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Bianchi: Marussia teve acidente semelhante em 2012

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Motor Racing - Formula One Testing - Test Three - Day 2 - Barcelona, Spain

Foram divulgados os primeiros dados de telemetria da volta de Jules Bianchi no GP do Japão, que revelam que o piloto francês estava a 213 km/h quando saiu da pista. Bianchi perdeu o controle do Marussia no mesmo local em que Adrian Sutil se acidentou uma volta antes, devido à enorme quantidade de água naquela área da pista japonesa.

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Naquele momento da corrida, entre as voltas 42 e 43, chovia mais intensamente, o que fez, inclusive, com que alguns pilotos se deslocassem para as boxes para trocar os pneus intermediários para os de chuva.

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Os dados apresentados foram recolhidos a partir do momento em que Sutil saiu da pista, o que aconteceu na volta 42. De imediato, o sistema começou a mostrar a zona em amarelo, indicando que os pilotos deveriam reduzir a velocidade. Neste primeiro momento, apenas o setor 8 aparece com bandeiras amarelas.

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Posteriormente, o gráfico indica que Bianchi seguia sozinho em pista, em 17º, cerca de 5s à frente do Caterham de Marcus Ericsson. Depois de completar a volta e passar pelo “S”, Bianchi chega novamente à zona do acidente e, ao fazer a curva para a esquerda, derrapa a 213 km/h. Nessa altura, todo o setor, desde a curva 7, já apresentava a cor amarela.

Para efeito de comparação, Ericsson, que surge logo depois, passa a 220 km/h e só começa a reduzir a velocidade depois de passar pela zona onde se encontrava o Sauber de Sutil. Pouco depois, aparece o colega de equipa de Bianchi na Marussia, o inglês Max Chilton, que atinge os 198 km/h e reduz a velocidade.

Bianchi, de 25 anos, foi imediatamente socorrido pela equipe médica do circuito e transportado de ambulância para o Hospital Geral de Mie, a aproximadamente 10 km do circuito. O piloto estava inconsciente, mas respirava sem assistência. No hospital, Bianchi foi de imediato submetido a uma tomografia e, em seguida, a uma operação urgente no cérebro, para controlar as lesões. Mais tarde foi transferido para a UTI, onde se encontra. Algumas fontes garantem que ele respira sem ajuda de aparelhos.

Hoje a Marussia divulgou um comunicado onde pede “paciência e compreensão” pela falta de informações sobre o estado de saúde do piloto francês.

DE VILLOTA

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A mesma equipe esteve envolvida num acidente semelhante, quando a piloto-reserva, a espanhola Maria de Villota (filha do ex-piloto de Fórmula 1 Emilio de Villota) bateu sua Marussia num caminhão estacionado à beira da pista, durante testes. Era 3 de julho de 2012, no aeroporto de Duxford, na Inglaterra. Ele sofreu graves lesões na cabeça e perdeu a visão do olho direito. Aparentemente vinha se recuperando bem, mas por causa das sequelas, faleceu  vítima de uma parada cardíaca em 11 de outubro do ano passado.

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