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Petronas investe em Pesquisa e Tecnologia no Brasil

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Se você só conhece a Petronas por ela ter seu nome estampado nos carros de Fórmula 1 da Mercedes e pelas Petronas Twin Towers, que estão entre os maiores arranha-céus do mundo, está na hora de rever alguns conceitos. Petronas vem de Petroliam Nasional Berhad, empresa estatal da Malásia de petróleo e gás,  fundada em 1974. A empresa chegou ao Brasil em 2008, com a criação da Petronas Lubrificantes Internacional, que adquiriu a fábrica de lubrificantes da Fiat em Contagem (MG), e a partir de 2012 assumiu as operações da unidade, investindo desde então R$ 350 milhões na expansão da indústria, logística de distribuição, desenvolvimento comercial e marketing. É parceira de tecnologia -e não apenas patrocinadora- da Mercedes AMG na Fórmula 1.

A Petronas inaugurou agora, na mesma unidade de Contagem, seu novo Centro de Excelência em Pesquisa e Tecnologia da América Latina, maior instalação voltada ao desenvolvimento de tecnologia em fluidos lubrificantes, para atender as necessidades do setor automotivo e industrial desta região das Américas.

A unidade de Pesquisa e Tecnologia (P&T), localizada na fábrica da Petronas Lubrificantes Brasil, tem como foco principal o desenvolvimento de inovações em fluidos industriais, lubrificantes e graxas, servindo ainda também como centro de atendimento ao cliente, especialização técnica, gerenciamento de produtos e controle de qualidade.

“Para a PLI, o novo Centro de Pesquisa e Tecnologia na América Latina simboliza nosso compromisso e crença no poder da tecnologia para ajudar as indústrias a serem bem-sucedidas no futuro”, afirmou Giuseppe D’Arrigo, CEO da  Petronas Lubricants International (PLI), durante a inauguração.

Além de parceiros e clientes da PLI dos setores automotivo e industrial, também esteve presente o vice-presidente de marketing da Petronas (Downstream Business), Dato’ Sri Syed Zainal Syed Tahir, e Guilherme de Paula, Presidente da Petronas Américas.

Na área de lubrificantes, a empresa está entre as 10 maiores do mundo, atuando em 90 países e produzindo 970 milhões de litros de fluidos por ano; no Brasil a capacidade é de 220 milhões de litros/ano. O investimento de R$ 20 milhões se junta à rede de centros de Pesquisa e Tecnologia da PLI em todo o mundo, incluindo China, Malásia, África do Sul e América do Norte. Essas instalações têm sua base no Centro Global de Pesquisa e Tecnologia da Petronas em Turim, na Itália, que foi inaugurado em março deste ano.

“Acreditamos nas ambições de crescimento do Brasil e estamos comprometidos com a nossa meta em atender às exigências do mercado da maior economia da região”, explicou De Paula.

O Centro de Pesquisa & Tecnologia está estruturado em uma área de mais de 2.400 m² e abriga instalações de última geração, incluindo laboratório acreditado pela ISO 17025, para sua equipe de químicos, engenheiros e técnicos, capacitados para executar mais de 105 testes diferentes da ASTM (American Society for Testing and Materiais).

 “A instalação é mais que uma estrutura física, que abriga o hardware e as pessoas que fornecem fluidos para os nossos clientes. Representa a nossa parceria com líderes mundiais nos setores automotivo e industrial. É a nossa promessa de inovar em direção ao melhor desempenho e sucesso futuro”, disse Syed Zainal.

A PLI comercializa aqui o Petronas Selenia, Petronas Syntium, Petronas Urania, Petronas Tutela, fluídos automotivos e uma série de lubrificantes e graxas industriais para seus clientes na região. Nos últimos seis anos, a empresa avançou da sétima para a quarta posição entre os principais produtores de lubrificantes no Brasil.

No início do ano, a PLI anunciou que comprometerá 75% de todos os projetos futuros de Pesquisa e Tecnologia para alcançar redução de emissões de CO², por meio de uma abordagem única em tecnologia e engenharia de produtos lubrificantes especializados.

Este ano, a Petronas deve produzir cerca de 160 milhões de litros de lubrificantes e graxa, com crescimento de 3% sobre 2017. Dos produtos, cerca de 60% são destinados ao varejo (concessionárias, lojas, supermercados, postos etc.) e os outros 40% vão para o que a empresa chama de “consumo” (agricultura, siderurgia, mineração e outros).

No mixde produto, 67% são óleos automotivos e 33%, industriais. No Brasil, a Petronas fatura cerca de US$ 380 milhões, cerca de 20% dos US$ 1,9 bilhões faturados pela área de lubrificantes pelo grupo em todo o mundo.


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