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BMW quer vencer a corrida pelo hidrogênio na Alemanha

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Segundo fontes internas da BMWi, o sistema utilizado no Toyota FCV a hidrogênio poderá ser, depois de longos estudos, usado em mais um modelo da gama i, neste caso a minivan i5.

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Esta notícia, tratada ainda como “segredo” no departamento de pesquisa e desenvolvimento da BMWi, confirma muito mais que apenas uma intenção. Mostra que, entre os construtores alemães, está lançada a corrida para ostentar o título de primeira marca a ter na sua linha um veículo movido a hidrogênio no mercado, agora que os habituais inovadores neste assunto, Toyota e Honda, tomaram a iniciativa e já colocaram à venda carros com esta tecnologia.

A BMW quer assumir a dianteira aproveitando a “joint venture” que assinou com a Toyota. Este documento define os objetvos para a redução dos custos de desenvolvimento de novas tecnologias e proporcionar economia de escala  na busca de alternativas de mobilidade partilhadas entre ambas. Depois, virá o fornecimento dos motores diesel para a marca japonesa usar em seus modelos europeus e, finalmente, o desenvolvimento de uma plataforma para a criação de um esportivo de traçao traseira. Estas duas partes do memorando parecem estar funcionando de forma perfeita. A primeira também, mas com resultados ainda discretos.

A BMWi nasceu como uma alternativa da BMW (na verdade uma forma de baixar a média de emissão de CO2 do grupo– e começou com um veículo totalmente elétrico (o i3), rapidamente gerando uma versão com extensor de autonomia (o i3 REX) e o esportivo híbrido i8. Nesta lógica de desenvolvimento, faz todo o sentido que a BMWi tenha, agora, a ideia de lançar o terceiro modelo com diferente forma de propulsão, no caso, o hidrogênio.

Desta forma, a BMWi cobre todas as áreas e oferece uma solução diferente para cada caso, alem de ter uma resposta pronta para o Mercedes Classe B F-Cell que, em produção limitada, vai chegar ao mercado em 2017, e também para o Audi A7 Fuel Cell que a marca vai mostrar no Salão de Los Angeles, na próxima semana. Isso indica que dentro de pouco tempo, também o grupo VW vai ter carros andando a hidrogênio.

Pode-se questionar a razão para esta “febre” com o hidrogênio, quando tanto se fez para desenvolver os modelos elétricos, e a única marca dedicada a esta propulsão, a Tesla, continua tentando emplacar os seus modelos. A explicação é simples. O hidrogénio é complicado de dominar, a rede de distribuição difícil de implementar pelo seu custo mas, em termos ambientais, é a melhor solução e resolve os problemas de autonomia e de desempenho.

De acordo com vários analistas automobilísticos, o hidrogénio é a melhor solução para o futuro, acreditando que o reabastecimento dos veículos pode ser feito em questão de minutos, bem menos tempo que os mais rápidos carregadores elétricos que não conseguem mais de 80% da carga em menos de meia hora.

Além disso, o desenvolvimento da tecnologia permite que, hoje, o armazenamento e transporte de hidrogênio seja mais fácil que, por exemplo, melhorar a rede de recarregamento elétrico. Julga-se que alterar todos os carregadores para unidades de carregamento rápido trifásico obriga a fortes melhorias na infraestrutura instalada e a busca de novos espaços para acomodar os transformadores dos locais de recarga, o que pode ser um problema nas cidades.

Desta forma, fica feita a defesa do hidrogênio como futuro da mobilidade responsável, recordando que do escapamento de um carro destes sai apenas água ,e nada mais. Porém, a futura morte dos motores de combustão interna ainda não tem data definica…


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