28
Apesar do fato de que o Z/28 1967 não foi o mais potente Camaro disponível, foi de longe a melhor escolha em termos de direção, freios e dirigibilidade em geral. Se o SS 350 e o SS 396 fossem carros puros e com grandes motores e que soltavam um monte de fumaça dos pneus traseiros, o Z/28 era praticamente um carro de pista pronto para lidar com a maioria dos desafios.

O Z/28 incluia freios a disco dianteiros, transmissão manual de quatro marchas com relação final curta, suspensão e direção recalibradas, detalhes de acabamento externo como faixas decorativas, teto de vinil e coberturas de faróis, mas o que interessava mesmo estava sob o capô. Todo seu poder vinha do motor 5.0V8 com 290 cv. Este motor provou ser ideal para o Z/28, e dava desempenho emocionante ao carro, mantendo o baixo peso e agiidade. Os Mustang não tinham uma versão nesse nível, e o Z/28 era uma oferta única.

12. Pontiac Firebird 400
Quando o Firebird foi apresentado pela primeira vez, causou grande agitação entre os compradores amantes de carros de alto desempenho nos Estados Unidos. Era um cupê bonito, com base na carroceria do Camaro e uma longa lista de opcionais, além de um dos maiores motores que você poderia adquirir em um ponny car: o 400V8 da Pontiac.

No final dos anos 1960, a GM tinha uma regra bem razoável que proibia seus fabricantes de produzir carros com mais de 1 cv para cada 10 libras (4,53 kg) do peso do carro. Essa regra visava impedir os fabricantes de colocarem nas ruas modelos insanos, e todas as marcas da GM precisavam seguir isso. A única exceção foi o Corvette.

Em 1968, a Pontiac apresentou o novo Firebird com motor 400V8, de 320 cv. Imediatamente após o lançamemento, os fãs de carros musculosos estavam perguntando à fábrica por que o novo motor 400V8 no Firebird tinha apenas 320 cv, enquanto o mesmo motor 400V8 no GTO entregava 366 cv. A Pontiac não respondeu, mas logo a resposta veio dos escritórios da fábrica. O novo Firebird 400 pesava 3300 libras. Então, para torná-lo elegível para a regra da GM (1 cv/10 libras), a Pontiac teve que acomodar o 400V8 em 320 cv.

13. Pontiac GTO “The Judge”

Os muscle cars começaram como carros de alto desempenho e preço acessível, com muita potência e ao alcance de todos. No entanto, devido à alta demanda, alguns modelos começaram a ficar cada vez mais caros, e logo houve a necessidade de um muscle car outra vez acessível ao público jovem, que queria um carro rápido, mas não podiam pagar muito por ele.

O Plymouth Roadrunner foi um exemplo perfeito desse tipo de modelo. Era barato, divertido e rápido. A Pontiac queria um carro semelhante e, em 1969, a empresa apresentou o GTO “The Judge”. O “Judge” se tornou uma legenda por si só, primeiro porque tirou o nome de um popular programa de TV e, segundo, porque era um muscle car laranja, com um grande aerofólio e adesivos  “The Judge” por toda parte. Esse GTO não foi lento nem com 366 cv e transmissão de quatro velocidades. Disponível de 1969 a 1971, o “juiz” sempre representou um modelo top de linha, o que o torna muito desejável hoje.

14. Chevrolet Camaro SS 350

Em 1969, a guerra por mais e mais cvs estava em pleno andamento, e a Chevrolet preparou o Camaro para essa briga, com as novas versões Z/28 e SS. O SS 396 foi o modelo musculoso top de linha com 325 cv nas versões anteriores e até 375 cv para 1969, mas o modelo mais equilibrado e quase igualmente rápido foi o SS 350.

O SS 350 era um carro popular, equipado com todos os mimos da Chevrolet “go fast” e o venerável motor 350V8 produzindo 300 cv. Com faixas decorativas, teto de vinil opcional e muitos extras, o SS 350 foi um dos melhores ponny cars de seu tempo, com desempenho animado, boa dirigibilidade e visual perfeito. Hoje, é um dos Camaro clássicos mais desejados e peça muito procurada na história da Chevrolet.

15. Buick GSX

O ano de 1970 foi um divisor de águas para os modelos americanos de musculosos e de alto desempenho, já que nunca existiu tantos carros excelentes disponíveis. Apoiado por vendas constantes e grande aceitação de seus muscle cars, a Buick decidiu introduzir um dos melhores muscle na forma do raro Buick GSX.

GSX significava Gran Sport Experimental e era, de fato, o “pacote” de desempenho Gran Sport com Stage 1 atualizado visualmente. O GSX estreou em 1970 com visual agressivo, incomum nos produtos Buick. Ele estava disponível em duas cores -Saturn Yellow e Apollo White- com asas dianteira e traseira, tomadas de ar funcionais, faixas laterais e rodas Rally.

