Como os carros elétricos podem quebrar -e logo- a OPEP

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Segundo os números agora divulgados na Europa, se os veículos elétricos continuarem a aumentar progressivamente a sua quota de mercado, em 2025 isso pode significa redução equivalente à produção do Irã, terceiro maior fornecedor mundial de petróleo.

A transição para os veículos elétricos já está causando preocupações nos membros da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo). Agora surgiu mais um dado para povoar os piores pesadelos deles: segundo as contas realizadas por um analista da Barclays, caso os modelos de emissões zero continuem a aumentar a sua quota no mercado mundial, e os motores de combustão continuem a tornar-se mais econômicos, isso poderá significar redução na produção de 3,5 milhões de barris de petróleo diários.

Um valor impressionante, e que corresponde praticamente ao total de petróleo extraído pelo terceiro maior produtor mundial, o Irã. Mas vai ser pior nos anos seguintes. Se em 2040 os veículos elétricos representarem 1/3 dos automóveis nas ruas, a quebra da OPEP será de 9 milhões de barris por dia. Ou seja, 90% do volume total atual daquele que é o maior produtor mundial, a Arábia Saudita.

Para esta situação deve ter também forte impacto o anúncio vindo de vários países sobre a progressiva abolição dos modelos a diesel, bem como o reforço da aposta, de praticamente todos os fabricantes, do desenvolvimento e introdução no mercado de veículos elétricos e híbridos.


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