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VERGONHA: KOMBI LAST EDITION PODE NÃO SER TÃO LAST ASSIM

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Quer carros nacionais mais seguros? Esqueça. A obrigatoriedade de ABS e airbags em carros fabricados no Brasil, prevista para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2014, pode ficar para depois. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que na próxima semana deverá acontecer uma reunião com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para tratar do adiamento da medida. Nessa, perde o consumidor (em segurança ativa e passiva) e ganham as montadoras, que não precisam investir nesses equipamentos, obrigatórios em qualquer país minimamente civilizado.

O ministro já se encontrou esta semana com representantes do setor, em São Paulo. Segundo ele, “estamos discutindo as questões de segurança que seriam acrescentadas nos carros a partir de 2014, e estamos preocupados com o impacto sobre o preço do carro, pois elevaria o preço de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil”, explicou.

“Hoje, 60% dos veículos já têm os equipamentos e, em janeiro, passaria para 100%. Então, nós vamos postergar em um ou dois anos. Fecharemos a decisão na semana que vem”, disse Mantega. Os 60% da produção local de carros com freios ABS e airbags frontais são a porcentagem obrigatória para 2013, de acordo com resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No próximo ano, a meta é chegar a 100%, pois são equipamentos que salvam vidas.

Embora a liberação de venda de carros sem ABS e airbags ainda não seja oficial, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, já comemora. A entidade tem interesse no adiamento da decisão, pois evitaria a dispensa de cerca de 4.000 funcionários da Volkswagen, que poderia acontecer -segundo cálculos exagerados do próprio sindicato- com o fim da produção de Kombi e Gol G4 (ambos sem condições estruturais de receber ABS e airbags).

O secretário-geral do sindicato, Wagner Santana, afirmou que o acordo com o governo federal deve estender a obrigatoriedade de ABS e airbags a apenas 70% dos carros nacionais em 2014; depois a um índice maior, ainda não definido, em 2015; e a 100% a partir de 1º de janeiro de 2016 apenas.

A Volkswagen afirmou, em nota oficial divulgada nesta quarta (11/12), que cumpre as normas legais quanto à segurança de seus veículos. Ou seja, não descarta a manutenção em produção da Kombi e do Gol G4, caso isso seja permitido pela legislação. No caso, a segurança passa para segundo plano.

A VW lançou recentemente uma série especial da veterana wagon, batizada de Last Edition, e também veiculou anúncios com a despedida da Kombi. Há outros modelos nacionais com os dias contados e que podem escapar. Entre eles, Fiat Mille (com a série de despedida pronta, a Grazie Mille), Chevrolet Classic e Ford Ka.


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