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Dieselgate: executivos da VW Espanha podem ir para a cadeia

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Os executivos da Volkswagen na Espanha poderão enfrentar penas de prisão de até cinco anos e a marca está sujeita a multas de até US$ 800 milhões, devido ao escândalo em que se envolveu. A empresa é acusada de fraude e crimes contra o meio ambiente.
volkswagen-ap

Os responsáveis da Volkswagen na Espanha poderão ir para a cadeia por até cinco anos, e o grupo deverá ser obrigado a devolver US$ 120 milhões que recebeu em ajudas do plano Pive (plano de incentivos à compra de carros novos naquele país) para evitar o pagamento de multas de até seis vezes esse valor. A notícia vem do  jornal espanhol “El Economista”.

A procuradoria da Audiência Nacional espanhola considera que a Volkswagen cometeu, pelo menos, um crime de fraude, outro contra o meio ambiente e crime de fraude nas subvenções. Pretende, por isso, abrir processo penal e já exigiu ao ministério da Indústria que, assim que receba a lista dos veículos afetados, apresente “um relatório relativo ao montante das ajudas públicas concedidas para a aquisição de cada um”.

Segundo fontes do setor, citadas pelo “El Economista”, as oito edições do plano Pive permitiram, desde 2012, a subvenção de 890 mil veículos. Desse total, as marcas do grupo Volkswagen conseguiram benefícios para cerca de 100 mil veículos.

De acordo com a acusação de fraude do Ministério Público, os responsáveis do grupo podem ser condenados, com penas de prisão entre um e cinco anos, e multa de seis vezes o valor das ajudas recebidas, caso a empresa não devolva o dinheiro recebido, na íntegra.

Em Espanha existem mais de 680 mil veículos afetados pelo software fraudulento que adultera as emissões dos gases poluentes. O grupo alemão tem uma forte presença no mercado espanhol, por meio da Seat, estando previstos investimentos naquele país de US$ 4,5 bilhões. O Governo espanhol já assegurou que não haverá desinvestimento nos projetos anunciados.

No último final de semana, as autoridades francesas fizeram buscas nos escritórios do Grupo VW em Paris, tendo sido apreendido farto material. A França está investigando a Volkswagen por alegada “fraude agravada”.


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