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Em cinco anos, 50% dos Renault serão elétricos

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De uma em uma, todas as montadoras vão colocando os pés no futuro. E esse futuro passa por carros elétricos e híbridos. A Renault anunciou novos e mais ambiciosos objetivos de vendas e de resultados a médio prazo, como parte do seu plano estratégico “Drive the Future 2017-2022”, que prevê também forte aposta nas áreas de mobilidade elétrica e da condução autônoma.

 

Para quem não sabe, a Renault-Nissan é líder mundial nos automóveis elétricos, e a manutenção dessa posição é uma das principais metas anunciadas. Até 2022 -ou seja, nos próximos cinco anos- serão lançados um modelo completamente autônomo e 12 novos modelos 100% elétricos, em resposta ao avanço de rivais, como a Tesla, que acaba de colocar no mercado o Model 3, modelo compacto com preço mais acessível, ou do Grupo Volkswagen, que anunciou investimento de mais de US$ 20 bilhões para massificar os automóveis elétricos. A GM anunciou também 20 carros elétricos para os próximos anos.

Até 2020, metade dos modelos da Renault serão híbridos ou elétricos. Dos 39 modelos previstos pelo plano de produto para os próximos cinco anos, 20 terão propulsão elétrica, dos quais 12 serão híbridos e oito serão 100% elétricos.

O volume de negócios anual deverá ultrapassar o objetivo anterior de US$ 75 bilhões, e a margem deverá ficar acima dos 7% das vendas, que compra com os 6,4% de 2016.

“Este novo plano deverá revelar todo o nosso potencial para inovar e crescer num setor que está mudando muito rapidamente”, disse o chefão Carlos Ghosn (na foto), numa declaração sobre este novo plano de negócios.

A China terá papel vital nos objetivos da Renault-Nissan, que reconfirmou também a ambição de ser o maior grupo automotivo mundial, à frente da Toyota e do Grupo Volkswagen. Em paralelo com a integração da Mitsubishi japonesa e da AutoVaz russa, no ano passado, a Renault-Nissan começou também a fabricar veículos na China, em parceria com a Dongfeng Motors, que prevê o lançamento de veículos elétricos. Em julho, comprou uma participação na divisão de mini-carros da Brilliance China Automotive Holding.

No mês passado, Carlos Ghosn afirmou que o crescimento da indústria automotiva virá principalmente da China, Índia e sudeste da Ásia.

A Renault é a primeira das três parceiras da Aliança a divulgar o seu plano de negócios para 2022. A Nissan deverá divulgá-lo em 16 de outubro e a Mitsubishi dois dias depois. No âmbito das Aliança, a Renault detém 44% da Nissan e está detém, por seu lado, 15% da Renault e 34% da Mitsubishi. Carlos Ghosn é o chefão da Aliança e dos três fabricantes.

A pergunta que não quer calar: como fica o Brasil no assunto “carros elétricos”?

CONFIRA AQUI OS DETALHES DO PLANO


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