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VW: 11 séries mais do que especiais do Golf

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No mundo do automóvel, o nome “Golf” é sinônimo de sucesso, ou pelo menos é o que se pode concluir ao analisar a história de cada um dos modelos do hatch da Volkswagen, que têm quase 50 anos. Sendo um dos carros compactos com números recorde de vendas, o Golf na Europa ou mesmo Estados Unidos é a escolha preferida para o segundo carro da família.

Tracking down the wild, and wildly colorful, Volkswagen Golf ...

A oitava geração do modelo está chegando na Europa, e por isso selecionamos as 11 séries mais especiais de toda a sua trajetória, edições que são bem cotadas entre os fãs do modelo. Muitos são difíceis de encontrar.

Além dos mostrados aqui, nos anos 1990, a Volkswagen patrocinou turnês de três grandes bandas e, para promover essa ação, lançou três edições comemorativas: Golf Pink Floyd Edition (1994), Golf Rolling Stones Edition (1995), e o Golf Bon Jovi Edition (1996).

Golf Pirelli Edition (1983)

A ideia desta série especial do Golf foi entregue pela fabricante de pneus, e batizada de Pirelli Edition. Assim, decidiu-se equipar o Golf com pneus Pirelli de alto desempenho, na medida 185/60-14, além de rodas de liga-leve com aberturas em forma de “P”, detalhe interessante que se tornou clássico. Batizadas de rodas “Pirelli P Slot”, receberam até cópias atuais feitas na China… O Golf Pirelli Edition 1.6 fazia de zero a 100 km / h em 9,2 segundos e tinha velocidade máxima de 183 km/h.

Apesar disso, a história não terminou ali. Para comemorar o 25º aniversário da edição, em 2007 a Volkswagen materializou para 2008 outra edição do “Pirelli” no MK5, embora desta vez muito mais esportiva que a anterior. Nesse caso, montou no carro a mecânica 2.0 TFSI de 230 cv, com exclusiva cor amarela e revestimentos internos especiais. E, c;laro, pneus Pirelli.

Golf Rallye (1989)

O sucesso das provas de rali nos anos 1980, com a lendária Lancia Delta HFI Integrale como cartão de visitas da categoria, incentivou o pessoal da Volkswagen Motorsport a lançar um modelo homologado para competição. Então tiveram a ideia de redesenhar um Golf G60 e projetar assim o Golf Rallye , modelo que abriu caminho para o futuro Golf R .

Fabricada na Bélgica à mão, esta versão do Golf perdeu parte da aparência do MK2 para herdar faróis retangulares -um de seus diferenciai-, além de um body kit com paralamas alargados e de aparência esportiva. 

Seu motor era o 1.8 do G60, com seu compressor G em forma de caracol, 8 válvulas no cabeçote e 160 cv, tudo trabalhando com tração nas quatro rodas.

Das 2.500 unidades exigidas pela FIA para homologação, 5.000 foram produzidas, embora não tenha tido sucesso nas competições devido ao seu peso e dirigibilidade. Além disso, essa versão era quase duas vezes mais cara que um Golf GTI de série, e portanto não se transformou em um best-seller. Hoje, um carros dessa série custa cerca de US$ 25 mil, embora uma unidade tenha sido leiloada em 2018 pelo preço de US$ 35.

Golf Country (1990)

Pelas mãos de Steyr-Daimler-Puch, a Volkswagen decidiu conquistar um novo segmento com o Golf Country, uma versão exclusiva com “visual aventureiro”. Foi projetado para enfrentar o terreno “offroad” com seus recursos de tração nas quatro rodas, que a VW chamava de tração Syncro. A idéia, à primeira vista meio maluca, foi baseada na plataforma e na carroceria do MK2.

O Golf Country possuía molduras nos para-lamas, proteção na parte inferior da carroceria e pára-choques especiais, como convinha a todo off-road da época, além de estepe externo na tampa traseira. Com pneus mistos 195/60-15 e suspensões de cursos mais longos, este Golf adicionou 12 cm na distância para o solo em comparação com o modelo convencional.

O motor era aspirado, 1.8 de quatro cilindros e 98 cv, e deu vida a esta versão, embora um pequeno número desses Country tenha chegado ao GTI MK2 com seus 107 cv. Exatas 7735 unidades foram produzidas entre abril de 1990 e outubro de 1991, mas houve um fracasso nas vendas e por isso a série foi descontinuada.

Golf VR6 (1991)

Estamos nos anos 1990 e isso significa uma coisa: a idade de ouro do GTI 16v . E como em qualquer época de ouro, a “jóia da coroa”, a “cereja do bolo”, o “crème de la crème”, não pode faltar, e neste caso era o Golf VR6, uma versão discreta e explosiva do MK3. Seus rivais? Praticamente nenhum em seu segmento.

