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HÁ 21 ANOS, SENNA SALVOU ERIK COMAS

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Bélgica, circuito de Spa-Francorchamps, 30 de agosto de 1992. Michael Schumacher conseguiu a primeira vitória dna Fórmula 1. Nnguém sabia mas estava nascendo ali um grande campeão, a mais vitoriosa de todas as carreiras que passaram pela categoria. Repetiria o primeiro degrau do pódio por mais 90 vezes e conquistou sete títulos mundiais.

Mas naquele dia, há 21 anos, o assunto era o “salvamento” de Erix Comas por Ayrton Senna, nos treinos livres. Um momento marcante para a história da Fórmula 1.

Erik Comas, da Ligier, bateu forte na curva Blanchimont, e seu carro ficou atravessado na pista. Ayrton Senna, que vinha em seguida com sua McLaren, não ficou indiferente ao que viu. Protagonizando um dos mais míticos momentos de solidariedade da história da Fórmula 1, Senna parou o seu carro e saiu correndo pela pista para socorrer Comas. Quando chegou junto dele, desligou o motor da Ligier, já que o francês, mesmo desmaiado, continuava pisando fundo no acelerador, o que poderia levar o carro a se incendiar ou explodir o motor.

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O gesto de Ayrton Senna ficou para a história e Erik Comas, quando do acidente que vitimou o piloto brasileiro em Ímola, em 1994, também parou no local do acidente para tentar ajudar. Sem sucesso. Ao ver o estado de Senna, Comas não voltou à prova e, no final da época, deixou a Fórmula 1.  Já Schumacher, mesmo sabendo da gravidade do acidente, não parou para ajudar e se preocupou apenas em assumir a liderança da prova. No pódio, informado da morte de Senna, comemorou como se nada tivesse acontecido. Foi o único piloto importante que não compareceu ao funeral de Senna

“Não me lembro de nada. Foi como se a minha memória tivesse apagado. O pneu da frente do lado direito atingiu minha cabeça e desmaiei. Pelo que vi no vídeo, o Ayrton parou e correu na minha direção enquanto ainda havia carros a passar na pista. Estavam mais lentos porque havia bandeiras amarelas, mas a pista não estava vazia. Naquele momento havia um risco real muito grande de explosão. Ayrton salvou minha vida”, afirmou Comas, semanas depois do acidente.

O gesto de Ayrton Senna, 21 anos atrás, foi de coragem e risco, além de humano, claro. Fica a questão: nos dias de hoje, alguém se arriscaria a fazer o mesmo?


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