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Espertinha: VW acusada de fraude nos Estados Unidos

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A Volkswagen está sob suspeita de ter fraudado testes de emissões de motores diesel nos Estados Unidos. A marca alemã teria recorrido a um software que alterou testes de emissões de CO2. Em consequência disso, a Volkswagen terá suspensa a venda no mercado norte-americano dos modelos com motor 2.0 TDI.

2014-Volkswagen-Tiguan-TDI-engine

Após investigação do governo norte-americano, a EPA (agência de proteção ambiental) concluiu que a Volkswagen enganou as regras de medição das emissões de CO2 dos seus modelos diesel fabricados entre 2009 e 2015. Isso significa cerca de 482 mil unidades dos modelos da Volkswagen Passat, Jetta, Golf, Beetle, Golf SportWagen e o Audi A3 fora da lei. Alegadamente, a marca instalou nestes modelos um dispositivo dotado de software que permite detectar quando os testes estão sendo realizados, e nesse momento altera o gerenciamento do motor, reduzindo as emissões para o mínimo possível para passar na avaliação.

De acordo com a EPA, isto significa que os modelos envolvidos emitem valores de NOx entre 10 a 40 vezes acima do que é permitido pela lei nos Estados Unidos. O governo norte-americano, por conta disso, não pode emitir o  “certificado de conformidade” dos diesel 2.0 TDI que a Volkswagen comercializa atualmente, o que significa que não reúnem condições para serem comercializados.

Por seu lado, a Volkswagen já anunciou em comunicado -assinado pelo seu responsável máximo, Martin Winterkorn- a suspensão da comercialização dos modelos com motor de quatro cilindros 2.0 TDI (que sào entre 20 e 25% dos modelos vendidos nos Estados Unidos), até que este assunto esteja totalmente resolvido. Winterkorn formalizou o pedido de desculpas e já pediu uma investigação externa para averiguar o caso.

A EPA, por seu lado, diz que está neste momento investigando outras marcas, para verificar se têm motores diesel na mesma situação. A EPA diz que por causa desta violação da lei, a Volkswagen deverá ser multada em US$ 18 bilhões (cerca de US$ 35 mil por carro vendido). Em consequência deste caso, as ações da VW despencaram mais de 20%.

No Brasil uma montadora lançou há algum tempo mão de recurso semelhante. Ao ser aberto o capô para os testes de emissões, a luz de cortesia se acendia e esse era o sinal para a centralina alterar seu mapeamento. O teste era feito e o resultado surgia dentro dos parâmetros necessários. Ao fechar o capô, a luz se apagava e o gerenciamento voltava ao patamar normal.


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