Assim como o Corrado , o Golf VR6 foi equipado com um motor de bloco estreito em “V”, de seis cilindros a 15°, compartilhando o mesmo cabeçote para as duas bancadas de cilindros. Seu motor, com bloco de alumínio e 2,8 litros, produzia 174 cv, que eram levados a uma caixa de câmbio manual de cinco marchas, ideal para administrar a potência dessa tração dianteira.

Golf GTI 20th Anniversary (1996)

Dizem que a melhor idade é os 20 anos, e isso pode se aplicar ao Golf GTI, que celebrou a data com a versão do 20º aniversário. Com base no MK3, esta edição usou a mesma motorização do GTI convencional, embora com algumas mudanças estéticas: pára-choques com detalhes em vermelho, um logotipo específico do GTI, faróis escurecidos, pinças de freio vermelhas e rodas BBS de 16 ‘ polegadas.

O interior também incluiu algumas modificações, principalmente nos bancos, mais esportivos e assinados pelo Recaro. Ele também tinha cintos de segurança vermelhos, tapetes especiais e volante revestido de couro, além da alavanca de câmbio que tinha a forma de uma bola de golfe, a mesma aplicada no primeiro GTI.

Golf R32 (2002)

O mais potente Golf no início dos anos 2000 foi o R32 , uma versão que substituiu o VR6 para abrir caminho a uma versão mais radical, com motor maior e mais desempenho. Curiosamente, sua apresentação mundial foi na Espanha, no Salão Internacional do Automóvel de Madri. Era disponível só na carroceria de duas portas.

O motor 3.2, de seis cilindros em “V” estreito, tinha 241 cv, além de ser naturalmente aspirado e ter comando de válvulas variável. O Volkswagen Golf R32 desfrutava do sistema de tração nas quatro rodas “4Motion” e já podia ser escolhido com o reverenciado câmbio DSG, além de estar disponível também com transmissão manual.

Esta versão, que também foi lançada no MK5, teve suspensão mais firme e baixa em 30 mm comparada com a versão padrão. Sua aparência agressiva e seus dois escapamentos traseiros, que emitiam um ruído agradável, faziam dele uma opção atraente para qualquer apaixonado por automóveis.

Golf GTI 30th Anniversary (2006)

Os 30 anos de vida foram ótimos para o GTI. A maneira de celebrar isso? A 30th Anniversary Edition do GTI. Se seus 230 cv já estavam de bom tamanho, agora ele chegou aos 250 cv, usando também o mesmo bloco 2.0 TFSI da versão convencional. Com carroceria pintada de vermelho e rodas aro 18, esta edição especial do GTI tinha motivos suficientes para se diferenciar de seus “irmãos”. No interior, a costura com pespontos vermelhos foi usada, além do volante com a inscrição “Edition 30”.

Golf GTI W12 (2007)

A plataforma de um Golf com motor Bentley, caixa de câmbio do Volkswagen Phaeton e os mesmos freios dos Audi RS4 e Lamborghini Gallardo . Isso seria possível? Foi, e deu origem ao “Golf de todos os Golf”, o GTI W12 . Esta edição é o Golf mais potente da história, com 650 cv em um motor twin-turbo 6.0W12 e 75 mkgf, capaz de acelerar de zero a 100 km/h em apenas 3,75 s .

Esta versão era de dois lugares, com motor central, mas como você pode imaginar, é um protótipo. O Golf W12 nunca foi lançado, mas deu as caras no evento Wörthersee, na Áustria, porque foi projetado especificamente para ele. 

Entre suas curiosidades, um complicado sistema de arrefecimento: a coluna C,traseira, tinha uma tomada de ar para permitir fluxo direto para o radiador, que também era auxiliado por duas grandes ventoinha.

Golf GTI 35th Anniversary (2011)

Apesar de ter tido a menor vida comercial dos Golf, o MK6 comemorou o 35º aniversário do GTI em uma edição de apenas 200 unidades, todas com carrocerias de duas e quatro portas. Com pequenas mudanças, ganhou 25 cv em relação ao GTI da época. O motor, com 235 cv, estava disponível com câmbio manual ou DSG.

Do lado de fora, eram observadas algumas mudanças, além de rodas de liga leve de 18 polegadas BBS, luzes traseiras escurecidas, vidros traseiros escurecidos e a inscrição “Edition 35”. Da mesma forma, os encostos dos bancos também ostentavam a inscrição “35”, sem esquecer a famosa manpla do câmbio em forma de bola de golfe.

