Classic Cars

Você sabia que… o Chevrolet Camaro quase foi batizado de Panther?

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O projeto XP-836 da Chevrolet, cujo desenvolvimento começou em agosto de 1964, foi pensado como um concorrente direto do Mustang, que estava nos planos da Ford, e criaria a nova base de desenho para a reestilização do Chevrolet II/Nova em 1968. O projeto também seria encarregado de colocar nas ruas dois novos motores V8. O primeiro foi o icônico 350V8, projetado exclusivamente para o novo Panther, bem como um 302V8.

por Ricardo Caruso

O mockup do Chevrolet Panther 1965…

O chefão da divisão Chevrolet na época, Pete Estes, odiava o nome Panther (Pantera) e radicalizou: criou um grupo chamado SEPAW (Society for the Elimination of Panthers from the Automotive World). Ele havia convidado por telegrama (claro, estamos em 1966…) 200 jornalistas de 14 cidades americanas para participar de uma teleconferência para apresentar o “Dossiê SEPAW”, um feito tecnológico na comunicação da época.

Elliot Marantette “Pete” Estes (07/01/1916 – 24/03/1988) foi um engenheiro automotivo e executivo norte-americano. Ele é mais conhecido como o décimo quinto presidente da General Motors, de 1974 a 1981. Mas antes já havia sido engenheiro-chefe da Pontiac, presidente da Divisão Pontiac e presidente da Divisão Chevrolet antes de se tornar vice-presidente executivo da General Motors em 1972. Um executivo de ponta.

Durante esta conferência, Pete Estes, marcou um encontro para o final de setembro com estes jornalistas para assistir ao lançamento do Chevrolet Panther. Quando chegou o dia combinado, cinco senhoras seguraram placas com as letras C-A-M-A-R nas mãos. Em seguida, o próprio Pete Estes subiu ao palco com a letra “O”. Foi assim que o Panther morreu e o Camaro nasceu. Derivado da expressão em inglês para “camaradagem”, o nome Camaro foi feito para ser amigável e agradável. E deu certo. O nome Panther também era muito bom, e acabou usado como Pantera (a tradução de Panther para o italiano, e também português…) pela De Tomaso de 1971 a 1982.

Segundo Bill Estes, proprietário das concessionárias que leva seu nome, localizadas em Indiana, a escolha do nome Camaro se deu assim: “Eu vim jantar uma noite, e era só minha mãe, meu pai e eu. Meus irmãos tinham ido para a escola, e meu pai tirou um pedaço de papel do bolso e disse: Temos que batizar esse carrinho novo que está saindo”. Ele tinha três nomes listados no papel e mostrou para minha mãe e para mim. Minha mãe gostou do nome Camaro que estava escrito e perguntou ao meu pai o que significava. Ele respondeu que significava algo como amizade, camaradagem, e ela disse: É isso. Esse é um nome perfeito! Meses se passaram até percebermos que o carro tinha sido lançado e se chamava Camaro, então foi assim que começou”.


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