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TESTE: VW Polo GTS 1.4 Turbo

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As siglas GT, GTS e GTI povoavam os sonhos de quem já era grandinho nos anos 1980. A trilogia de versões esportivas do Gol começou em 1984 com o GT, que depois virou GTS (1987) e GTI (1989). O emblema GTS deixou de ser usado em 1994, restando em uso apenas a GTI. A boa surpresa é que o “GTS” voltou a diferenciar carros da Volkswagen, aqui identificando uma versão mais esportiva do Polo.

Texto e fotos: Marcos Cesar Silva/Divulgação

O modelo é equipado com motor 1.4 turbo de 150 cv. Poderia ter os 200 cv do Polo GTI europeu, mas aí o preço seria estratosférico, o que tornaria o carrinho inviável no mercado brasileiro, que já está no limite, com seu preço de R$ 102.500. Caro ou barato? Não importa. É o que se paga pela exclusividade.

O preço de R$ 102.500 é realmente alto em comparação com seus concorrentes diretos, em especial o Renault Sandero RS (motor 2.0 de 150 cv com caixa de câmbio manual), que custa a partir de R$ 81.990, e Fiat Argo HGT (1.8 de 139 cv, só automático) que custa a partir de R$ 75.390.

Mas o Polo justifica o preço. Primeiro, pelo alto nível de equipamentos de série. Segundo, as 50 unidades do Polo GTI de 2007, duas gerações atrás dessa, eram importadas da Europa e custavam R$ 99.500, com seu motor turbo 1.8 de 150 cv. Corrigindo o valor para os dias atuais, a diversão custaria mais deR$ 200 mil.

Para criar o GTS, a engenharia da Volkswagen usou a apreciada fórmula que, aplicada nos esportivos, sempre agrada: mais potência no motor, suspensão recalibrada e detalhes visuais mais esportivos dentro e fora. Os principais ingredientes -motor e câmbio- eram disponíveis dentro da marca: o TSI 1.4 litro e a transmissão automática de seis marchas. Muitos reclamam da não disponibilidade do câmbio manual, mas aí é questão de gosto.

Além dos 150 cv de potência, o motor chama atenção pelo bom torque, de 25,5 mkgf (entre 1.500 e 4.000 rpm), com etanol ou gasolina. Com toda essa disposição, o GTS aceleração de zero a 100 km/h em 8,4 segundos e tem velocidade máxima de 207 km/h.

Além da transmissão, que foi recalibrada para o maior torque disponível, o GTS foi bem cuidado no quesito suspensão, onde o eixo traseiro tem maior resistência à torção, nova clibragem de molas e amortecedores e barra estabilizadora dianteira mais rígida. A assistência elétrica da direção e a atuação do controle eletrônico de estabilidade e tração também foram foram reajustados.

O visual é bem cuidado e até discreto para um esportivo. A festejada sigla “GTS” está nos para-lamas dianteiros e na tampa traseira. Novas rodas aro 17 polegadas, faróis com leds, para-choque e grade exclusivos e um filete vermelho de ponta a ponta na dianteira, transpassando até os faróis. Há pintura em preto brilhante nos retrovisores e spoiler traseiro, acabamento fosco na área inferior do para-choque traseiro, lanternas traseiras com leds e saída dupla de escapamento.

Por dentro, revestimentos na cor preta, incluindo bancos e teto. Detalhes em vermelho estão presentes nos instrumentos, costuras, difusores de ar, alavanca de câmbio e tapetes. Os bancos dianteiros são exclusivos da versão, e usam e revestimento de tecido e material sintético imitando couro com a sigla GTS nos encostos.

A tela da central multimídia traz, entre outros, mostradores de desempenho: potência e torque aplicados, forças G, pressão de turbo e tempo de volta em circuito.

Já o seletor de modos de condução traz quatro possibilidades (Normal, Eco, Sport e Individual, este último programável), que ajusta a atuação do acelerador, os momentos de troca de marchas e a assistência de direção. No modo Sport, um atuador sonoro reforça o som do motor por meio de um alto-falante no painel, para ressaltar a sensação de esportividade sem aumentar o nível de ruído externo .

O Polo GTS traz de série equipamentos que são opcionais no Polo Highline, como quadro de instrumentos digital, frenagem automática pós-colisão, chave presencial com botão de partida e central de áudio Discover Media com tela de 8 polegadas, navegação e comando por voz. O carro traz ainda novo bloqueio eletrônico do diferencial XDS+, que reduz a perda de tração da roda interna à curva, por meio de intervenções nos freios das rodas internas nos dois eixos.

E não tem opcionais? Sim, há um opcional: o sistema de som Beats, com alto-falante de subwoofer e amplificador, que custa R$ 2.400. O Polo GTS está disponível nas cores sólidas Preto Ninja, Branco Cristal (a do modelo avaliado) e Vermelho Tornado, mais as metálicas Prata Sirius, Azul Biscay e Cinza Platinum.

Rodando com ele, notamos excelente acerto de suspensão, motor dentro do compromisso e câmbio impecável. O Polo GTS deixou boa impressão. É um hot hatch com a fórmula que o mercado brasileiro tanto aprecia: atual, bonito, rápido e estável. Quanto ao câmbio automático, parece ter sido a escolha certa da Volkswagen, pois consumidores nesse níve; de preço não abrem mão do recurso.

Vale o que é pedido por ele? O comportamento, bom conteúdo de série e o projeto cuidadoso deixam claro que sim.

Itens de série e opcionais

• Polo GTS (R$ 102.500) – Ar-condicionado automático; bancos de material sintético e tecido; airbags laterais dianteiros; câmera traseira de ré; chave presencial para acesso e partida; cruise control; controle eletrônico de tração, estabilidade e do diferencial; faróis de leds; faróis de neblina; faróis e limpador de para-brisa automáticos; fixação Isofix; monitor de fadiga do motorista; Start/Stop do motor; retrovisor interno fotocrômico; rodas de alumínio aro 17; sensores de estacionamento na frente e traseira; sistema de áudio Discover Media com tela de 8 polegadas e GPS.

• Opcional – Sistema de áudio Beats, com subwoofer e amplificador (R$ 2.400).


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