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Quanto custou a fuga de Carlos Ghosn do Japão

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É o típico roteiro de um filme de ação. O ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, teria pago US$ 862.500 à empresa de uma das pessoas que provavelmente ajudaram em sua fuga do Japão, em dezembro do ano passado. A notícia vem da imprensa daquele pais.

Esta informação consta de documentos apresentados num tribunal dos Estados Unidos, que analisa o processo contra dois norte-americanos detidos no Estado de Massachusetts em 20 de maio, a pedido do Japão.

O Ministério Público de Tóquio acredita que Michael Taylor e seu filho Peter, junto com uma terceira pessoa de origem libanesa, contribuíram para a fuga de Ghosn, sabendo que o ex-presidente da Nissan não podia deixar o Japão, mesmo sendo vítima de todo tipo de arbitrariedades.

Segundo o jornal japonês Nikkei, os documentos apresentados em Massachusetts indicam que, em outubro de 2019, Ghosn fez duas transferências de uma conta bancária em Paris, no total de US$ 862.500, para a empresa Promote Fox, de Peter Taylor.

Estas transferências são as primeiras provas que demonstram ligações entre o ex-presidente da Nissan e as pessoas que provavelmente o ajudaram na fuga.

O brasileiro Carlos Ghosn foi detido em Tóquio em 19 de novembro de 2018, acusado de irregularidades financeiras durante seu mandato à frente da Nissan.

O empresário fugiu de maneira cinematográfica do Japão a partir do aeroporto de Kansai, em Osaka, meses antes do início do julgamento. Em Beirute, declarou aos jornalistas que era inocente e atribuiu a sua detenção em Tóquio a conflitos internos na Nissan.

Com tripla nacionalidade (francesa, brasileira e libanesa), Ghosn não passou por nenhum controle de migração no Japão, pois segundo fontes próximas do ex-presidente da Nissan, conseguiu esconder-se dentro de um baú para entrar no avião. Ghosn entrou no Líbano com passaporte francês e documento de identificação libanês, segundo as autoridades daquele país.

No dia 3 de julho, o Japão pediu aos Estados Unidos para extraditar os dois norte-americanos que teriam ajudado o ex-presidente da Nissan a fugir. A justiça japonesa garante que ambos, mais um libanês, “contribuíram para a fuga” de Ghosn, sabendo que ele estava impedido de deixar o país asiático, sendo acusados de violar as leis de migração e esconder um acusado pela Justiça.


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