Golf GTI Clubsport S (2016)

Este Golf especial quebrou o recorde de velocidade em Nürburgring como o carro de tração dianteira cmpacto mais rápida, um marco a ser lembrado até hoje. Mesmo assim, continua sendo uma das versões mais especiais, não apenas por sua capacidade, mas por sua extensa lista de modificações.

Na aparência exterior, destacam-se o body kit especial, rodas de 19 polegadas e vidros escurecidos, além de poder escolher entre três cores: vermelho, branco ou preto perolizado, honrando o GTI original. O friso na lateral contorna a inscrição “Clubsport S”, que valoriza esta versão, um dos mais potentes Golf de quatro cilindros já feitos.

O GTI Clubsport S, com apenas 400 unidades disponíveis, tem a mesma mecânica do GTI 2.0, embora com a potência aumentada para 310 cv. Graças a uma série de mudanças, além da eliminação do banco traseiro, apoios de braços, bateria mais compacta e elementos de suspensão de alumínio, este GTI consegue pesar 30 kg a menos, fazendo o zero a 100 km/h em 5,8 s.

Golf Harlequin (1996)

Sem dúvida, em termos de séries especiais, o Volkswagen Polo Harlequin 1995 foi uma das mais excêntricas edições especiais que alguma montadora teve coragem de fazer. Para muitos, era uma autêntica aberração com rodas. Para outros, um carro especial, único e exclusivo.

O que ninguém tira mérito é que o Polo Harlequin tinha muita personalidade, com cada uma de suas partes da carroceria pintadas de uma cor diferente. Cerca de 3500 Polo foram produzidos nessa configuração.

Parecia um catálogo da Benetton, mas nasceu para chamar atenção no show room das concessionárias, uma espécie de mostruário de cores da marca. O que talvez você não saiba é que também existiu um Volkswagen Golf Harlequin.

Sim, os Harlequin foram versão oficial, pensada, desenvolvida e fabricada pela Volkswagen, e no caso do Golf, foram 275 unidades produzidas. Depois de desprezado, estes Volkswagen Harlequin voltaram à moda em alguns mercados e há pessoas que pintam carros atuais com esta pintura .

Como vimos, tudo começou com o Polo Harlequin 1995. Este modelo nasceu com objetivo de atrair a atenção para o compacto. As vendas seguiam um pouco abaixo do previsto e a Volkswagen criou esta versão, inspirada no personagem Harlequin (Arlequim, em português), oriundo da comédia italiana, com suas roupas coloridas.

A ideia passou por combinar quatro cores em diferentes partes do carro, e o mais interessante é que, de acordo com o mercado, as cores alternavam. Existiram 4 “cores base”: Chagall Blue, Tornado Red, Ginster Yellow e Pistachio Green; para efeitos legais, a cor do carro era determinada pela cor da coluna C e do teto do carro.

Polo Harlequin Color Combinations

Eles eram produzidos numa única cor e, depois de prontos, as partes eram trocadas, o que possibilitou uma grande variedade de combinações. 

O carro tornou-se imediatamente um sucesso, algo que surpreendeu até a própria Volkswagen, com o Polo Harlequin assumindo-se como algo diferente e único.

O objetivo inicial era de produzir 1.000 unidades, mas o sucesso foi grande, e acabaram sendo fabricadas 3.500 unidades. A estratégia funcionou, mas a Volkswagen não pretendia que a ideia chegasse a outros modelos, mais sóbrios, como o Golf.

Num primeiro momento a Volkswagem manteve-se irredutível aos pedidos que chegavam: muitas pessoas queriam um Volkswagen Golf Harlequin, mas o conceito não casava com a ideia que a marca alemã tinha para o seu modelo de referência. Mas, houve um mercado em especial que pressionou tanto, que em Wolfsburg não houve outra opção senão aceitar os pedidos.

A pressão veio dos Estados Unidos, o que levou a Volkswagen a produzir 275 unidades do Golf Harlequin, que são atualmente, itens de coleção. A marca sempre teve interesse em agradar o mercado norte-americano, mas jogou quase tudo fora com o caso do Dieselgate.

O Golf Harlequin chegou aos seus proprietários americanos com bom nível de equipamentos, incluindo o volante colorido Momo Benetton. Curiosamente, a Volkswagen já havia resvalado nesta ideia nos anos 1960, com um anuncio do Fusca (abaixo) que mostrava o carro com a carroceria usando componentes intercambiáveis de várias unidades. A ideia era expor que o carrinho era fácil de reparar, mesmo usando componentes de outros anos.


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