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Redução de custos: Ford abandona sedãs pequenos na América do Norte

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O mercado norte-americano está em crise, com queda nas vendas. Um dos resultados disso é que a Ford vai deixar de vender sedãs convencionais -em especial os pequenos- na América do Norte, na sequência do seu plano de corte de custos, que prevê a redução ou até mesmo a eliminação de áreas de negócios e de produtos não lucrativos.

 

Da sua linha de modelos atual, a Ford manterá apenas em catálogo o esportivo Mustang e o Focus Active (foto acima), a versão SUV do compacto da marca, que será lançado em 2019.

O grupo anunciou, entretanto, que vai quase duplicar o seu objetivo de corte de custos até 2022, de US$ 15 bilhões para US$ 27 bilhões. A margem bruta deverá atingir o objetivo de 8% das vendas em 2020, dois anos antes do prazo inicial.

O plano de reestruturação do grupo norte-americano já está dando os primeiros resultados. No primeiro trimestre do ano, o resultado líquido cresceu 9% diante do mesmo período do ano passado, e a margem foi de 5,2%, em comparação com o trimestre anterior, devido a um aumento dos custos com matérias-primas, que afetaram o desempenho do Grupo na América do Norte.

O chefão Bob Shanks justificou o reposicionamento da linha com o fato de que os carros pequenos e a maioria dos produtos da Lincoln, uma das marcas do Grupo, serem deficitários. Em contrapartida, a Ford reorientará os seus esforços para a produção dos muito mais lucrativos SUVs, de todos os tamanhos.

Shanks indicou também que a Ford poderá reduzir seus investimentos em algumas regiões, ou até mesmo sair delas, se não garantirem o retorno desejado. Aqui o Brasil corre algum risco. Esta estratégia já foi implementada pela rival General Motors, que vendeu a sua operação deficitária na Europa e decidiu abandonar o mercado russo.

O corte de custos implicará redução de US$ 6 bilhões dos seus investimentos em capital, entre 2019 e 2022, para US$ 30 bilhões. Cerca de 70% do corte virá de ganhos com sinergias industriais.

No primeiro trimestre, o resultado líquido de Ford cresceu US$ 144 milhões, indo para US$ 1,74 bilhões, e o volume de negócios aumentou 7,4%, indo para US$ 42 bilhões.

Na América do Norte, os resultados -antes de impostos- caíram 9,2%, para US$ 1,94 bilhões, afetados pelo aumento dos custos com matérias-primas. Na América do Sul, as perdas somaram US$ 149 milhões, 37% abaixo do mesmo período, e na Europa os lucros baixaram 43%, para US$ 119 milhões, A região Ásia-Pacífico passou do lucro de US$ 148 milhões, há um ano, para perdas de US$ 119 milhões.

A divisão financeira Ford Credit fechou o trimestre com lucro de US$ 641 milhões, 33% acima dos registros do ano passado.

 


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