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Escândalo VW: prejuízo pode chegar a US$ 85 bilhões

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Engenheiros do Grupo Volkswagen admitem ter manipulado as emissões de CO2.Vários engenheiros da marca reconheceram que criaram um dispositivo para alterar as emissões de maneira a cumprir os objetivos traçados pelo antigo CEO.

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Engenheiros da Volkswagen admitem ter manipulado os resultados das emissões de dióxido de carbono (CO2) para assim cumprir com as difíceis metas definidas pelo antigo chefão do Grupo. Em declarações à imprensa alemã, estes engenheiros reconhecem que a instalação do dispositivo fraudador em cerca de 11 milhões de carros foi a única forma de atingir os resultados de CO2 e NOx exigidos por Martin Winterkorn, que rapidamente se demitiu na sequência do “escândalo das emissões”. Entre 2013 e a setembro deste ano, estes engenheiros admitiram ter aumentado a pressão dos pneus e que misturaram diesel com o óleo lubrificante do motor, de forma a baixar o consumo. Durante o Salão de Genebra de 2012, Winterkorn disse que queria baixar as emissões de CO2 em torno de 30% até 2015.

Por enquanto, a Volkswagen apenas afirma que, no âmbito de uma investigação interna, os funcionários indicaram a existência de irregularidades nos dados dos consumos de combustível. E que ainda estaria acontecendo a averiguação de qual teria sido o método utilizado. A agência de notícias Reuters afirma que a administração do Grupo se reunirá para debater os mais recentes desenvolvimentos deste caso, que abalou a imagem do grupo alemão de maneira irremediável e que obrigará a um gasto enorme, em especial em indemnizações e intervenções técnicas (recalls).

O Automotive News Europe afirmou que a marca alemã terá prometido cobrir a diferença do valor dos impostos (IUC) que os seus clientes terão de pagar no futuro, com base nos novos valores de CO2 que serã0 homologados. Esta medida poderá, ainda assim, sair mais barata para a Volkswagen do que uma multa oficial. Isto pode significar aumento substancial nas despesas que a outrora séria empresa estimava gastar com estes casos. Alguns analistas falam em US$ 40 bilhões, mas o Credit Suisse estima o prejuízo do “dieselgate” em US$ 85 bilhões.


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