A potência foi a mesma (345 cv) e, devido ao fato de que o Buick 455 era significativamente mais leve que o Chevelle 454 ou o Hemi 426 da Plymouth, o GSX era constante vencedor em corridas de rua pelos Estados Unidos. No entanto, apesar de todas as qualidades do GSX e numerosos elogios da imprensa especializa, a Buick construiu menos de 700 exemplares. O “pacote” GSX adicionoava US$ 1.100 ao preço de um GS 455 normal, e isso provou ser muito caro para a maioria dos compradores. A opção GSX também estava disponível em 1971 e 1972, mas esses anos-modelo foram produzidos em números ainda menores.

16. Chevrolet Nova SS

O Nova era o carro compacto da Chevrolet, apresentado primeiro como Chevy II no início dos anos 1960. O modelo pequeno e de preço acessível  apenas um Chevelle ou Impala reduzido, mas até o final dos anos 1960, obteve credibilidade junto ao mercado. A combinação da carroceria leve do Nova e os potentes motores V8 tornaram o carrinho muito rápido. A Chevrolet apresentou as versões SS 350 e SS 396 em 1968 e 19699, que foram extremamente rápidas. O modelo de 1970 não foi alterado e ainda manteve o estilo clássico e dois potentes motores V8 como opção. Preparadores independentes, como Yenko, até ofereceram versões com o motor 427,  brutalmente rápidas.

17. Chevrolet Chevelle SS 454

O Chevrolet Chevelle sempre foi um muscle car muito popular e sua combinação de preço acessível, desenho agradável e motores potentes foi um sucesso entre os compradores. Para 1970, a Chevrolet oferecia uma linha expandida de motores, incluindo os famosos big blocks (blocos grandes) 454V8. A versão normal era chamada de LS5, muito potente, mas havia a versão LS6 ainda mais forte, instalada em apenas 3.700 carros. O LS6 tinha taxa de compressão de 11,25:1, usava um carburador com maior CFM e motor muito mais forte. Foi estimado em 450 cv,  mas é mais provável que tenha gerado mais de 500 cv.

18. Oldsmobile Rally 350

Em uma tentativa de combater a legislação cada vez mais rígida de emissão de poluentes, que estava destruindo a a categoria dos muscle cars, a Oldsmobile lançou uma versão pintada de amarelo, a Rally 350. Foi uma maneira inteligente de evitar altos prêmios de seguro com o menor mas ainda potente motor 350V8 de 310 cv.

Outros fabricantes lançaram modelos similares, mas a Oldsmobile é mais conhecida devido à sua aparência inconfundível e cor amarela. No entanto, o Rally 350 não foi um grande sucesso no mercado, apesar da engenharia inteligente e apenas 3547 exemplares foram construídos em 1970.

19. Pontiac Trans Am

A continuação do legendário Trans Am estava pronta para a estréia em 1970, segunda geração do maravilhoso modelo com ainda mais potência, novo desenho e detalhes. E mais desempenho, é claro. O Trans Am 1970 recebeu novos spoilers e defletores, esquema de cores, acabamento interno e várias versões, dependendo do sistema de indução Ram Air no motor 400V8. Se você tivesse o Ram Air III, teria o motor de 345 Hcv, mas se optasse pelo motor Ram Air IV, teria 370 cv, o que era um número considerável em 1970, garantia de desempenho brutal. O Trans Am também recebeu melhores freios e suspensão recalibrada,  o que transformava este cupê de carro muscle car em um esportivo bem sofisticado. Quem sabe o que os muscle cars teriam se tornado se não fosse a recessão e crise do petróleo do início dos anos 1970.

20. Chevrolet Monte Carlo SS

O primeiro Chevrolet Monte Carlo foi mostrado em 1970. Construído sobre a plataforma Chevelle modificada, o Monte Carlo era um belo cupê, com motores V8, interior agradável e desempenho decente. Apesar do fato de que a maioria do Monte Carlos era equipada com motores V8 menores e que foram comprados pelas pessoas concentradas no aspecto de luxo deste modelo, havia uma opção musculosa na forma do “pacote” SS 454. Esta versão foi uma verdadeira besta sobre rodas, com um monstruoso motor 7.4V8 de 7.4 de 360 cv e muito torque.

Por apenas US $ 420 acima do preço base, os compradores poderiam obter neste nível de acabamento o motor que transformava este cupê um tanto preguiçoso em um animal de verdade. No entanto, apenas 3.800 interessados optaram por isso, e o Monte Carlo SS 454 continua a ser um dos mais raros muscle cars de luxo já produzidos. A razão para um número tão baixo é bastante óbvia. A Chevrolet tinha alguns muscle cars em sua linha de modelos e os entusiastas se voltaram para Chevelle, Camaro ou Corvette em busca de melhor desempenho e aparência. Por outro lado, os compradores típicos de Monte Carlo preferiam conforto e luxo e a opção SS 454 foi esquecida pelo caminho, contribuindo para os números baixos de vendas que o transformaram numa absoluta raridade.

 


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