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Sem dinheiro? Montadoras começam a fugir do Salão de São Paulo

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Sabe aquele seu cunhado que está numa pindaíba de dar dó, mas não perde a pose? As montadoras instaladas no Brasil, e em outros países, agem mais ou menos assim. Por conta disso, preferem deixar de lado o trabalho institucional -que serve para criar fidelidade à marca e encher se sonhos possíveis compradores- para partir unicamente para a busca obsessiva e muitas vezes histérica pelo lucro. Toyota e GM se juntam aos desistentes.

Não estão de todo erradas, pois o ciclo de vida do automóvel, como conhecemos, está chegando ao fim. Carros elétricos, híbridos e principalmente compartilhados, estão batendo à porta. Isso vai decretar o fim do negócio automotivo nos moldes aplicados hoje. E por conta disso, os Salões do Automóvel estão em plena decadência, para serem reinventados mais adiante.

A Toyota, por exemplo, por meio de seu presidente Rafael Chang, afirmou que a empresa não vai participar do Salão do Automóvel de São Paulo deste ano. A decisão também vale para a Lexus, divisão de luxo da fabricante japonesa. O executivo afirmou que a empresa vai explorar a mobilidade, com experiências direcionadas aos clientes. Isso mesmo sendo a sexta maior vendedora de carros do Brasil. Além dissom a empresa não teria nada de novo para mostrar no Salão, pois seu lançamento mais esperado, o SUV pequeno, só deve chegar em 2021.

 

Com a fuga da Toyota e Lexus, já são quatro as marcas que desistiram do Salão do Automóvel de 2020. BMW e Mini também afirmaram que não irão participar este ano do evento que é o maior do gênero na América Latina. O Salão de São Paulo já tinha registrado algumas baixas importantes em 2018, quando Peugeot, Citroën, Jaguar, Land Rover, Volvo e Jac Motors não estiveram no evento. Isso abriria maior espaço para as quatro marcas tradicionais GM, VW, Ford e Fiat) negociarem melhor e terem mais visibilidade; comenta-se que o custo para participar do Salão de SP ronde os R$ 5 milhões, o que para qualquer montadora não é um custo que assuste. A questão é que também a General Motors desistiu de participar do Salão, legando “estratégia de marketing” e foco nas operações digitais, que são muito mais baratas que as físicas.

E não é só aqui. O Salão de Detroit mudou de data para tentar enfrentar a concorrência dos Consumer Electronics Show, e o já esvaziado Salão de Frankfurt, talvez o mais tradicional e importante do setor, avisou que irá mudar de cidade na próxima edição, em 2021. Assim, a maior mostra do setor do no planeta deverá ir para Berlim, Munique ou Hamburgo. Na edição de 2019 (o Salão acontece de dois em dois anos), 12 marcas deixaram de participar, na comparação com o Salão de 2017.

 

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