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Chefão da VW quer mudanças nos testes de emissões

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Matthias Mueller, chefão do Grupo Volkswagen, quer que os testes de emissões de poluente na Europa sejam revistos, para diminuir a diferença entre os resultados em laboratório e na prática.

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O Grupo alemão, que em setembro 2015 admitiu ter fraudado cerca de 11 milhões de veículos para serem aprovados nos testes oficiais, inicia esta semana a resolução do problema atualizando o software dos automóveis afetados.

Em declarações citadas pela Automotive News, Mueller afirma que “as discrepâncias existentes na indústria automotiva entre os resultados em laboratório e nas ruas são intoleráveis”. E apela: “Nós, a indústria, temos de tomar um novo caminho”.

O chefão da Volkswagen tem se esforçado em reuniões com políticos e agências reguladoras para chegar a um entendimento capaz de recuperar a confiança na marca alemã: Mueller promete novos veículos mais “amigos do meio ambiente”, com a introdução de 20 novos modelos híbridos ou totalmente elétricos até 2020.

Na semana passada, outro chefão, desta vez da Renault, Carlos Ghosn, já tinha expressado a sua posição quanto à urgência em rever-se os testes de emissões.

Ghosn também afirmou que as agências reguladoras europeias precisam de rever as regras para os testes emissões, depois do escândalo da Volkswagen ter exposto as diferenças entre os testes de laboratório e o desempenho real nas ruas.

Os valores atuais de homologação são feitos em laboratório, estando a Comunidade Europeia ainda debatendo novos ciclos e valores de emissões poluentes e de consumos a serem aplicados nos próximos anos.

“A questão atual é a de saber o que é aceitável para as autoridades e esperamos que a Comissão Europeia nos esclareça quanto a isso”, afirmou o chefão para a Automotive News.

Tanto a Renault como as outras marcas fabricantes apoiam uma homologação de emissões e consumos mais realista, mas temem ao mesmo tempo que sejam demasiado restritivas e caras.

A Renault está sob pressão desde que foi divulgado que estava sofrendo investigação judicial, com as ações do grupo caindo nas Bolsas de Valores. Esta semana concordou em fazer o recall de 15.800 Captur para ajustes no sistema de emissões e ainda oferecer a 700 mil clientes atualização do software.

“Afirmamos desde o início e continuamos a afirmar: não há manipulação dos nossos sistemas de controle de emissões e todas as normas foram respeitadas”, afirmou Ghosn ao Bloomberg, durante o Forum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.


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